26/04/2007

A Primeira Senha... (E Depois do Adeus, Paulo de Carvalho)

A primeira senha para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas, foi dada por João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa:
«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus ...».
Este não é o "vídeo" do Eurofestival. Este é o primeiro de todos. E talvez por ser o primeiro tem uma pequenina distracção/mudança na letra. Mas isso não tem e não teve importância nenhuma.
Nasci depois do 25 de Abril e sou um "bocadinho" (coisa pouca...) avessa a estas coisas do "ai a liberdade", "ai o 25 de Abril".
Mas não sou idiota ao ponto de não saber que a Liberdade era e é Fundamental.
Em todos os sentidos.

25/04/2007

Vozes da Rádio - Tu lês em mim

Deve ser da data...
Dá-me para a música!

21/04/2007

Always On Your Side

Há vozes assim.
Gordon Matthew Thomas Sumner, é uma delas.
Por muito lamechas que seja, será sempre Sting...

19/04/2007

Aglutinação ainda que mental

As notícias têm destas coisas. E as bombas também, claro. E se são bombas que estão mesmo ao nosso lado, nem se fala. E se a razão subjacente a essas notícias e a essas bombas, for uma razão que nos pode tocar, porque, sei lá, foi um caso de desespero e qualquer pessoa teria feito a mesma coisa, está encontrado o auge da coisa. A garantia certa de vender jornais e de escrever muitas linhas...
Talvez por isso e porque uma coisa leva a outra e conversa puxa exemplo, mesmo que esse exemplo só o conheçamos porque outrora foi capa de jornal, linhas de escrita e até de novelas, a Virgínia lembrou-se daquele outro caso.
Sabe, aquele caso da D.ª Branca? Ela não queria o mal de ninguém, e o que fazia é claro que era para ganhar o dela, mas era sempre a pensar no outro. Mas oh Virgínia, a D.ª Branca não era um poço de virtudes... Não, claro que não era um poço de virtudes! E até tinha grandes nomes envolvidos no "esquema", mas ajudou muita gente, sabe? Muito boa gente. Muita, mesmo! E se há coisa que ela não era, disso ninguém a pode acusar, é de ser ostentaciosa! Ostentaciosa, Virgínia? Sim, ela podia aplicar o dinheiro que lhe davam e aplicar como devia ser! E assim ajudava muita gente. Era ciosa. Mas olhe que não me lembro de a ver com casacos de peles e a andar em grandes máquinas! Pois, compreendo. Portanto, não era ostentadora mas era ciosa... Claro! É isso que eu estou a dizer…

18/04/2007

Bomba? Que bomba?

O homem que se barricou na dependência do Montepio Geral, em Vila Nova de Gaia, na passada segunda-feira, foi ontem ouvido no TIC do Porto, de onde saiu, sujeito a apresentação semanal junto das autoridades policiais.
O Senhor da "bomba, que bomba", que só queria que fosse feita justiça quanto à penhora da sua residência, na Arrifana, saiu do Tribunal "cabisbaixo" e foi directo para casa para descansar...
Está indiciado pelo crime de coacção grave, punível com pena de prisão de 1 a 5 anos.
A casa da Arrifana foi ontem vendida em hasta pública e quem a comprou foi o próprio Banco.
Eu acho que é altura de repensar o tão conhecido anúncio do Montepio Geral.
É que não me parece que seja esta a melhor forma de tratar os donos da casa...

17/04/2007

Lei n.º 16/2007

Foi hoje publicada a exclusão da ilicitude nos casos de interrupção voluntária da gravidez nas primeiras dez semanas de gestação.
O Governo tem agora o prazo máximo de 60 dias para proceder à regulamentação da mesma.
Contamos estar por cá para perceber o que realmente vai mudar. Se é que vai mudar...
Lei n.º 16/2007, D.R. n.º 75, Série I de 2007-04-17

16/04/2007

Os éfes pelos bês!

Era uma vez o País dos Três éfes.
Mas os tempos são outros.
Agora temos o País dos bês: Boavista, Beira-mar e Braga!

Senta-te ai... e Never leave your heart alone!

