30/10/2012

Sangue, suor, lágrimas e momentos eternos

Aqui fica neste imenso registado o sítio que tanta grandeza trouxe.
E o obrigada a todos. Principalmente ao Pedro, por ter acreditado que era possível transformar aquele espaço que do pó veio e hoje ao pó voltou.

Hoje foi o dia em que mais uma etapa, comprida, foi cumprida.
Com sangue, suor e lágrimas, qual fénix. Shall overcome!

16/10/2012

Insustentável leveza do som



 ... I told you to be patient, and I told you to be fine, I told you to be balanced and I told you to be kind ...

15/10/2012

Em loop, como o ar que respiras

És eternamente responsável por tudo aquilo que cativas.
Já dizia Saint-Exupéry

Faz por nunca o esqueceres. Nunca. Sob pena de nada nem ninguém te merecer.

05/10/2012

Todos os gostos e feitios, em todas as formas

5 de Outubro, não é um dia qualquer. É a República. É a bandeira de pernas para o ar. É a Marante, foi o Jobs. Foi e é isto.

Remembering Steve and think different!

03/10/2012

É por isto que cerro os olhos com força

A esta hora, Gaspar, o Ministro, fala.
A esta hora, boas e más notícias pululam.

A I., oficiosa, que começou com um simples divórcio e ficou uma cliente assídua, cumpridora, não dá um espirro sem recorrer ao devido conselho da advogada.

Nem só más novas traz. A mais recente foi a parte laboral, tratada em Julho.
Mas a I., uma lutadora a sério, arranjou emprego e começou esta segunda-feira.
Fez questão de vir dizer. Sem necessidade nenhuma, só por estar contente: "estou feliz, queria apenas partilhar isso com a Dra!", disse.

São também estas coisas que dão alento e me deixam acreditar.

Send me postcards

É tão very much so... Abençoada RTP 2, que nos trazes também isto.

30/09/2012

As coisas como elas são

Roubo e furto. A diferença está na violência, Srs. A violência.

28/09/2012

Do outro lado da máquina

Eyes wide open, que nem tudo o que parece é. E como em tudo, há sempre o outro lado. A ver aqui. Medo, ou talvez não... Juízo! Obrigada Maria João :)

18/09/2012

Do dia

Descarnar: v. tr. 1. Deixar (os ossos) a descoberto (tirando a carne). 2. [Por extensão] Deixar (o caroço) sem polpa. 3. [Figurado] Escavar, pôr a descoberto (a raiz de um dente). 4. Emagrecer. Descarnar, descarnar como se não houvesse amanhã. É o que me assiste. Dói? Please don't ask...

16/09/2012

Coisas

Gosto da ignorância. Faz-nos crescer e aprender. Não gosto de quem tenta parecer burro. A chamada ignorância encapotada.

Num contínuo surgir e retornar

O tão contestado BOA, sim o Boletim, tem algo de positivo. A parte da Memória.
Que nos faz lembrar de não esquecer que nada é eterno e sem mais nem porquê, ruma a outra dimensão. 
Sem aviso prévio. 
Boa viagem, Anabela.

14/08/2012

Tempus glamorous magnolia

Não tenho assim muitos anos, sendo que não preciso de os ter para conhecer muita coisa. E viver com muita falta de tudo. Até dos básicos saberes.
Tenho 37, os bastantes e suficientes e uma necessidade crescente de saber mais.
Uma família numerosa e eclética - em todos os sentidos - dá-me, também, uma noção alargada de quase tudo.
A isso juntemos a minha profissão. Mesmo que o não quisesse vejo muita coisa. E vou sabendo de muito mais. É um facto.

Quanto mais não fora porque a própria vida e a dos que me rodeiam tem momentos e etapas sacanas. Sinto na pele. É assim, desde que o mundo é mundo e cá vamos seguindo, com pouco tempo para queixumes porque não gostamos mesmo disso. Em suma, sou um potencial Relvas em franca expansão. Sem querer diplomas, sou obrigada a saber do que "não é a minha praia".

Pese embora os 37, sou do tempo Optalidon, tomado para tudo e mais alguma coisa. E das gotas milagreiras, de sua graça Cholagutt acompanhadas dos eternos Sais de Frutos de antanho, que a Da Fátima tomava quando tinha dores de cabeça insuportáveis. Prenúncio de uma figadeira valente, é o que é. E resultava. Resulta.
Dr. Armando Tavares, talvez O médico que já cá não está, mas bem falta faz.
Acompanhou tudo.
Desde a meningite bacteriológica de antigamente da I, ao sarampo sarampelo que sete vezes veio ao pêlo da C, ao sopro do P e até o meu gosto de beber lixívia.
A falta que nos fazes, é o que é.

Nunca teria sofrido o que sofri até ter tirado a vesícula. Sim, sintomas não os havia, para além de dor de estômago, tipo sensação de ter comido pedras e dor de coluna, perfeitamente compreensível para quem carrega pesos a sério para todo o lado... Uma gastrite vírica, era o que o médico dizia, "vai ver que vai ao sítio com líquidos, sopinha e comidinha de doentinho. Os seus exames (ao sangue, pois!) estão todos normais com as vitaminas todas no sítio e a parte hepática e renal a 100%. Se daqui a umas semanas continuar assim, venha cá e preparada, vamos fazer uma endóscopia..."

