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18/09/2012

Do dia

Descarnar: v. tr. 1. Deixar (os ossos) a descoberto (tirando a carne). 2. [Por extensão] Deixar (o caroço) sem polpa. 3. [Figurado] Escavar, pôr a descoberto (a raiz de um dente). 4. Emagrecer. Descarnar, descarnar como se não houvesse amanhã. É o que me assiste. Dói? Please don't ask...

28/09/2011

Ronca? Atirem-me A luz!


"O farol de Aveiro ou farol da Barra é o maior farol de Portugal.
Fica localizado na praia da Barra, cidade da Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, distrito de Aveiro.
Foi, à data da sua construção, o sexto maior do mundo em alvenaria de pedra, continuando a ser actualmente o segundo maior da Península Ibérica, estando incluído nos 26 maiores do mundo.
É uma torre troncónica com faixas brancas e vermelhas e edifícios anexos.

Construído entre 1885 – 1893, foi projectado por um autodidacta que levou na maré os onze engenheiros que apresentaram plantas e maquetas. O farol da Barra, custou na altura, a quantia de 51 contos aos cofres do estado.
A escadaria é composta por dois sectores: o primeiro, com 271 degraus, é uma escada em pedra, em forma de caracol; o segundo, é uma escada metálica, com 20 degraus (actualmente com elevador).

A sua inauguração foi levada a cabo por Bernardino Machado em 1893, então ministro das Obras Públicas, quando este visitou demoradamente a região.

Esta notável obra do século passado, erguida à entrada da barra, passou a velar pela segurança da navegação que até aí não dispunha de um ponto de orientação. Sem o farol, as embarcações da época eram frequentemente atraídas para terra, devido à ilusão de afastamento, provocada por uma porção de costa muito plana com as primeiras elevações a grande distância do mar.

A principal fonte luminosa era obtida por incandescência do vapor do petróleo.
Só em 1950 o sistema iluminante passou a ser alimentado a energia eléctrica.

A principal componente do farol é a potente lâmpada, que projecta um feixe luminoso visível a 22 milhas náuticas de distância (cerca de 40 quilómetros)."

A Francisca, princesa Flor versão boneca Michelin da mais fina porcelena foi oficialmente apresentada. Olecas! São 271 degraus, até onde a vista alcança...

16/05/2011

Um visionário



19 de Maio (1253-1303)

Ivo, ou melhor, Yves Hélory de Kermartin, filho de um nobre, nasceu em 17 de Outubro de 1253, no castelo da família, na Baixa Bretanha, França. Educado e orientado por sua mãe, muito religiosa, até a idade de catorze anos, recebeu uma sólida formação religiosa e cultural. Nessa ocasião, decidiu continuar os estudos em Paris, acompanhado de seu professor, João de Kernhoz.·

Os próximos doze anos foram dedicados aos estudos de teologia e filosofia na escola de são Boaventura e de direito civil e canónico, na cidade de Orleans, junto ao famoso jurista Peter de la Chapelle. Era muito respeitado no meio académico, aplicado nos estudos e devido à sua vida de piedade muito intensa. Dessa forma, "atender o chamado do Senhor" pelo sacerdócio seria apenas uma questão de tempo para Ivo.·

Actuou como destacado advogado, tanto na corte civil quanto na corte eclesiástica. Aos vinte e sete anos, passou a trabalhar para o diaconato da diocese de Rennes, onde foi nomeado juiz eclesiástico. Pouco tempo depois, o bispo o convocou para trabalhar junto dele na mesma função e consagrou-o sacerdote.·

Ivo, aos poucos, despojando-se de tudo, conformou-se de maneira radical a Jesus Cristo, exortando os seus contemporâneos a fazerem o mesmo, por meio de uma existência diária feita de santidade, no caminho da verdade, da justiça, do respeito pelo direito e da solidariedade para com os mais pobres.·

Os conhecimentos legais estavam sempre à disposição dos seus paroquianos, defendendo todos, ricos e pobres, com igual lisura. Foi o primeiro a instituir, na diocese, a justiça gratuita para os que não podiam pagá-la. A fama de juiz austero, que não se deixava corromper, correu rapidamente e Ivo se tornou o melhor mediador da França, sempre tentando os acordos fora das cortes para diminuir os custos legais para ambas as partes.·

A sua dedicação na defesa dos fracos, inocentes, viúvas e pobres conferiu-lhe o título de "advogado dos pobres". Muitos foram os casos julgados por ele, registrados na jurisprudência, que mostraram bem seu modo de agir. Ficou constatado que, quando lhe eram denunciados roubos de carneiros, bois e cavalos, com a desculpa de impostos não pagos, Ivo ia pessoalmente aos castelos recuperar os animais. Famoso também na caridade.