And it's open
For distraction
You found all the words you need
Well I found nothing
I just grumble
'cause I don't know what I feel

The moral to the story goes
Never leave your heart
Never leave your heart... alone

Run for shelter
An umbrella
Fights the rain but not the wind
And I'd be silly
To start preaching
'cause I don't know which point to make!

The moral to the story goes
Never leave your heart
In a box
Locked up
With cold cold ice
Never leave your heart
...Never leave your heart... alone

Am I frozen?
But it's summer!
Is that rain or is that me?
Yes I'm melting
Please be happy
One day soon
We might just swim

The moral to the story goes
Never leave your heart
In a box
Locked up with cold cold ice
Never leave your heart
....Never leave your heart
.... Never leave your heart alone.
Never leave your heart alone, by Butterfly Boucher (Grey's Anatomy)

11/04/2007

Maria, take II

Maria é uma pessoa comum. Igual a tantas outras. Saída da mesma fornalha de mais de noventa por cento dos mortais.
Maria tem um sorriso alvo que contrasta de forma exímia com o escárnio e maledicência que recebemos em todas as palavras que não diz. Mas que as pensa… porque as pensa. A sua consciência só as deixa pensar. Extraordinário! Maria, afinal, tem consciência…
Mas Maria não tem coragem de dizer tudo o que pensa. E é pena. Porque Maria deve pensar muito…
Maria tem uma maneira de ser que cativa quem a rodeia. E que quase nos faz pensar “porque não somos assim?”. Mas Maria deixa cair a sua “primeira-de-mão-de-verniz” quando, quem a rodeia – aqueles dez por cento -, pára para reparar.
Se há coisa que não mente e não engana é o olhar. E se repararmos no olhar que Maria nos deita e deita a quem passa, e o olhar daquilo que pensa de quem fala, mesmo não dizendo tudo aquilo que pensa (mas pensa-o…), percebemos que Maria cada vez mais é uma pessoa comum.

Nem sempre somos fáceis de entender. E muito menos de gostar. É preciso paciência. Atenção. Dedicar tempo a reparar. E saber esperar.
As coisas não são como queremos. E não podemos moldar os outros como se fossem um bocado de barro – execrável, é certo - nas nossas mãos.
Mas enquanto esperamos e reparamos, construímos as nossas teses mentais. Mortais, é certo. Mas teses.
Maria não deve gostar muito de si. Mas em contrapartida gosta de tudo aquilo que vê nos outros. Independentemente de ver nos outros muito ou pouco…
Independentemente de, aquilo que vê, a leve a ponderar “porque não sou eu assim?”.
Maria tem inveja de tudo o que a rodeia? Não. Maria só sabe ver. Nem concebe que seja possível reparar no que a rodeia.
Mas Maria tem pena de não conseguir ser como tudo o que a rodeia. De não conseguir ter o que quem a rodeia tem. Mesmo que não tenha, mas Maria pensa que tem. Porque Maria até pensa.
Independentemente de ser bom ou mau o que a rodeia. Maria não gosta mesmo de si.

Maria é uma pessoa comum. Maria é mais um. Um comum mortal.
Igual a quase noventa por cento de tudo o que nos rodeia… e por isso Maria não tem necessidade em mudar. Faz parte da maioria. Para o bem ou para o mal, Maria situa-se na maioria.

Abençoados os que não são comuns. Mesmo estando rodeados de pessoas comuns… Mais abençoados sejam esses!
Abençoada Maria que nos faz entender o porquê da nossa diferença. O porquê da nossa minoria.

08/11/2006

Brincar com as palavras (*)

Tudo na vida tem dois lados. Um lado bom e outro... nem por isso tão bom. A minha veia optimista não me permite dizer, escrever, sequer pensar Na Palavra, if you know what i mean. Brincar com as palavras é quase sempre um lado bom. Para quem conhece ColdFinger o nome de Margarida Pinto não é de todo "estranho". É até tipo coca-cola, primeiro estranha-se mas depois entranha-se. A forma como brinca com as palavras no "Apontamento" de Álvaro de Campos é verdadeiramente portentosa. A não perder o álbum completo. "Apontamento" de seu nome, também. Curioso ou nem tanto...

