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28/09/2011

Ronca? Atirem-me A luz!


"O farol de Aveiro ou farol da Barra é o maior farol de Portugal.
Fica localizado na praia da Barra, cidade da Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, distrito de Aveiro.
Foi, à data da sua construção, o sexto maior do mundo em alvenaria de pedra, continuando a ser actualmente o segundo maior da Península Ibérica, estando incluído nos 26 maiores do mundo.
É uma torre troncónica com faixas brancas e vermelhas e edifícios anexos.

Construído entre 1885 – 1893, foi projectado por um autodidacta que levou na maré os onze engenheiros que apresentaram plantas e maquetas. O farol da Barra, custou na altura, a quantia de 51 contos aos cofres do estado.
A escadaria é composta por dois sectores: o primeiro, com 271 degraus, é uma escada em pedra, em forma de caracol; o segundo, é uma escada metálica, com 20 degraus (actualmente com elevador).

A sua inauguração foi levada a cabo por Bernardino Machado em 1893, então ministro das Obras Públicas, quando este visitou demoradamente a região.

Esta notável obra do século passado, erguida à entrada da barra, passou a velar pela segurança da navegação que até aí não dispunha de um ponto de orientação. Sem o farol, as embarcações da época eram frequentemente atraídas para terra, devido à ilusão de afastamento, provocada por uma porção de costa muito plana com as primeiras elevações a grande distância do mar.

A principal fonte luminosa era obtida por incandescência do vapor do petróleo.
Só em 1950 o sistema iluminante passou a ser alimentado a energia eléctrica.

A principal componente do farol é a potente lâmpada, que projecta um feixe luminoso visível a 22 milhas náuticas de distância (cerca de 40 quilómetros)."

A Francisca, princesa Flor versão boneca Michelin da mais fina porcelena foi oficialmente apresentada. Olecas! São 271 degraus, até onde a vista alcança...

19/08/2010

C'est "vraie", demain est plus tard

"- Plus tard, quand je serai grand, je t'offrirai une jolie bague.
- Je préfère que tu m'offres une Berlandise, maintenant!"

08/08/2010

Dar-te um beijo a cinquenta e tal graus

Verão que é verão, tem o cheiro desta água-de-colónia pós banho no regresso da praia, com o eterno Ô de Lancôme e o mar em frente. Também tem as divagações e cantorias nocturnas, sem fim, refrescadas com cacimba, ronca ou sem ela e a luz do meu farol. Triste sina, esta. A das memórias. É que já não há verões assim. Mas ainda acredito. E espero sinceramente que a Johnson volte a comercializar a água cor de rosinha. Para bem do equilíbrio de todos.

20/12/2009

O eterno retorno

Este ano completou uma década de algo que para sempre na minha pessoa ficará cravado. Mas outras pessoas e situações se seguiram e por cá ficaram. Marcaram, marcam e marcarão. É assim a vida, um eterno retorno. Também por isso, voltei a pegar na minha mala de ponto de cruz, oferecida, na altura, pela irmã Inês. As malhas e miudezas de Aveiro. "Assim estás ocupada, contigo, e pensas nas cores." Passaram dez anos, porra.

17/12/2009

Convite

"Abre amanhã, sexta-feira 18 de Dezembro às 18:30, a exposição '00'09 Dez Anos de Arquitectura do NAAV, patente ao público até ao dia 31 de Janeiro de 2010. A mostra é promovida pelo Núcleo de Arquitectos de Aveiro (NAAV) com a colaboração da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) no espaço A - Casa da Cultura do Edifício Fernando Távora. O escritório estará representada com os Armazéns de Aprestos na Afurada e a Casa Rui Leal, Irivo, Penafiel."
Mais informação aqui.
Parabéns Paulo, és um orgulho!

