22/09/2010

Eu queria acreditar no destino

Sempre aceitei trabalho oficioso, as comuns e vulgares oficiosas que tanto andam nas bocas do mundo. Como nunca andaram nestes últimos tempos. Durante o meu estágio o trabalho oficioso fazia parte do "pacote" de estágio. Bem ou mal fazia, e nem por isso se trabalhava mais ou menos, com muita ou pouca vontade. Em bom rigor, por mim falo e por todos aqueles que tal como eu o fizeram e fazem o patrocínio jurídico, o apoio jurídico, aquela coisa que tão só representa uma imposição constitucional, legal, estatutária, era e é, feito com o mesmo brio, com a mesma vontade e responsabilidade, porque em bom rigor "ninguém pode ser impedido, em razão da sua condição social ou cultural, ou por insuficiência de meios económicos, de conhecer, fazer valer ou defender os seus direitos." É uma imposição humana, digo eu, que tenho este hábito terrível de dizer estas coisas. As situações mais dramáticas, no exercício da minha profissão, foram vividas com os vulgares e comuns oficiosos. As outras, não menos dramáticas, conseguem sempre ter uns laivos de cor bonita no adjectivo da situação. Vá-se lá saber porquê...

Conheci grandes pessoas, curioso, dirão muitos, com grandes histórias de vida, que muito me ensinaram e ensinam, mas a quem a vida foi pregando muitas partidas, ah pois, porque nem todos têm BPN's ou Feteira's de nome.

Muitas delas ficaram minhas clientes quando o patrocínio terminou, que a mim recorreram e recorrem, com outras histórias e outros problemas. E porque palavra passa palavra, trouxeram outros, amigos e família, que a mim chegaram e continuam a chegar, não como oficiosos, mas com procuração outorgada, sim que a "dótora, que foi a dótora oficiosa do meu vizinho do 5.º esquerdo, até faz preços em conta!"

E isto tudo porquê? Porque cada vez mais tenho a certeza que são esses e essas que representam o mundo perfeito. Ainda que pululem esquemas, pertencem ao mundo da transparência. Do claros como a água. E esse, esse era o mundo em que gostaria de viver. Simples, não?

4 comentários:

Anónimo disse...

Um "sentir" que é o mesmo de tantos de nós...
Obrigada Amiga pelo, sempre presente, bom senso.
MCP

Anónimo disse...

Tu escreves mesmo bem, carago!!

Aleinad disse...

Este Imenso é mesmo para sempre e sem fim....

Patricia Lousinha disse...

@MCP, Obrigada eu, Céu! Beijinhos

@Anónimo (TouTaVer) e tu também, oh "anónimo" ser, ainda que quase às 2 da manhã... ;)

@Aleinad, :) Obrigada Dani. Beijinhos a triplicar :)