"A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.


Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem por que ficou ali."

(*) Viva o post 100! Que as palavras sejam mais que cem e que não fique sem elas!

24/08/2006

Cool Things...




Your Birthdate: February 4



You have an extraordinary character - moral, responsible, and disciplined.

Your sincerely and honesty shine through in almost every situation.

Driven and focused, you rarely let your emotions get the better of you.

You're level headed and rational. People count on your to look at things objectively.



Your strength: Your unwavering loyalty and ethics



Your weakness: Your rock solid stubbornness



Your power color: Navy blue



Your power symbol: Shield



Your power month: April

26/07/2006

25/02/2006

Coisas!

Aquele que ao longo do dia:
É activo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão deveria consultar um veterinário. É bem possível que seja burro...

E cá estamos nós de novo! :)

21/10/2005

O vento mudou

Estamos de volta!
Até já!
(não, não sou patrocinada pela TMN, embora continue a achar que "blue is the colour!").

14/09/2005

Pormenores

Como muitas coisas, nos dias que correm, o Ad Aeternum não é excepção e está encerrado/parado para obras.
Ao contrário de tudo o resto que fecha para obras, aqui, temos a honestidade e sinceridade de dizer que não sabemos quando vamos "reabrir".
Tudo isto em nome do respeito e atenção que todos os que dedicam o seu tempo a ler este blog merecem.
Bem sei que são pormenores. Mas são pormenores que marcam toda a diferença.
Até breve!

30/08/2005

O S. João é quando o Homem quer

Vem um bocadinho tarde, é certo. Mas mais vale tarde que nunca. Este ano o famoso fogo de artifício na noite de São João, ainda mais famoso ficou.
Pela primeira vez, em 30 anos, em 30 não será, não acho nada possível com 5, 6, 7, ou 8 anos andar nestas vidas, mas para ser um número mais redondo, 30 anos sejam, vi o fogo desde o início! Cheguei à Serra do Pilar faltavam uns largos minutos para a meia-noite. Diria que para a próxima chegaria Por volta das dez e tal da noite. Estava assim um bocadinho de povo. Coisinha de nada, mesmo. "Só é que", não haverá uma próxima. E, também por isso, quero que estas linhas aqui fiquem. Para a eternidade, seja! O fogo lançado da Ponte teve a sua última luz este ano. O Metro assim o obriga. Modernices! Acabar com o mais bonito que a noite de São João tem por causa do Metro....
Não concordo e aqui deixo o meu protesto!
E estas linhas, para mais tarde recordar!
Foi a noite mais bonita de fogo que alguma vez vi. A mais bonita mesmo. Se calhar estava com mais predisposição. Se calhar foi toda a envolvência de ser "a última vez". Seja!
Mas que foi a mais linda, lá isso foi.
Pena tenho de não ter fotografias para aqui deixar. Estão todas na memória. E essas, essas não posso partilhar...

10/08/2005

Lume brando, banho na Maria

Não fora a dramaticidade da situação, quase seria capaz de afirmar que a vencedora na categoria jogar-com-as-palavras-em-situações-caóticas tinha sido encontrada, quando hoje, uma habitante de Seia respondeu ao jornalista da Sic: "... em Manteigas? Vai ficar tudo derretido desta vez!".

23/07/2005

Hermengarda

Dizem que um amigo dura para sempre.
Para sempre parece uma eternidade e nós bem sabemos que nada, mas mesmo nada, é eterno. Talvez seja a regra e como toda a regra terá sempre uma excepção. E a excepção serão, acredito, os sentimentos. Esses sim, são eternos. Talvez por não serem palpáveis.
Tenho por ti, como bem sabes, um sentimento puro, genuíno. Verdadeiramente sentido. Quase desde o primeiro insante.
Somos iguais em muitas coisas, parecidas em algumas e diferentes noutras tantas.
Abençoadas diferenças! Como nos damos bem com as nossas diferenças...
Nunca e Sempre são palavras que aprendi o quão evitadas devem ser. E todos os dias, mesmo sem o querer, há sempre alguma coisa que faz questão de não me deixar esquecer esse ensinamento.
Mas, e porque há sempre um mas, digo-te, com toda a certeza que me conheces, que para sempre estarei aqui. E tu aí.
Por isso só posso dizer obrigada por teres estado aí. Obrigada por estares aí.
E já agora, Hermengarda, nunca te esqueças dos teus romances, aqueles que falam do amor com palavras tão bonitas que, às vezes, nos fazem esquecer a barbárie humana...
Nós, continuaremos aqui.