27/06/2009

A little bit of history repeating

"Já viste os computadores que eles têm? Só o monitor... Olha e as máquinas de café! E a torre? Não tem nada debaixo da mesa! E  depois não têm dinheiro! Um banco assim, onde já se viu!"
Estes computadores são mesmo assim. Está tudo no monitor. "Ah..." responde-me ela como se tivesse percebido o que disse. Não tenho cabeça para lhe dizer que é uma Maçã, explicar que para além de uma plataforma diferente até nisso, nas torres que não estão ali, faz a sua diferença. Mas o dia vai longo, foi cansativo muito cansativo e dói-me um pé para além da boca que só agora começa a perder o suave adormecer da anestesia que levei. Sorri e tentei encontrar parecenças com a minha fronha. Mas nada. Só mesmo a frase que ela disse. Continuei a andar para a frente, sempre para a frente é que é o caminho, mas mentalmente voltei atrás, a outros tempos. Aos tempos em que eu própria fiz tal observação. Só que nessa altura não havia BPP's e muito menos iPhones e a ponte era uma passagem para a outra margem quando fugia para a Barra. E quem me ouviu teve a paciência de explicar, a sorrir - noto um certo padrão - , como deve ser. "A CPU, a torre, está toda ali, Patrícia!"    

21/06/2009

Anda cá solstício, sem medo!

"Este dia, o Solstício de Verão que cai a 21 ou 22 de Junho era celebrado na maior parte da Europa e também na Escócia (Litha) e marca o dia mais longo do Sol e a noite mais curta. Ao marcar o apogeu do Sol, a partir desse dia os dias irão diminuindo e as noites tornando-se maiores; contudo algumas colheitas ainda vêm longe, como a do trigo e outros cereais, vinha e outros frutos. Muitos dos costumes tradicionais de Solstício de Verão que chegaram até nós, têm a ver com fogo, fertilidade e protecção. 
O fogo é um agente purificador e protector, capaz de conceder fertilidade e bênçãos. Era habitual usar grinaldas feitas de verbena e rosmaninho para este Sabbat e contemplar as deidades com a fogueira do Solstício - isto preservava a saúde dos olhos e era também utilizado para a Visão, quando o fogo esmorecia tornando-se brasas... 
As grinaldas e as ervas mágicas eram lançadas no fogo e ao mesmo tempo era feito um desejo, que se escrito, seria queimado com a grinalda. Outro costume deste tempo do ano era uma procissão com tochas acesas ao redor dos campos cultivados, para os Deuses os abençoarem. O simbolismo de fogo-roda é valioso e era dito que muitos dos costumes que envolvem o fogo nesta altura do ano protegiam as pessoas de maus-olhados, malefícios e enfermidades, e concediam fertilidade aos humanos e animais. Também se dizia que o fogo e os odores de ervas secas queimadas nas fogueiras dariam força ao Sol para que Ele voltasse a nascer."
O Verão chegou, isso é que é um facto! O sol está aí e não tem que enganar. Toca a alegrar, faz favor!

11/04/2009

Arraial, arraial, muitas salvas de palmas!

Há 250 anos, foi a elevação de Aveiro a cidade. Este ano também se comemoram 1050 anos da primeira referência escrita de Aveiro.

Estamos, portanto, em festa!
E ao contrário da menina Didas, que também está de parabéns!, eu devo mesmo ser muit'antiga. Sim, o que são 250 anos?!

24/02/2009

O cagaréu da minha vida


A terra da lâmpada, a luz, Lousinha. Vá, fiquem a saber um bocadinho. De nada, é certo, mas já é alguma coisa.
Uma nota, os bombeiros de Ílhavo, são efectivamente, muito melhores que os de Aveiro! Que o diga o T.!