Contam os devotos que ele tirava a roupa do corpo, mesmo no Inverno, e ia distribuindo aos pobres e mendigos, indo para sua casa muitas vezes só com a camisa. Diz a tradição que, certa vez, deu sua cama a um mendigo que dormia na porta de uma casa e foi dormir onde dormia o mendigo.

Por tudo isso, a saúde ficou comprometida. Em 1298, a doença agravou-se e retirou-se no seu castelo, o qual transformara num asilo para os mendigos e pobres ali tratados com conforto, respeito e fervor. Morreu em 19 de Maio de 1303, aos cinquenta anos de idade. O papa Clemente VI declarou-o santo 1347. Ele é o padroeiro da Bretanha, dos advogados, dos juízes e dos escrivães.

23/09/2010

No dia em que o meno rock morreu

A aplicação Foursquare uma espécie de rede social que nos diz onde estamos e onde estão os outros - a cusquice vulgo "geolocalização da moda" que é mais fino e chique - está a ficar um autêntico sucesso por cá.

Com uma ou outra nuance, somos o Mayor da freguesia e arredores, sem ter de suar muito para tal.

For instance, aqui a Malta é a Mayor da Câmara de Gaia; da Delegação da Ordem dos Advogados de Vila Nova de Gaia, do Departamento do Cidadão; da Estação das Devesas; da Estação de Metro Câmara de Gaia; do HGSA Hospital Geral Santo António; do Jardim Do Morro; da Leitaria da Quinta do Paço; da Sul America; da Tina Doce e do Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia.

Mas o auge, para além da Delegação, é mesmo o Café Veneza, onde até o dono usa Maçãs. Olecas!
Ainda chegaremos ao SuperTalho da Cantareira com a mão nos lindos iPhones, mas sempre acompanhadas!

10/08/2010

Vamos ver se nos entendemos

A cedilha é utilizada antes das vogais a, o e u, de forma a gerar o som "s".
Tipo, conheci ou conheces?, NÃO TEM CEDILHA. Pardon my caps!
Passo seguinte, a 2ª pessoa do presente e do pretérito nos verbos ou aquele sinal conhecido por hífen.
A reter, o pretérito, bem o pretérito é o passado...
Agradecida!

26/07/2010

Do dia

núncio
(latim nuntius, -ii, o que anuncia, mensageiro, correio)
s. m.
1. Embaixador do papa junto de um governo estrangeiro.
2. Aquele que anuncia. = anunciador, mensageiro, precursor

"Ninguém pode ser um grande jurista, se não for um bom civilista; e ninguém pode ser um bom civilista se não for, pelo menos, um razoável romanista.", Professor Doutor Guilherme Moreira.
Ergo, o Direito Romano é um pensamento-pensante. Melhor, um direito vivente. Tal qual os núncios e aquilo que nos trazem.

29/04/2010

Levar a carta a Garcia

"Se lendária, se verdadeira, a origem desta frase encontra-se ligada à guerra entre os Estados Unidos e a Espanha, nos finais do século passado, era presidente norte-americano William Mckinley.
A administração despótica e corrupta da Espanha sobre a ilha de Cuba levou a anos de insurreição dos cubanos contra a potência colonizadora.
Em 1895, uma facção de revolucionários apoderou-se da capital de Cuba e de boa parte do território. A retaliação, por parte dos Espanhóis, foi violenta e caracterizada por enormes atrocidades.
Em 1898, um navio de guerra dos Estados Unidos, o Maine, fundeado em Havana, com a missão de proteger os interesses americanos, explodiu com 200 pessoas a bordo.
Foi o rastilho para a declaração de guerra dos Estados Unidos (de resto, já entrevista quando vários senadores partilhavam da opinião de um deles, Albert Beveridge, que declarara: «Somos anglo-saxões e devemos obedecer ao nosso sangue e ocupar novos mercados e, se necessário, novas terras».)
A guerra foi rápida, 115 dias, apenas. A derrota da Espanha estabeleceu-se no Tratado de Paris, de 10 de Dezembro de 1898, e, por ele, as Filipinas e Porto Rico passaram para o domínio dos Estados Unidos.
Nesse período de guerra ocorreu o episódio que originou a frase (divulgada por Elbert Hulbard, em 1899).
Mackinley precisou de entrar em contacto com um dos chefes da guerrilha cubana. Chamou um tal Rowan e passou-lhe uma carta, dizendo que ela deveria ser entregue, em Cuba, a Garcia, o comandante rebelde.
Pelo que se conta, Rowan, sem nada perguntar, meteu a missiva numa bolsa impermeável e partiu para Cuba. Percorreu montes e vales, selvas e praias, mas, quatro dias depois, entregou a carta a Garcia e regressou aos Estados Unidos para dar conta da empresa ao seu presidente.
É, enfim, este o sentido da expressão: «Cumprir, eficazmente, uma missão, por mais difícil ou impossível que possa parecer."

Retirado do CiberDúvidas da Língua Portuguesa.