19/07/2005

...

O stress do fim do ano judicial, a anormalidade da existência do artigo 214.º, n.º 1 do Código de Processo Civil, a possível prescrição de direitos, são coisas tramadas e que revelam uma incompatibilidade com as actualizações da escrita no blog.
Esta verborreia toda para dizer: raios para os prazos!

23/06/2005

Tanta pomba assassinada

“É um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um tribunal dos Açores, que não é de Lisboa, nem respeita à República Portuguesa", frase proferida pela actual Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em horário nobre na Sic Notícias.
E anda a malta a tirar um curso de Direito, durante anos, para ver a luz em menos de um minuto...

Paciência de Santo

Eu sei que estas coisas não precisam e o mais das vezes não têm razão de ser. Não há um guião e muito menos regras, mas pergunto-me porque raio é que nos tentam confundir os neurónios. A coisa é simples: primeiro Santo António, depois São João e finalmente São Pedro. Porque carga de água é que a cantilena:
"Santo António já se acabou,
O São Pedro está-se a acabar,
São João, São João, São João,
Dá cá um balão para eu brincar!"
baralha a ordem dos Senhores? Se calhar é para ver se estamos atentos. Se calhar está tudo enganado e a ordem dos dias é precisamente aquela. Se calhar não é nada disto e eu é que gosto de perder tempo com estas coisas.

20/06/2005

Quem te avisa teu amigo é!

Faz hoje precisamente 2 meses que retirei a minha vesícula. A minha pedra, perdão, pedregulho, foi com o vento! Quer dizer, fazendo de conta que vento significa anestesia geral e não uma qualquer brisa matinal transformada em leve ventania...
Amanhã, dia 21, tenho a primeira consulta após estes 60 dias. Ainda vou perguntar onde raio enfiaram o meu calhau. Sim, em algum lado ele ficou. Que eu não acredito nada nessas coisas de tratamento de lixo hospitalar e afins.
Durante estes 60 dias as dores foram embora. Essas sim, com o vento. Já sei o que é comer e passadas nem 2 horas a digestão estar feita. Uma maravilha!
Por isso, meus Amigos, aqui fica o conselho: Quando não tiverem nada para fazer, quando se sentirem apáticos, tristes e abandonados, corram para o Centro de Análises mais próximo e façam uma ecografia abdominal.
Vão ver que tudo não passa de uma grande pedra!
E por falar em pedra, acho que vou enviar estas linhas ao actual governo...

18/06/2005

Os manjericos ficam tão bonitos com alguns papelitos!

Recebi por SMS as linhas, que a seguir a estas presentes linhas, irei "colar". Não deixam de ter a sua graça. Há quem lhes chame coincidências. O que é certo é que em Portugal é feito humor de tudo, com tudo e para tudo. No fundo, no fundo, ainda vamos acabar por descobrir a nossa verdadeira vocação: Palhaços, Senhores Palhaços! Acho que acabei de descobrir a justificação para uma taxa de desemprego tão elevada que facilmente poderá descer quando as especializações e quejandos forem homologadas...

"O Vasco foi o primeiro
O Cunhal logo a seguir
Sant'António milagreiro
Quis milagres repetir"

"Tu, meu rico São João
Sentado no teu Castelo
Para não ficares de fora
Vê se levas o Otelo"

"E o São Pedro coitadinho
Que milagre há-de fazer?
Só falta o Rosa Coutinho
Leva-o contigo a valer"

"Obrigado meu Santo António
Por este dia sem igual
Livraste-nos do Camarada Vasco
E agora do Álvaro Cunhal".

