18/04/2007

Bomba? Que bomba?

O homem que se barricou na dependência do Montepio Geral, em Vila Nova de Gaia, na passada segunda-feira, foi ontem ouvido no TIC do Porto, de onde saiu, sujeito a apresentação semanal junto das autoridades policiais.
O Senhor da "bomba, que bomba", que só queria que fosse feita justiça quanto à penhora da sua residência, na Arrifana, saiu do Tribunal "cabisbaixo" e foi directo para casa para descansar...
Está indiciado pelo crime de coacção grave, punível com pena de prisão de 1 a 5 anos.
A casa da Arrifana foi ontem vendida em hasta pública e quem a comprou foi o próprio Banco.
Eu acho que é altura de repensar o tão conhecido anúncio do Montepio Geral.
É que não me parece que seja esta a melhor forma de tratar os donos da casa...

4 comentários:

Anónimo disse...

vai trabalhar malandra!

Anónimo disse...

Se eu fosse o homem da bomba partia-te toda...

Anónimo disse...

Nada de criticar o anúncio! O anúncio é um bom anúncio, e o António Feio é um bom actor...

A. S.

Manuel dos Santos disse...

Portanto, a ver se eu entendo o teu raciocínio:

1. Um gajo pede dinheiro emprestado ao banco e dá como garantia a casa que acha ter um valor incalculável;
2. Entretanto a vida corre mal ou gastou mais do que podia e um gajo deixa de pagar ao banco, até porque segundo a publicidade é dono dele (não se deve acreditar assim na publicidade, digo eu);
3. Mesmo depois de muitas tentativas, o banco não tem alternativa a não ser penhorar a casa, para reaver o dinheiro em dívida;
4. Um gajo pega numa espingarda, numa mala de aspecto duvidoso e assalta o banco dizendo que tem uma bomba na mala;
5. Um gajo espanta-se ter de ir a tribunal e poder ser preso por causa disso
6. Então não é que o gajo ouviu dizer que era dono do Montepio?

Parece-me bem senhora advogada. Parece-me bem esse raciocínio.