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11/06/2014

"O sorriso audível das folhas..."

Pessoa já o dizia.



Eu continuo a acreditar no destino porque em certos momentos somos donos dele e a acreditar que um dia, sempre um dia!, as flores vão aqui nascer.

30/04/2014

Tão isto, mas tão isto.

"There is no present or future, only the past, happening over and over again, now."
Eugene O’Neill


14/10/2013

I need your grace and you need me


Mais claro e simples é impossível. Música, esta música, para tranquilizar o turbilhão que se sente e vive. 
De tudo.

12/10/2013

T de tenacidade

Acreditar. Há uma linha ténue, cada vez menos perceptível - se alguma vez a percepção conseguiu ser trigo limpo, farinha amparo - que nos apresente o branco do preto, sem margem para dúvidas em todas as fases e etapas da vida. Mas há e acreditamos.
É essa linha de fino traço, quase esbatido que mal se vê, que me prende e segura. 

31/07/2013

Todo este céu, de pássaros e tons muito assombrados

Leroy Merlin obrigada por teres pessoas capazes de se colocarem no nosso lugar.

Carrinha publicitária estacionada no início/fim da Avenida com pub e música .
A isso acrescentemos o barulho normal de um sítio com volume de trânsito brutal, semáforos, entrada e saída da A1, ambulâncias, bombeiros, camiões tir, linha de metro, autocarros...

É dia. Há luz natural. Desço, atravesso o passeio. Bastou olhar e com o simples gesto do "então? Tem mesmo de ser aqui colado?". A carrinha publicitária estava estacionada no passeio. Passeio esse que com as obras feitas permite, também, o estacionamento.
E esse gesto bastou. Simples e bastou, para um dos 3 funcionários distribuidores dos catálogos, desligar automaticamente o som e pedir desculpa.

Sem sangue, berros, a paz possível voltou. 


Regresso satisfeita. Com a oferta de um sorriso e o catálogo 2013 carregado de vales. 
Coisas simples que nos enchem a 200%.

18/06/2013

Morreu Saramago e pouco passava do meio-dia

A minha relação com Saramago é a mais genuína que pode existir. 
Não nascemos a gostar, aprendemos a fazê-lo. 

Levei anos, sim, foram anos para continuar a ler o Ensaio sobre a Cegueira que iniciei mal foi publicado. Mas a leitura, a minha leitura, não fluía e muito menos acompanhava aquele maralhal de palavras órfãs de pontuação, frases curtas, claras e concisas. Fruto da minha eterna teimosia, quando a peça estreou no S. João pel'O Bando fui ver o que terminou madrugada alta com a leitura desde sempre deixada nas primeiras páginas. Devoro leitura, mas nem sempre com a avidez com que deveria, que nem tudo tem bonecos ou frases fáceis cor-de-rosinha. O mais das vezes a preto&branco, o início de tudo, é a cor que as acompanha. 
Aprendi a gostar de Saramago e voltarei ao antigo, a Todos os Nomes e ao Ano da morte de Ricardo Reis. Bem como ao início, com a Terra do Pecado que afinal nem sequer é vermelha... 

Num imenso mundo de if's e aparências, cada vez mais tenho a certeza que já somos cegos no momento em que cegámos, tal qual a alegoria da caverna. 
Saramago não foi o responsável por trazer a luz e muito menos encarreirar a pontuação algures perdida. Mas a nitidez, uma outra nitidez que não sei descrever mas de que gosto muito, assim para bastante, foi trazida com a sua escrita. Quer queiramos ou não, eterna. E é bem verdade, Se podes olhar vê. Se podes ver, repara. 

"Hoje eu estou aqui e amanhã não estarei. É o que tem de chato."

2010, um ano que levou o que tanto me ofereceu.

08/05/2013

It's a new dawn. It's a new day. It's a new life



Como diz a música, cá estamos nós outra vez!

13/01/2013

Os vivos, os mortos e os que andam no mar

Já Platão o dizia na obra inacabada.

Como o saber não ocupa lugar, cá fica registado o momento. Bom ano para todos, recheado de coisas simples. As que enchem a alma. Tal qual o S. Gonçalo. Amarante, Aveiro, Gaia, you name it.
Que o Santo é nosso e de todos!


"É com rufar dos bombos, tambores e caixas de guerra que os Mareantes do Rio Douro chamam as pessoas para prestar homenagem ao seu Santo percorrendo as freguesias de Santa Marinha e Mafamude onde se encontra com a comissão Velha e Nova da Rasa. Os Mareantes são um vasto grupo do qual fazem parte os Mordomos que transportam, durante a festividade, a imagem de S. Gonçalo (padroeiro dos barqueiros do rio), a cabeça de S. Cristóvão (padroeiro das gentes do mar) e um terceiro elemento encarna a figura de São Roque, já as Comissões Velha e Nova da Rasa transportam a imagem de S. Cristóvão e a cabeça de São Gonçalo. O S. Gonçalo está na rua. Esta festa não tem música, não tem coreto nem ornamentações, tem gente, muita gente devota que anualmente cumpre o ritual de acompanhar o Santo, que representa o ano novo que chega com a promessa de fecundidade. Festa antiga de raiz romana, cristianizada com o decorrer dos tempos, atrai milhares de populares, tendo como ponto alto o tradicional "beijo das cabeças" na Igreja de Mafamude, onde o S. Gonçalo deverá entrar de costas viradas para o altar sob pena de ficar ali retido até o ano seguinte.