13/06/2005

A minha veia "Maria de Lurdes Modesto"

250 grs de farinha
250 grs. de açucar
2 ovos inteiros
125 grs. de manteiga
1 chávena de leite
1 colher de chá de fermento, são os ingredientes. Tudo junto e ao mesmo tempo. Depois de bem batido, deitar no tabuleiro/forma, previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha. Forno com ele! Ao fim de 20 minutos cobrir com uma folha de alumínio. Este é o truque que se usa para TODOS os bolos que levem água, óleo ou leite. A folha de alumínio impede que queime por cima, deixando, ao mesmo tempo, que coza "por dentro". A média de forno deste bolo ("Lousinhamente" denominado "Bolo Delicioso") é de 35 minutos. Mais coisa menos coisa. A duração de vida, depois de sair do forno, não está muito longe dessa média. É a chamada coerência culinária!
E pronto, hoje deu-me para isto.

12/06/2005

Imaginação alargada, mentalidade apertada

Não sei o que faria ao telemóvel caso fosse homem e utilizador da rede 96/TMN, depois de ouvir o anúncio publicitário que circula nas rádios. "Ténizinho novo? Calcinha nova? Camisinha nova? Hum... soutienzinho novo? - Utilize o dinheiro para comprar aquilo que bem lhe apetecer", é mais ou menos assim. Já explicavam aos Senhores da Publicidade que estamos em Portugal e que as mentalidades não são assim tão abertas como os buracos das contas públicas...

Ácido Acetilsalicílico

Porque raio é que se diz "toma uma aspirina. É boa para as dores de cabeça"? Será que é assim tão difícil entender que o objectivo é ficar sem dores de cabeça?

11/06/2005

Gostos

Sou uma rapariga muito diversificada, e os gostos não são excepção. Aquilo a que eu chamo de "gaja porreira", aquilo a que os outros, pomposamente denominam, por exemplo, de eclectismo. E neste preciso momento, o que eu gosto mesmo é da exactidão das notícias que temos. Em Carcavelos foram 500! Não 499, nem 501 e muito menos 427. Exactamente 500!

02/06/2005

E ao fim do segundo tempo temos:

Europa 0 - Estados Soberanos 2.

01/06/2005

A tradição já não é o que era...

... e o Dia Mundial da Criança também não. Tenho saudades de as ver, todas felizes e contentes, com aquele ar importante, o genuíno e verdadeiro, que só mesmo as crianças podem e sabem ser detentoras, a descer as ruas aqui das redondezas e os passeios da Avenida, cheias de flores e camisolas coloridas. Não fora passar ao lado de um infantário, hoje de tarde, e o Dia tinha passado completamente em branco.

09/05/2005

Da Europa, Pela Europa e Para a Europa

Dá gosto ver o Diário da República de hoje. Só Avisos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ora está muito certo! Só revela coerência tendo em conta o dia de hoje. Curiosamente, os únicos que temos e que fogem à regra são dois decretos legislativos da Região Autónoma dos Açores.
Bem... Se calhar até nem é assim tão curioso!

26/04/2005

Efeitos anestésicos

Quem disse que a anestesia não tinha coisas boas está redondamente enganado. Em bom rigor, com ou sem anestesia, a minha cabeça não descansa enquanto não descobre uma música, que por razões que as minhas qualidades auditivas desconhecem, começo a trautear.
E esta não foi excepção. Desde a semana passada que a andava a cantarolar e a dar voltas à cabeça a tentar lembrar-me do raio do nome dela.
A convalescença, serve, também para estas coisas. E hoje, finalmente, vi a luz!
Enquanto tentava descobrir, encontrei o trailer do filme e sorri.
"Love is an accident waiting to happen,
Desire is a stranger you think you know,
Intimacy is a lie we tell ourselves,
Truth is a game you play to win,
If you believe in love at first sight you will never stop looking."
A quem acertar no nome da música, a Gerência oferece o filme!

26 de Abril

Só mesmo em Portugal para, passados trinta e um anos, existir sempre alguma coisa a dizer sobre a Revolução dos Cravos, existir sempre mais uma palestra, uma conferência, um debate. O feriado já não chega?
Mas até entendo. É que daqui a 100 anos, aposto, ainda vão descobrir alguma coisa nos arquivos da Torre do Tombo...

