13/01/2013

Os vivos, os mortos e os que andam no mar

Já Platão o dizia na obra inacabada.

Como o saber não ocupa lugar, cá fica registado o momento. Bom ano para todos, recheado de coisas simples. As que enchem a alma. Tal qual o S. Gonçalo. Amarante, Aveiro, Gaia, you name it.
Que o Santo é nosso e de todos!


"É com rufar dos bombos, tambores e caixas de guerra que os Mareantes do Rio Douro chamam as pessoas para prestar homenagem ao seu Santo percorrendo as freguesias de Santa Marinha e Mafamude onde se encontra com a comissão Velha e Nova da Rasa. Os Mareantes são um vasto grupo do qual fazem parte os Mordomos que transportam, durante a festividade, a imagem de S. Gonçalo (padroeiro dos barqueiros do rio), a cabeça de S. Cristóvão (padroeiro das gentes do mar) e um terceiro elemento encarna a figura de São Roque, já as Comissões Velha e Nova da Rasa transportam a imagem de S. Cristóvão e a cabeça de São Gonçalo. O S. Gonçalo está na rua. Esta festa não tem música, não tem coreto nem ornamentações, tem gente, muita gente devota que anualmente cumpre o ritual de acompanhar o Santo, que representa o ano novo que chega com a promessa de fecundidade. Festa antiga de raiz romana, cristianizada com o decorrer dos tempos, atrai milhares de populares, tendo como ponto alto o tradicional "beijo das cabeças" na Igreja de Mafamude, onde o S. Gonçalo deverá entrar de costas viradas para o altar sob pena de ficar ali retido até o ano seguinte.

O "beijo das cabeças", com as imagens que representam S. Gonçalo e S. Cristóvão. A festa invoca igualmente S. Roque, protetor dos antigos carpinteiros navais, representado no cortejo por um Mareante vestido de frade, erguendo alto o bordão e a cabaça. Na igreja de Mafamude, fazem-se as preces ao altar de S. Gonçalo para que o ano, que mal começou, corra bem para todos Cumprido o ritual, o público presente irrompe numa explosão de alegria e ouve-se a cantiga, quais palavras de ordem: "O Santo é nosso, o Santo é nosso o corno é vosso. E ele é nosso! E é, é, é!"

Que assim seja!

12/01/2013

Sleep in peace when day is done



I know you know what I mean

10/12/2012

A reter

No cansaço que é a vida, desistir é uma opção. Stay focus, please.

22/11/2012

Não de sempre, mas para sempre

Faz hoje um ano que iniciei uma nova etapa. Deste caminho que é a vida e que se faz caminhando. Em todos os sentidos. Já o sabia, porque aprendi e senti na pele, a não desistir. Resistir e acreditar, sempre! E por favor, se tem de ser dado um grito e um abraço apertado, façam-no. Que o eterno "depois" e o falso imaculado da promessa "um dia" num ápice e sem aviso prévio pode ser extemporâneo. Acreditem que esse vazio não passa mais.

20/11/2012

Cause every now and then, the stars align.

Há uma linha ténue, cada vez menos perceptível, se alguma vez a percepção conseguiu ser trigo limpo farinha amparo, que nos apresente o branco do preto sem margem para dúvidas em todas as fases e etapas da vida. Mas há. E é essa linha de fino traço, quase esbatido, que mal se vê, que me prende e segura. Todos os dias. Mesmo que de um momento para o outro, sem aviso ou sussurro, eu seja a Augusta que tem mais um irmão. O Zé, que nunca existiu. Só na tua cabeça eles existem. E eu sei que há momentos em que a linha vai. Mas volta. E ambos sabemos que ela sempre existiu. E que lá está. E é recordada. Porque ela volta. Nem que seja aos poucos. Nem que seja por momentos. Breves. Mas volta.

18/11/2012

Fado desfadado

A andorinha, por voltar quase sempre ao mesmo local onde fez o ninho e por possuir um único parceiro ao longo da vida, simboliza valores como a família, o lar, o amor, a amizade. Vários substantivos, um denominador comum. A fidelidade. Contrariando as regras da sensatez com o nunca voltes ao lugar onde já foste feliz, a andorinha é a simplicidade que voando nos faz lembrar de não esquecer. A lealdade.

