08/09/2008

Insondáveis são os caminhos do Senhor

A. já ali tinha estado presente. As autoridades e o Tribunal, lui-même, eram quase o modo de vida.
A., que até tinha possibilidades económicas para tirar a respectiva habilitação legal de condução, insistiu sempre no mesmo pedal, que não era preciso e que um dia, o famoso "um dia", o faria.
A derradeira vez em que foi apanhado a conduzir viu a pena efectiva de prisão ser-lhe aplicada.
Ai, ai, ai, que o meu menino não pode ir seis meses lá para dentro!
Trabalho a favor da comunidade? Pois claro que pode! A ver se assim aprende.
A Reinserção Social encontrou o habitual trabalho. Nos Bombeiros Voluntários cá do burgo.
A mãe apareceu a semana passada, no tribunal, para comunicar que A. não ia comparecer aos dias atribuídos. É que uma vez mais pegou no carro, sem o saber conduzir. Só que agora foi mesmo a última vez. Teve um acidente que o deixou tetraplégico.

2 comentários:

Funes, o memorioso disse...

Para esta história ter moral, o seu "herói" não deve ser o culpado do acidente que o deixou paraplégico.

Patricia Lousinha disse...

Pois é Excelência, mas até a "moral" já não é o que era.