21/07/2004

O fatal erro azul ou o drama da cor do erro

Ligar o computador e começar a organizar as ideias sobre as primeiras coisas a serem feitas é, digo eu, tarefa diária e quase automática que temos quando nos sentamos frente ao monitor.
Estava moi même nessa árdua tarefa de organização do pensamento (coisa difícil nos dias que correm), quando, depois de arrancar o mesmo (leia-se computador) "alguém" desligou a chave e o carro foi ao ar...
Ao ar não foi, caso contrário não estaria a escrever, mas para dar aquele ar dramático da coisa, foi ao ar e não se fala mais nisso.
Terça-feira, dia 13 (quem disse que o azar"treziano" só aparece às sextas? Por acaso acho que é como o Natal, estilo quando o Homem quer e o raio, mas isso já sou eu a divagar e não interessa nada...), onze e pouco da manhã, o meu computador fez "puff" (não o the magic dragon, sempre seria mais musical, ritmado e ganzado...).
"Ok Patrícia, nada de stress", "vamos com calma, isto até é cíclico", "os windows têm destas merdas, não nos vamos assustar com um reles erro azul", "nós somos capazes de dominar o animal, fazemos os backup's em modo de segurança", tá bem que eles devem ser sempre feitos, mas que tu, teimosamente insistes em assobiar para o lado e passar à frente, repetindo para ti mesma, amanhã faço...
Isto é tudo muito bonito de escrever, mas fazer, nem por isso.
Após algumas tentativas, nada funcionava. Mal arrancava e escolhia o modo de segurança, ou o modo de segurança com rede, ou com linha de comandos, nada! Zero! Uma batata! Tal qual o equilíbrio orçamental que o Professor Mâncio nos ensinava...
Computador off! E porra, estivemos nós a trabalhar até às 4 da manhã de segunda para terça, com o fim do ano judicial a três dias de aparecer, e lá foi ao ar tudo o que na madrugada anterior tinha sido feito...
Não consigo descrever detalhadamente o meu estado e os impropérios que proferi. Compreende-se... ainda estou em fase de reabilitação da desgraça da final de 4 de Julho!
É desta que vamos comprar uma maçã! Ah! Meu ignóbil, torpe e reles windows, desta não passarás!
Tratei logo de colocar o meu irmão Paulo ao corrente da tragédia. E lembrei-o da conversa que tínhamos tido nesse fim-de-semana em Aveiro: "sabes? vou mesmo comprar um Mac". O espaço não é suficiente para descrever o gáudio com que o meu irmão recebeu estas minhas palavras.
Quando lhe contava a desgraça ainda lhe disse: será que isto é uma premonição? Do outro lado do telefone ouço uma gargalhada. Curiosamente não de gozo nem sarcástica. De felicidade, mesmo. Como quem diz: Que bom! Mais uma mac user neste planeta e, ainda para mais, do meu sangue! Enfim, os sportinguistas ficam felizes com estas coisas...
De tal maneira fiquei, que, depois de refazer o que tinha estado a fazer até às tantas da madrugada, e depois de vaguear sem rumo (vaguear sem rumo é bonito... a coisa fica mesmo com um ar dramático, bolas...), liguei ao Paulinho e fugi para Aveiro! Literalmente fugi!
Aveiro tem em mim esta capacidade suprema de me devolver paz de espírito. Palavra de honra que não fumo charros, nem ando a tomar comprimidos. É uma paz quase impossível de explicar. Tudo é diferente. O ar é diferente (não sei porquê mas quando digo isto começam logo a mandar piadas sobre a Ria). O mar é mais azul (raios, azul não, que me lembra o erro fatal windows!). Tem mais brilho, seja. Até o céu é diferente. É mágico. Sem mais, é mágico.
Depois de 48 horas a respirar essa tranquilidade tive de regressar. Para além de trabalho a ser feito, no dia seguinte, sábado, um casamento de amigos chamava-me ao mundo real... (quer dizer, com tanta curva e contra curva no caminho para o mesmo, não sei se é bem real. Mas acreditem que as ouras que senti foram bem reais! Mas isso fica para outro post...).
E finalmente nesta madrugada de terça-feira, quase oito dias passados, cá está ele de novo em funcionamento.
Até ao próximo erro azul. Quase fatal...
Tudo foi recuperado, formatado e reinstalado.
Mas a maçã, essa, será comprada. Agora sem tantos stresses, claro. E portátil, que é tão bonitinha...
Moral da história: fazer sempre (como eu detesto o raio do "sempre" e do "nunca") backup's e, quando a fatalidade da tonalidade azul aparecer pelos nossos monitores dentro, fugir para Aveiro e respirar fundo durante 48 horas!
Nota: A quantificação horária pode ser ajustada às necessidades de cada um...