10/11/2012

Nestum, concertos, carne e as coisas como elas são

Só sabedores e arautos da verdade... Isabel Jonet disse o que todos pensam. Assim como até Ana Jorge o fez, quando falou da sopa em casa. Ouvir com ouvidos de escutar, os badalados minutos na SicN, faz favor. E não esquecer que o trabalho da Isabel tem muitos, muitos anos. Quantos poupam água quando lavam os dentes? É básico, não é? Mas é sintomático e revelador de muito. Principalmente do espírito subjacente. O saber poupar e gerir.

30/10/2012

Sangue, suor, lágrimas e momentos eternos

Aqui fica neste imenso registado o sítio que tanta grandeza trouxe.
E o obrigada a todos. Principalmente ao Pedro, por ter acreditado que era possível transformar aquele espaço que do pó veio e hoje ao pó voltou.

Hoje foi o dia em que mais uma etapa, comprida, foi cumprida.
Com sangue, suor e lágrimas, qual fénix. Shall overcome!

16/10/2012

Insustentável leveza do som



 ... I told you to be patient, and I told you to be fine, I told you to be balanced and I told you to be kind ...

15/10/2012

Em loop, como o ar que respiras

És eternamente responsável por tudo aquilo que cativas.
Já dizia Saint-Exupéry

Faz por nunca o esqueceres. Nunca. Sob pena de nada nem ninguém te merecer.

05/10/2012

Todos os gostos e feitios, em todas as formas

5 de Outubro, não é um dia qualquer. É a República. É a bandeira de pernas para o ar. É a Marante, foi o Jobs. Foi e é isto.

Remembering Steve and think different!

03/10/2012

É por isto que cerro os olhos com força

A esta hora, Gaspar, o Ministro, fala.
A esta hora, boas e más notícias pululam.

A I., oficiosa, que começou com um simples divórcio e ficou uma cliente assídua, cumpridora, não dá um espirro sem recorrer ao devido conselho da advogada.

Nem só más novas traz. A mais recente foi a parte laboral, tratada em Julho.
Mas a I., uma lutadora a sério, arranjou emprego e começou esta segunda-feira.
Fez questão de vir dizer. Sem necessidade nenhuma, só por estar contente: "estou feliz, queria apenas partilhar isso com a Dra!", disse.

São também estas coisas que dão alento e me deixam acreditar.

Send me postcards

É tão very much so... Abençoada RTP 2, que nos trazes também isto.

30/09/2012

As coisas como elas são

Roubo e furto. A diferença está na violência, Srs. A violência.

28/09/2012

Do outro lado da máquina

Eyes wide open, que nem tudo o que parece é. E como em tudo, há sempre o outro lado. A ver aqui. Medo, ou talvez não... Juízo! Obrigada Maria João :)

18/09/2012

Do dia

Descarnar: v. tr. 1. Deixar (os ossos) a descoberto (tirando a carne). 2. [Por extensão] Deixar (o caroço) sem polpa. 3. [Figurado] Escavar, pôr a descoberto (a raiz de um dente). 4. Emagrecer. Descarnar, descarnar como se não houvesse amanhã. É o que me assiste. Dói? Please don't ask...

16/09/2012

Coisas

Gosto da ignorância. Faz-nos crescer e aprender. Não gosto de quem tenta parecer burro. A chamada ignorância encapotada.

Num contínuo surgir e retornar

O tão contestado BOA, sim o Boletim, tem algo de positivo. A parte da Memória.
Que nos faz lembrar de não esquecer que nada é eterno e sem mais nem porquê, ruma a outra dimensão. 
Sem aviso prévio. 
Boa viagem, Anabela.

