01/03/2010

Pescada, que antes de o ser já era

Começa a ganhar vida a onda - coisa complicada e nada aconselhável nestes últimos dias para ser utilizada - de solidariedade entre nós. Hoje tivemos a gala de Uma Flor para a Madeira, na SIC. Coliseu a abarrotar, caras conhecidas e outras nem tanto, que por amor a uma causa deram o corpo ao manifesto. Bonito de ser visto, sim que eu continuo a acreditar que ainda há quem participe neste tipo de causas com o genuíno espírito. É certo que já não acredito no Pai Natal mas ainda pisco o olho ao coelhinho da Páscoa... Coisas minhas. E lá por hoje ter sabido quanto recebem determinadas almas que comentam futebol nos semanais programas desportivos das televisões, não quer dizer que vá deixar de acreditar em tão mimosa e trabalhadora criatura. O Coelhinho, pois claro! Fiz a minha mínima parte e contribuí com a chamada da praxe. Mas pergunto-me porque raio o IVA continua a existir neste tipo de acções que se querem boas quando todos sabemos que o mesmo é tudo menos uma boa causa... Já agora e novamente, porque raio não temos os senhores dos fatos e gravatas, deputados, directores e administradores a entregar uma parte do seu elevado salário durante um período de tempo? Ah, já sei. É por causa da dedução no IRS, estúpida!

2 comentários:

Fernando disse...

E eu ainda acrescento algo mais:
Não é só o estado que lucra (por força do IVA) com a desgraça alheia. A própria empresa que fornece os serviços de televoto - a operadora telefónica - também lucra porque ao IVA cobrado é deduzido o IVA pago nas aquisições de bens e serviços. Assim, para além dos 0,10€ recebe ainda 0,12€, ou seja, 0,22€ no total!

Patricia Lousinha disse...

E agora toca a fazer as contas do dinheiro que efectivamemte chega ao destino? Aposto que mais algum fica pelo caminho!