As coisas como elas são
Roubo e furto. A diferença está na violência, Srs. A violência.
Para Sempre é uma eternidade. Mas uma eternidade pode ser um só segundo... Tal qual as nódoas. Um segundo basta para serem eternas!
Roubo e furto. A diferença está na violência, Srs. A violência.
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Patricia Lousinha
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Eyes wide open, que nem tudo o que parece é. E como em tudo, há sempre o outro lado. A ver aqui. Medo, ou talvez não... Juízo! Obrigada Maria João :)
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Patricia Lousinha
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Descarnar: v. tr. 1. Deixar (os ossos) a descoberto (tirando a carne). 2. [Por extensão] Deixar (o caroço) sem polpa. 3. [Figurado] Escavar, pôr a descoberto (a raiz de um dente). 4. Emagrecer. Descarnar, descarnar como se não houvesse amanhã. É o que me assiste. Dói? Please don't ask...
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Patricia Lousinha
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Gosto da ignorância. Faz-nos crescer e aprender. Não gosto de quem tenta parecer burro. A chamada ignorância encapotada.
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Patricia Lousinha
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Patricia Lousinha
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Não tenho assim muitos anos, sendo que não preciso de os ter para conhecer muita coisa. E viver com muita falta de tudo. Até dos básicos saberes.
Tenho 37, os bastantes e suficientes e uma necessidade crescente de saber mais.
Uma família numerosa e eclética - em todos os sentidos - dá-me, também, uma noção alargada de quase tudo.
A isso juntemos a minha profissão. Mesmo que o não quisesse vejo muita coisa. E vou sabendo de muito mais. É um facto.
Quanto mais não fora porque a própria vida e a dos que me rodeiam tem momentos e etapas sacanas. Sinto na pele. É assim, desde que o mundo é mundo e cá vamos seguindo, com pouco tempo para queixumes porque não gostamos mesmo disso.
Em suma, sou um potencial Relvas em franca expansão. Sem querer diplomas, sou obrigada a saber do que "não é a minha praia".
Pese embora os 37, sou do tempo Optalidon, tomado para tudo e mais alguma coisa. E das gotas milagreiras, de sua graça Cholagutt acompanhadas dos eternos Sais de Frutos de antanho, que a Da Fátima tomava quando tinha dores de cabeça insuportáveis. Prenúncio de uma figadeira valente, é o que é. E resultava. Resulta.
Dr. Armando Tavares, talvez O médico que já cá não está, mas bem falta faz.
Acompanhou tudo.
Desde a meningite bacteriológica de antigamente da I, ao sarampo sarampelo que sete vezes veio ao pêlo da C, ao sopro do P e até o meu gosto de beber lixívia.
A falta que nos fazes, é o que é.
Nunca teria sofrido o que sofri até ter tirado a vesícula. Sim, sintomas não os havia, para além de dor de estômago, tipo sensação de ter comido pedras e dor de coluna, perfeitamente compreensível para quem carrega pesos a sério para todo o lado...
Uma gastrite vírica, era o que o médico dizia, "vai ver que vai ao sítio com líquidos, sopinha e comidinha de doentinho. Os seus exames (ao sangue, pois!) estão todos normais com as vitaminas todas no sítio e a parte hepática e renal a 100%. Se daqui a umas semanas continuar assim, venha cá e preparada, vamos fazer uma endóscopia..."
Não fui.
Uma semana bastou. Enchi-me de coragem e com o estômago preparado de força e ar segui para a Prelada.
Ao que vens Patrícia, perguntou o Luís, que sabia deste meu sofrimento.
Dá-se a coincidência que me conhece desde fralda. Sem o saber será um Armando Tavares dos tempos modernos.
Endóscopia! Pedi quase em súplica (sem exageros, mas não imaginam mesmo as dores que são), que não aguento. As dores são tantas que tomo Lexotan para ter sono e dormir. O Buscopan que o médico receitou nada me faz. E só como comida de doentinho.
Relatei tudo, uma vez mais... "Endóscopia ainda não. Uma ecografia abdominal", foi o que ele disse. Mais: "quase tenho a certeza que isso é vesícula."
Foi suficiente. As coisas como elas são. A minha vesícula estava ocupada em 95% por uma pedra. Stresses vesiculares? Fiquem a saber que são assintomáticos e como em quase tudo podem revestir a forma de outras maleitas. Sem o ser.
Eu, que nunca soube o que é azia, afrontamento, má digestão, vómitos (com excepção das fortes noites etílicas...), figadeiras e vesículas preguiçosas, nasci com uma pedra.
Em bom rigor, nasci com muitas outras, mas cá estou e ando. Sem queixumes, que la vida es una tómbola, tom tom, tómbola, de luz y de color. Adelante.
(Sim, eu tomo aspirinas como quem bebe um copo de água. E já tive alturas em que tomava 2 Bruffen 600, de cada vez. Dores de estômago? Nunca as conhecemos e continuamos bem com essa falha. E sem vesícula!)
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Patricia Lousinha
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Quando a lucidez pode doer tanto como a loucura e um dia será assim. Uma dor que ninguém entende... Sim, que a loucura dói. A nossa e a dor outros. Mas principalmente a dos outros, que ainda que loucos têm a lucidez plena e sabem bem o quanto nos dói. Para a frente, que para a frente é o caminho.
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Há horas felizes e coisas assim. Aparecem embrulhadas de e no feitio mais simples...
Uma frase carregada da mais pura das verdades eternas.
Obrigada V, por o lembrares.
"Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza".
Pablo Neruda, 12/Julho/1904
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Diz que ninguém é tão alguém que não precise de ninguém. Nas mais pequeninas e singelas coisas.
Se é importante saber pedir, não menos importante é saber dar. Denominador comum? Nas mais pequeninas e singelas coisas.
Acreditar que every now and then the stars align.
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Patricia Lousinha
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Labels: Como disse?, Oh Inclemência Oh Martírio Será porventura periclitante a saúde desse menino que eu ajudei a criar?
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