O "beijo das cabeças", com as imagens que representam S. Gonçalo e S. Cristóvão. A festa invoca igualmente S. Roque, protetor dos antigos carpinteiros navais, representado no cortejo por um Mareante vestido de frade, erguendo alto o bordão e a cabaça. Na igreja de Mafamude, fazem-se as preces ao altar de S. Gonçalo para que o ano, que mal começou, corra bem para todos Cumprido o ritual, o público presente irrompe numa explosão de alegria e ouve-se a cantiga, quais palavras de ordem: "O Santo é nosso, o Santo é nosso o corno é vosso. E ele é nosso! E é, é, é!"

Que assim seja!

12/01/2013

Sleep in peace when day is done



I know you know what I mean

10/12/2012

A reter

No cansaço que é a vida, desistir é uma opção. Stay focus, please.

22/11/2012

Não de sempre, mas para sempre

Faz hoje um ano que iniciei uma nova etapa. Deste caminho que é a vida e que se faz caminhando. Em todos os sentidos. Já o sabia, porque aprendi e senti na pele, a não desistir. Resistir e acreditar, sempre! E por favor, se tem de ser dado um grito e um abraço apertado, façam-no. Que o eterno "depois" e o falso imaculado da promessa "um dia" num ápice e sem aviso prévio pode ser extemporâneo. Acreditem que esse vazio não passa mais.

18/11/2012

Fado desfadado

A andorinha, por voltar quase sempre ao mesmo local onde fez o ninho e por possuir um único parceiro ao longo da vida, simboliza valores como a família, o lar, o amor, a amizade. Vários substantivos, um denominador comum. A fidelidade. Contrariando as regras da sensatez com o nunca voltes ao lugar onde já foste feliz, a andorinha é a simplicidade que voando nos faz lembrar de não esquecer. A lealdade.

30/10/2012

Sangue, suor, lágrimas e momentos eternos

Aqui fica neste imenso registado o sítio que tanta grandeza trouxe.
E o obrigada a todos. Principalmente ao Pedro, por ter acreditado que era possível transformar aquele espaço que do pó veio e hoje ao pó voltou.

Hoje foi o dia em que mais uma etapa, comprida, foi cumprida.
Com sangue, suor e lágrimas, qual fénix. Shall overcome!

15/10/2012

Em loop, como o ar que respiras

És eternamente responsável por tudo aquilo que cativas.
Já dizia Saint-Exupéry

Faz por nunca o esqueceres. Nunca. Sob pena de nada nem ninguém te merecer.

03/10/2012

É por isto que cerro os olhos com força

A esta hora, Gaspar, o Ministro, fala.
A esta hora, boas e más notícias pululam.

A I., oficiosa, que começou com um simples divórcio e ficou uma cliente assídua, cumpridora, não dá um espirro sem recorrer ao devido conselho da advogada.

Nem só más novas traz. A mais recente foi a parte laboral, tratada em Julho.
Mas a I., uma lutadora a sério, arranjou emprego e começou esta segunda-feira.
Fez questão de vir dizer. Sem necessidade nenhuma, só por estar contente: "estou feliz, queria apenas partilhar isso com a Dra!", disse.

São também estas coisas que dão alento e me deixam acreditar.

Send me postcards

É tão very much so... Abençoada RTP 2, que nos trazes também isto.

29/07/2012

"O caos é uma ordem por decifrar"

Quando a lucidez pode doer tanto como a loucura e um dia será assim. Uma dor que ninguém entende... Sim, que a loucura dói. A nossa e a dor outros. Mas principalmente a dos outros, que ainda que loucos têm a lucidez plena e sabem bem o quanto nos dói. Para a frente, que para a frente é o caminho.

27/07/2012

That's the spirit



Race, life's a race, and I chose to survive whatever it takes.
What have you done today to make you fell proud? It's never too late to try!


14/07/2012

Os backups de uma vida

“Parece que o ar já não cheira como antigamente… É, as coisas mudam.” 
Na Tailândia, até 2003, a execução era a tiro. Pelas costas. No coração. Para que a alma, quando saísse, não voltasse para assombrar o carrasco. 
A última foi em 12 de Dezembro de 2003. A partir daí começou a injecção letal. 
Tal como em matemática, também aqui, a ordem dos factores não alterou o produto. A pena de morte não deixou de existir. A diferença é que agora tudo é mais limpo, mas nem por isso mais luzidio… Na prisão de Tai Quan as gotas de sangue espalhadas pela parede ainda são visíveis. 

Estranhamente, quem se encarrega de alterar os meios utilizados para as sanções terrenas, tem a veleidade de acreditar, ainda que subliminarmente, que a limpeza das mesmas, as tornará imaculadas. Pobres coitados. Abençoada imutabilidade que se encontra na sabedoria de antanho, que nos diz que as pessoas enfrentarão as consequências dos seus actos. Não sendo hoje, um dia será… 

Perdidas, mas guardadas que estavam estas linhas, vêem hoje a luz do dia.
Em dia da Bastilha, que há coisas do caracinhas.

12/07/2012

Verdades eternas

Há horas felizes e coisas assim. Aparecem embrulhadas de e no feitio mais simples... 
Uma frase carregada da mais pura das verdades eternas.
Obrigada V, por o lembrares.

"Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza".

 

Pablo Neruda, 12/Julho/1904