26/02/2011

"... M'espanto às vezes, outras m'avergonho..."

Governo, com base em estatísticas falsas, vai nomear um segundo juiz para o Tribunal Central de Instrução Criminal.
A notícia aqui.
De facto as nossas leis, constitucional e penal, permitem que um arguido tenha o direito a mentir quantas vezes quiser. O Governo já está nesse pé?

21/02/2011

Em loop, filmes de uma Vida

Não me cansa nada a vista e gosto particularmente desta vossa fotografia, a do dia a seguir a ontem, tirada no Luso. Muito menos ouvir a descrição pormenorizada de como foi, quem estava - quase ninguém, só mesmo vós - onde foi e as dificuldades sentidas, na oficialização do acto e da data. Não era e não foi fácil.
Desde 1926 que o dia de hoje é só teu e para sempre, aqui a Patareca, vai lembrar a tua imagem de muitas formas, até mesmo a tua cara de espanto quando te mostro estas coisas. "Oh, isso do computador, isso do computador, não percebo nada disso!". Mas sem dúvida que o jornal e as palavras cruzadas, o estirador e os rolos de vegetal, a pesca e o jardim farão parte do filme que tu tão destramente realizaste na minha memória.
Encontrei esta fotografia que te tirei em Julho de 2006, julgava perdida, tal e qual como a máquina. Erro, a máquina está perdida, mas as fotografias já tinham sido descarregadas. Agora fica mesmo aqui. No Imenso. Diz lá se os chinelocos cor-de-rosa não ficam um mimo? Ah pois ficam! E outra vez, Parabéns Pai!


09/02/2011

E o Coliseu de pé!


"Sou da geração sem-remuneração
e nem me incomoda esta condição...
Que parva que eu sou...

Porque isto está mau e vai continuar
já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou....

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração casinha-dos-pais
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou...

Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou...

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração vou-queixar-me-pra-quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou...

Sou da geração eu-já-não-posso-mais-Que-esta-situação-d­ura-há-tempo-de-mais!
e parva eu não sou!!!

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar..."

"Parva que sou" - Deolinda
Música e letra: Pedro da Silva Martins.

02/02/2011

Welcome to the jungle


Zero a zero, não me espanta o impasse.

Se você quer escondo o medo sem mostrar como faço

No entanto, amargo a cada som que não me sai, que adormeço

Tenho cara de quem morde mas apenas sou o que mereço

Uma oração para perder o meu embaraço. Em oração hei-de pôr termo ao que só me traz cansaço


A cada cara à minha volta que me fita só o que eu não posso ver

E tem o feno perfeito do que eu não sei fazer

Eu sei, que mais ou menos sei, quiçá não apareço

Quero ficar bem sós e amuada no meu canto a aquecer a voz


Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta

Mas também sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta

E olhe quem tem fome da sinceridade, ao menos não te dei a volta

E eu não volto a jogar à cabra cega com usted


Nunca sei porquê... A malta tem um aguento. Sem ninguém ver, aguardando amadurecimento.

Cada cara à minha volta vou-lhe dizer só que eu não posso mais.

Quer-se dar um som com um final no final em silêncio


Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é esperta

Mas também fugir tanto, faz parte de investir na pessoa certa.


E olhe quem me encolhe. Para ficar aqui eu ao menos não deixei aberta. Na minha porta e quanto tempo sopra para quem vem. Na minha porta de quanto tempo sobra...


Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta

Mas também sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta

E olhe quem tem fome da sinceridade, ao menos não te dei a volta

E eu não volto a jogar à cabra cega com usted. Ao menos com usted.