17/04/2005

Farewell Dinner

Uma gallbladder que se preze, merece (porque merece, ora) um tratamento especial. E então se chegarmos ao ponto da formação de cálculos dignos de respeito, impõe-se uma laparoscopic gallbladder removal!*
E porque qualquer removal deve ser preparada e interiorizada com um bom repasto (sempre gostei desta lógica: a interiorização de uma remoção), a laparoscopic não é excepção. E precisamente por isso (sim, não tem nada a ver com o pânico de ser adormecida com uma anestesia geral, esventrada, cosida e ver a minha pedra fugir sei lá bem para onde...), ontem foi dia de farewell gallbladder dinner!
A gerência agradece aos participantes e a quem organizou tal evento (Mó, o dicionário da Porto Editora já não é o que era!).
Mas principalmente a esta minha querida gallbladder por não mudar e continuar sempre a mesma. Sou mesmo uma rapariga de hábitos. Ou seja, uma da manhã caminha que já não aguentamos com as dores!
Daqui a uns meses falamos... Caso consiga trazer o meu saco e respectiva pedra num frasquinho, claro.

*Abençoado google!

Que maçada!

Acho que nunca prestei tanta atenção ao futebol como agora. Deduzo que as questões dos apitos dourados e afins também têm contribuído para este meu interesse.
Sim, porque aquela parte de ver o meu Boavista a fazer boa figura neste Campeonato caiu completamente por terra depois do jogo de sexta-feira na terra dos ovos moles. E eu que estava tão confiante....

09/04/2005

E o Bessa aos saltos!

Um jogo fabuloso, com um parco resultado (eu apostava nos dois golos a zero), ainda me deixa acreditar no primeiro lugar.
Só achei inacreditável o Pedro Emanuel não ter levado vermelho directo! Deve ficar furioso por perder na casa que o conheceu tão bem... Meu amigo, é a vida!

Hoje

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

08/04/2005

Um dia, rapariga, tudo isto será teu!

Um dia Patrícia, sim, um dia, serás rapariga para perceber esta linguagem de html e backoffice's e afins para ficares com as páginas todas bonitinhas e completas.
Sonhos...

28/03/2005

United Colors of Boavista

Jornais desportivos não fazem, em definitivo, o meu género. Tipo, "não fazem o meu género" que é como quem diz, não são propriamente aquilo que gosto de ler, ou o que me faz parar no quiosque do Sr. Paulo. Mas, há sempre um mas, esta quinta-feira, na mesa do café ao fim da manhã, talvez por estar rodeada de adeptos benfiquistas, digo eu, enquanto assobio para o lado, "A Bola", estava, também, presente na mesa. Curiosa coincidência... Eis quando, enquanto lia o Público, e ria com umas linhas geniais escritas por um Senhor Magistrado, sobre o fim das férias judiciais, que, ao de leve olho para o meu lado direito e paro na notícia desportiva do dia que me trouxe a maior alegria, e, simultaneamente, uma crise existencial do caraças. João Figueiredo, talentoso "base", aveirense de gema, que rescindiu com o Aveiro Basket, vai passar a jogar no Benfica. Ora bolas! E eu que sempre disse que nunca seria do Benfica. Aliás, eu não gosto do Benfica! Mas pronto, o que tem de ser, tem muita força. Vou começar a ser uma fervorosa e atenta adepta da equipa de Basquetebol do Benfica. Pelo menos durante esta época...
Por isso com licença, que agora vou entrar em retiro espiritual, e tentar criar uma tese justificativa e atenuante desta junção de cores. Para bem do meu equilíbrio preto&branco!

E sai um Crime Scene à Portuguesa, faz favor!

Hoje, pela manhã, ao ler o Diário de Notícias, fiquei a saber que o Governo vai criar uma base de dados genética de identificação civil que abrangerá toda a população portuguesa e que será utilizada na investigação criminal. Projecto único na União Europeia.
Folgo em saber que este Governo gosta do CSI.
Resta saber qual a versão adoptada. Eu cá continuo a preferir Las Vegas...

15/03/2005

Para que não reste qualquer dúvida!

