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19/10/2014

Mundo perfeito

Num mundo perfeito não haveria pessoas más. Num mundo perfeito não teríamos dor, desilusão, saudade. Mas não há mundos perfeitos. Há, isso sim, momentos que nos dão a alegria de saber como somos grandes, aprendemos e crescemos com o lado mau dos outros. As imperfeições.
O "m'espanto às vezes outras m'avergonho", de Sá de Miranda, marca do Abrupto, que gosto muito e tanta vez a "uso", é isso mesmo. Uma imperfeição do que temos. Gostava muito mais de a completar, com o "m'espanto às vezes outras m'avergonho com a grandeza dos que nos rodeiam".
Ontem, a ida e dia passado em Braga, relembrou isso mesmo. Que não há mundos perfeitos mas que há juízes em Berlim!

05/07/2011

Recibes cartas, y te emocionas

O Verão voltou e talvez um dos mais engraçados "concursos" também.
O Pior Postal do Verão 2011 está no ar. Sim, já não era sem tempo!

Para quem não teve o privilégio de ver e participar, pode sempre voltar a "ver" a edição - 1ª - de 2007. Um must. E mandem, mandem postais faz favor. Procurem nas caixas antigas e reparem nos escaparates que pululam nos quiosques de verão. Vá, não custa nada!

17/05/2011

Não temeis, que a firme certeza chegou

Por vezes, cenas da vida real mostram que a Justiça é grande e que grandes são aqueles que em Terra a aplicam. Tão grandes são que nos fazem acreditar, todos os dias e ainda mais quando as nossas "certezas" vacilam.

M. em processo sumário, acusada de furto numa grande superfície sentiu esta verdade na pele. E todos nós, sem excepção, contentes ficamos por saber que a Justiça terrena, em pleno, existiu. Existe e existirá.

M. furtou, sim. Foi apanhada. Confessou de forma livre, integral e sem reservas, com vergonha sentida, genuína e cheia de lágrimas misturada com penas tal qual a música mas por razões de sangue. "Eu não tinha comida. Precisava de alimentar os meus 2 meninos mas não quero recorrer a isto." Sei que isto não se faz, "roubar para dar comida aos meus meninos..." E chorava.

Um exemplo igual a tantos outros furtos. Desempregada, sem subsídio de desemprego, família a seu cargo "que os pais têm outras famílias, sabe? e as pensões de alimentos não chegam para tudo." E chorava.

"As horas de limpeza que faço nas senhoras não são as suficientes. Não posso fazer mais, que os meus meninos precisam de mim em casa. As minhas irmãs - M. é a irmã mais nova de 3 - ajudam, sabe? Mas também têm filhos e nem sempre podem pagar as minhas compras do super e do talho, sabe?." Bem sei que não posso fazer isto dizia M.. E chorava. Mas eu tenho de dar comida aos meus meninos. E chorava. Mas eu não quero ir para a Segurança Social, porque depois ainda fico sem eles. E chorava ainda mais.

Por fora e por dentro choramos todos. Choramos mesmo, porque percebemos que aquelas compras, carne, fruta e legumes, eram para comer. E raios, dói ainda mais. Tanto quanto doeu, saber que a grande superfície não quis fechar os olhos, porque era importante mostrar que aquilo não se faz. "Comprar comida e sair sem pagar, Sra. Dra., não pode ser!" Ainda que soubesse ser verdade a razão. Ainda que soubesse que era comida. E crianças, raios!

Que mundo é este, o que tudo esquece em troca do metal?

É um mundo cão, de facto. Mas ainda há pessoas grandes. Tão grandes que aplicaram uma admoestação. E M. foi para casa com as indicações devidas para ir ao sítio que lhe dará comida sem tirar os meninos.

Foi para casa de alma farta com o banquete a que teve direito, naquela tarde de penas deitada.

E todos nós temos a firme certeza que a Justiça é feita.

(By the way, todos os presentes, fizemos um risco, grave sério e carregado, naquela grande superfície específica).

