Numa altura mais que nunca mediática, em que no passado Sábado com a tragédia que abalou a Madeira o twitter revelou ser A informação (passava da uma da tarde e estava a preparar-me para regressar a Gaia, vinda de Lisboa e foi através do mesmo que acompanhei o que se estava a passar, sim que o Alfa ainda não tem TV's em directo), parafraseando alguém que assim escreve, "dizia eu", numa altura mais que nunca mediática, moi que sou ninguém na blogosfera, reduzo-me a um Imenso e a ser a maior da freguesia, um mundinho muito meu, quase nada, mando daqui um enorme agradecimento com uma minudência de necessidade devidamente respondida e que deu os seus frutos.
Tudo isto porque hoje, ao fim da manhã, fiz um apelo no twitter. Necessitava assim do pé para a mão ou para ser mais enérgico a.s.a.p. de entrar em contacto com a Escola Francesa ou o Consulado Francês. Alguém, que não sabendo a quem recorrer, toca de bater nesta porta, pois claro, que eu sou a Bombeira - uma vez mais como alguém diz! - de serviço e pediu licença para entrar. Coisinha pouca, já disse, mas é urgente que a senhora não é a mãe, é a tia e está com a guarda da sobrinha pois os pais estão inibidos. Sim, uma desgraça nunca vem só e a senhora para além de estar em França sem perceber patavina de nada e muito menos da langue française, não percebe porque raio este papel, está a ver este papel? eu é que tenho a minha Mara como diz aqui, não chega para os franciús. Nós fomos agora para lá, no início do ano que é vida nova, para tentar a sorte, sabe?, não andamos fugidas!, e eu quero ir tratar da escola da minha Mara, quero que ela estude para não precisar de se fazer ao mundo como eu, e até tratar do médico e só me dizem que avec ça? C'est pas possible! Avec ça c'est pas possible! Que tem de estar na langue française! Então esta semana vim cá, que fui chamada para a consulta no Hospital, eu sou seguida lá em cima em oftalmologia, sabe?, e tratei de trazer esta certidão e passei na Conservatória. Mas dizem-me que também não podem fazer nada, porque eu preciso de ter a última folha da certidão traduzida para francês. Mas explicaram-me o porquê, que os franceses não me disseram isso e agora eu já percebi. É que não sou a mãe, mas é como se fosse, que a minha Mara é como se fosse minha e tivesse nascido aqui de dentro. Mas na certidão está o nome da mãe e do pai, que é o meu irmão e só a última folha é que explica que eu é que sou a mãe, que eu é que tenho a guarda por causa da inibição. Percebe? Percebo. E até me disseram mais, que uma certidão internacional não seria suficiente e também me explicaram porquê. E eu percebi. E disseram-me que depois de traduzida é que certifico no Consulado. Pronto, já percebi o que tenho de fazer, mas não sei como, sabe? Sei. Vamos então tratar disso. E assim foi. Alguém conhece alguém da Escola Francesa e desta vamos para o Consulado Francês. E assim chegamos à Mme. Danielle Gevolde, et voilá. A senhora regressará na próxima semana a França, com as certidões no modo poliglota e devidamente certificadas.
Resumidamente e o que verdadeiramente interessa? Assim se faz um dia feliz e é dado, sim, que é tudo uma questão de dádiva, uma alegria Imensa a alguém. Sem bolandas.