Não fui. Uma semana bastou. Enchi-me de coragem e com o estômago preparado de força e ar segui para a Prelada. Ao que vens Patrícia, perguntou o Luís, que sabia deste meu sofrimento. Dá-se a coincidência que me conhece desde fralda. Sem o saber será um Armando Tavares dos tempos modernos. Endóscopia! Pedi quase em súplica (sem exageros, mas não imaginam mesmo as dores que são), que não aguento. As dores são tantas que tomo Lexotan para ter sono e dormir. O Buscopan que o médico receitou nada me faz. E só como comida de doentinho. Relatei tudo, uma vez mais... "Endóscopia ainda não. Uma ecografia abdominal", foi o que ele disse. Mais: "quase tenho a certeza que isso é vesícula."

Foi suficiente. As coisas como elas são. A minha vesícula estava ocupada em 95% por uma pedra. Stresses vesiculares? Fiquem a saber que são assintomáticos e como em quase tudo podem revestir a forma de outras maleitas. Sem o ser. Eu, que nunca soube o que é azia, afrontamento, má digestão, vómitos (com excepção das fortes noites etílicas...), figadeiras e vesículas preguiçosas, nasci com uma pedra.
Em bom rigor, nasci com muitas outras, mas cá estou e ando. Sem queixumes, que la vida es una tómbola, tom tom, tómbola, de luz y de color. Adelante.

(Sim, eu tomo aspirinas como quem bebe um copo de água. E já tive alturas em que tomava 2 Bruffen 600, de cada vez. Dores de estômago? Nunca as conhecemos e continuamos bem com essa falha. E sem vesícula!)

29/07/2012

"O caos é uma ordem por decifrar"

Quando a lucidez pode doer tanto como a loucura e um dia será assim. Uma dor que ninguém entende... Sim, que a loucura dói. A nossa e a dor outros. Mas principalmente a dos outros, que ainda que loucos têm a lucidez plena e sabem bem o quanto nos dói. Para a frente, que para a frente é o caminho.

27/07/2012

That's the spirit



Race, life's a race, and I chose to survive whatever it takes.
What have you done today to make you fell proud? It's never too late to try!


16/07/2012

Let Mother Nature do the rest

As coisas como elas são. 
Ontem, naqueles programas de elevada audiência televisiva nacional, onde o júri e apresentadores conseguem, de longe, ter mais pontos que os concorrentes - o comando é um "alternadeiro" e varia entre a SIC e a TVI -, A música foi esta. 
Tantas, tantas vezes a cantei. 
A par dos meus irmãos, obrigada C., és também a responsável pelo meu lado musical ecléctico. Te hecho de menos.

14/07/2012

Os backups de uma vida

“Parece que o ar já não cheira como antigamente… É, as coisas mudam.” 
Na Tailândia, até 2003, a execução era a tiro. Pelas costas. No coração. Para que a alma, quando saísse, não voltasse para assombrar o carrasco. 
A última foi em 12 de Dezembro de 2003. A partir daí começou a injecção letal. 
Tal como em matemática, também aqui, a ordem dos factores não alterou o produto. A pena de morte não deixou de existir. A diferença é que agora tudo é mais limpo, mas nem por isso mais luzidio… Na prisão de Tai Quan as gotas de sangue espalhadas pela parede ainda são visíveis. 

Estranhamente, quem se encarrega de alterar os meios utilizados para as sanções terrenas, tem a veleidade de acreditar, ainda que subliminarmente, que a limpeza das mesmas, as tornará imaculadas. Pobres coitados. Abençoada imutabilidade que se encontra na sabedoria de antanho, que nos diz que as pessoas enfrentarão as consequências dos seus actos. Não sendo hoje, um dia será… 

Perdidas, mas guardadas que estavam estas linhas, vêem hoje a luz do dia.
Em dia da Bastilha, que há coisas do caracinhas.

12/07/2012

Verdades eternas

Há horas felizes e coisas assim. Aparecem embrulhadas de e no feitio mais simples... 
Uma frase carregada da mais pura das verdades eternas.
Obrigada V, por o lembrares.

"Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza".

 

Pablo Neruda, 12/Julho/1904

27/06/2012

Tribunais, extinguir agregando

Foi em Junho de 2012. Abençoada coerência, continuo a pensar talqualmente assim. 

"Gosto dos pseudo arautos do saber jurídico. 
Tipo as doenças, cada caso é um caso, ponto primeiro.

E ter / ser advogado é muito mais que mostrar resultados contabilísticos e rendimentos do agregado. Sabeis o que isso é? Pois, logo vi que não. É saber que tudo nos calha. Só pseudos a opinar, é o que é. 

Tipo, trabalharam e trabalham em empresas que exercem modo fábrica. Acções copy paste, portanto. Advocacia não é isso, tenho pena e lamento. Mas não é só isso. É muito mais que acções mediáticas. 

É tratar das Marias e Josés dos bairros sociais. Questões que têm um valor muito maior que a matemática dos números. É a matemática da grandeza, a das emoções.

Em dia de Portugal e Espanha no Euro, o que me apraz dizer é coitaditas e coitaditos, me mata tu carita de pena com esse saber, que nem 1/3 imagina o que se passa no Tribunal, com pessoas e não números."

26/06/2012




"E por vezes as noites duram meses 
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos nunca mais são os mesmos 
...
E por vezes sorrimos ou choramos 
E por vezes por vezes, ah por vezes, num segundo se envolam tantos anos."