08/01/2011

Do dia

"E não se aponta o dedo porque Deus está em toda a parte e podem vazar-lhe uma vista!" by Pedro Aniceto

21/07/2010

Os Romeiros modernos em versão vápetevupete

Dez da noite e razões imperiosas aliadas a este terrível hábito que tenho de abandonar, o cumular 3 refeições numa só, ainda permaneço no escritório. Só mais dez minutos vou já descer e tratar do almoço/lanche/jantar. Já ninguém cá está. A campainha tocou, passava bem das 9.30. O telefone seria normal, mas campainha a esta hora sem nada marcado, estranho.
Levantei-me e caminhei para o espaço da secretaria.
Sim, que isto é moderno, não é só CITIUS nós temos videoporteiro, que é mais seguro. Exacto!
Uma criança? Bem sei que é de pequenino que se torce o pepino, mas tão nova e já em escritórios de advogados?! Claro está que isto foi muito rápido, porque instintivamente levantei o intercomunicador e perguntei o habitual quem é? Nada. Voltei a perguntar, quem é?
Muito espevitada e quase prontamente recebo a resposta:
Ninguém, ninguém! Assim mesmo, tal-qualmente. E partiu, presumo que em direcção aos pais. Ainda ouvi ao longe "Mariana, que é isso a tocar às campainhas? Anda já para aqui!"
Foi um revival Almeida Garrett mas dos genuinamente bonitos, confesso.

10/06/2010

Do Dia, a 10 de Junho

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.


Luís Vaz de Camões

28/04/2010

Coisas

Quase todos os dias da semana como um bispo, revezando, agora, com jesuítas. Ao fim-de-semana não toco em tais membros. Well, tenho de começar a rever as minhas prioridades e escolhas...

23/03/2010

The kind of music


"...Home. Where's there's nothing but sweet surrender,
to the memories from afar.
Home. To the place where the truth lies waiting,
we remember who we are...."

25/02/2010

E os finos Senhor, porque lhes dais tanta dor?

Deixai as imperiais chegar a nós e ide, ide votar no Super Blog Awards, um concurso made by Super Bock, que irá eleger os melhores blogs escritos em português em diversas categorias.
Não estão bem a ver em quem votar? Eu ajudo e até vos deixo a imagem do acto solene! Até 25 de Março toca a votar nas Pulgas do Pedro, pois claro! Para além de tudo, tem bom português...
Cliquem aqui e já está, ou então página 18 da categoria generalista. E não se tornem num Rui Santos com o aiaiai aiaiai que tenho de preencher um registo. Há dúvidas?!

06/11/2008

Para que conste

O Avira é um mundo... E o spybot? Bem, se me sussuras ao ouvido, o Spybot nem se fala!

21/10/2008

"... M'espanto às vezes, outras m'avergonho..."

Ele é programas, ele é filmes, ele é séries, ele é músicas, ele é actores, ele é comidas, ele é opiniões, ele é pensamentos profundos ou nem por isso. Irra, que é um fartar vilanagem! Ele é plágio, puro e duro.
Já por aqui escrevi e em outros sítios comentei, ele está aí e grassa como erva daninha.
Haja vergonha de quem à sorrelfa plagia e paciência de quem é plagiado, para não partir para a violência. Mas da pura e dura. Sem pinceladas artísticas e escrita literária.

11/09/2008

Do dia

"Aqui jaz quem nunca o sol nem a lua viu. O pai não se sabe quem é e a mãe é a puta que o pariu."

04/06/2008

02/06/2008

Já agora valia a pena pensar nisto

"Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode por um piercing.
Um cônjuge para se divorciar, basta pedir.
Um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial que demora 5 anos a sair.
Na escola um professor é agredido por um aluno.
O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.
Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho.
Um marido oferece um anel à mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
O Estado que gasta 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro.
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; cada Ministro tem 4 polícias guarda-costas; o Governo diz que o País não precisa de mais polícias.
Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.
Num café, o proprietário vê o seu estabelecimento ser encerrado só porque não tinha uma placa a dizer que é proibido fumar.
Um cão ataca uma criança e o Governo faz uma lei.
Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é de causas sociais.
O IVA de um preservativo é 5%. O IVA de uma cadeirinha de automóvel, obrigatória para quem tem filhos até aos 12 anos, é 21%.
Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como "A Arte de aprender a viver com a decepção"."


Genuinamente, Porreiro, pá!

13/05/2008

Diz-me quantas sardas tens, dir-te-ei quantos maços compras

"Uma empresa japonesa está a desenvolver uma máquina de venda de tabaco que tenta adivinhar a idade do cliente. A máquina conta os sinais e as sardas da pele do fumador para determinar a sua idade. Esta pretende ser uma medida de prevenção para evitar que os menores de 20 anos comprem tabaco", revela o Metro de hoje em nota de rodapé.

Não fora o facto de ser maior de idade, das duas uma, ou não podia comprar tabaco ou seria a razão de ser ao originar o caos na fila.
Sim, é que as minhas sardas são de nascença e os sinais pululam alegremente por aqui!