14/08/2012

Tempus glamorous magnolia

Não tenho assim muitos anos, sendo que não preciso de os ter para conhecer muita coisa. E viver com muita falta de tudo. Até dos básicos saberes.
Tenho 37, os bastantes e suficientes e uma necessidade crescente de saber mais.
Uma família numerosa e eclética - em todos os sentidos - dá-me, também, uma noção alargada de quase tudo.
A isso juntemos a minha profissão. Mesmo que o não quisesse vejo muita coisa. E vou sabendo de muito mais. É um facto.

Quanto mais não fora porque a própria vida e a dos que me rodeiam tem momentos e etapas sacanas. Sinto na pele. É assim, desde que o mundo é mundo e cá vamos seguindo, com pouco tempo para queixumes porque não gostamos mesmo disso. Em suma, sou um potencial Relvas em franca expansão. Sem querer diplomas, sou obrigada a saber do que "não é a minha praia".

Pese embora os 37, sou do tempo Optalidon, tomado para tudo e mais alguma coisa. E das gotas milagreiras, de sua graça Cholagutt acompanhadas dos eternos Sais de Frutos de antanho, que a Da Fátima tomava quando tinha dores de cabeça insuportáveis. Prenúncio de uma figadeira valente, é o que é. E resultava. Resulta.
Dr. Armando Tavares, talvez O médico que já cá não está, mas bem falta faz.
Acompanhou tudo.
Desde a meningite bacteriológica de antigamente da I, ao sarampo sarampelo que sete vezes veio ao pêlo da C, ao sopro do P e até o meu gosto de beber lixívia.
A falta que nos fazes, é o que é.

Nunca teria sofrido o que sofri até ter tirado a vesícula. Sim, sintomas não os havia, para além de dor de estômago, tipo sensação de ter comido pedras e dor de coluna, perfeitamente compreensível para quem carrega pesos a sério para todo o lado... Uma gastrite vírica, era o que o médico dizia, "vai ver que vai ao sítio com líquidos, sopinha e comidinha de doentinho. Os seus exames (ao sangue, pois!) estão todos normais com as vitaminas todas no sítio e a parte hepática e renal a 100%. Se daqui a umas semanas continuar assim, venha cá e preparada, vamos fazer uma endóscopia..."

Não fui. Uma semana bastou. Enchi-me de coragem e com o estômago preparado de força e ar segui para a Prelada. Ao que vens Patrícia, perguntou o Luís, que sabia deste meu sofrimento. Dá-se a coincidência que me conhece desde fralda. Sem o saber será um Armando Tavares dos tempos modernos. Endóscopia! Pedi quase em súplica (sem exageros, mas não imaginam mesmo as dores que são), que não aguento. As dores são tantas que tomo Lexotan para ter sono e dormir. O Buscopan que o médico receitou nada me faz. E só como comida de doentinho. Relatei tudo, uma vez mais... "Endóscopia ainda não. Uma ecografia abdominal", foi o que ele disse. Mais: "quase tenho a certeza que isso é vesícula."

Foi suficiente. As coisas como elas são. A minha vesícula estava ocupada em 95% por uma pedra. Stresses vesiculares? Fiquem a saber que são assintomáticos e como em quase tudo podem revestir a forma de outras maleitas. Sem o ser. Eu, que nunca soube o que é azia, afrontamento, má digestão, vómitos (com excepção das fortes noites etílicas...), figadeiras e vesículas preguiçosas, nasci com uma pedra.
Em bom rigor, nasci com muitas outras, mas cá estou e ando. Sem queixumes, que la vida es una tómbola, tom tom, tómbola, de luz y de color. Adelante.

(Sim, eu tomo aspirinas como quem bebe um copo de água. E já tive alturas em que tomava 2 Bruffen 600, de cada vez. Dores de estômago? Nunca as conhecemos e continuamos bem com essa falha. E sem vesícula!)

29/07/2012

"O caos é uma ordem por decifrar"

Quando a lucidez pode doer tanto como a loucura e um dia será assim. Uma dor que ninguém entende... Sim, que a loucura dói. A nossa e a dor outros. Mas principalmente a dos outros, que ainda que loucos têm a lucidez plena e sabem bem o quanto nos dói. Para a frente, que para a frente é o caminho.