Questionário a ser preenchido por todos aqueles que batem tanto no peito, "ai ai ai que eu sou do Porto", mas que, afinal, não passam de pseudo Portuenses. Ora vamos lá:

1. Se alguém grita, "tens um foguete na perna!", isso significa que:
a) vislumbrou um sinal de nascença no seu tornozelo.
b) descobriu uma mosca pousada na sua coxa.
c) acha que você anda muito depressa.
d) você tem uma malha no collant.


2. Pouco antes da hora do jantar alguém afirma que lhe apetece um moléte. Isso quer dizer que:
a) é disléxico e queria dizer que está louco para comer uma omoleta.
b) quer dar-lhe um beijo na boca.
c) está a convidá-lo para ir a uma padaria comprar um papo-seco.
d) deseja deliciar-se com um cocktail típico da Ribeira.


3. Em pleno Majestic ouve pedir um cimbalino. O empregado vai trazer a mesa:
a) uma bica.
b) um bolo típico do Porto feito com amêndoas e mel.
c) um chá quente.
d) o jornal do dia.


4. Estão na discoteca Indústria alguém lhe jura que dava tudo para deliciar-se com uma francesinha. Ou seja, essa pessoa pretende é:
a) convidar a sua prima que é emigrante em Paris para dançar.
b) pedir ao dj para passar uma música francesa.
c) comer uma especialidade do Porto que a primeira vista, mais parece um croque monsieur.
d) dançar com aquela rapariga loura que termina cada frase com "mon Dieu".


5. Antes de entrar na banheira, ele/ela pede-lhe para ligar o cilindro. Você dirige-se ao:
a) esquentador.
b) ferro de passar a roupa.
c) forno.
d) termo-acumulador.


6. Depois de fazerem as malas para uma viagem ele/ela pergunta-lhe se você tem um loquete. O que ele/ela quer é:
a) um cadeado para fechar um dos sacos.
b) saber se você tem o bilhete de avião.
c) um isqueiro para acender um cigarro.
d) a chave da mala.


7. Depois de uma tarde de muita paixão e sexo intenso, ele/ela diz-lhe que lhe apetece comer orelhas. Isto quer dizer que:
a) tem um fetiche pelas suas orelhas e você nem tinha percebido.
b) quer que apanhe o cabelo para poder mordiscar-lhe as orelhas.
c) apetece-lhe ir a uma pastelaria comer um "palmier".
d) quer que você vá a cozinha preparar uma saladinha de orelha de porco.


8. Durante uma discussão você nega ter saído sozinho com os amigos. O seu companheiro/a diz-lhe: "bai no Batalha!". O que traduzindo a letra é:
a) "o melhor é ires a Casa Batalha."
b) "isso é tanga."
c) "esta conversa é urna batalha perdida."
d) "vai dar uma volta."


9. Você descobre que o primo dele/a é trolha. Isto é:
a) é bruto
b) é burro
c) é parvo
d) trabalha na construção civil.


10. Em plena Rua de Santa Catarina ele/a dirige-se a uma loja e pede lhe ajuda para comprar um testo.
a) você ouviu mal e ele está decido a adquirir um cesto.
b) ele procura a tampa de uma panela.
c) você vai ajudá-lo a escolher uma cama.
d) a sua opinião vai ser importante na escolha do tapete para a sala.


11. Ele/ela convida-o para uns lanches. Você:
a) irá lanchar várias vezes com essa pessoa.
b) vai deliciar-se com umas merendinhas fantásticas que ele/ela confeccionou.
c) executará, a meias, um bolo de aniversário.
d) está convidada para lanchar com a mãe dele/a, duas vezes na mesma semana.


12. Ele/ela diz-lhe que não pode ir ter consigo pois está a espera do picheleiro.
a) está a espera do canalizador.
b) aguarda a chegada do electricista.
c) do andrologista.
d) inventou uma desculpa para não comparecer ao encontro.


13. Estão os dois a confeccionar um jantar romântico. Ele/ela pede-lhe a sertã, você abre o armário e dá-lhe:
a) um funil.
b) o passe-vite.
c) a frigideira.
d) a faca de trinchar.


14. A porta do cinema perguntam-lhe se você tem pasta. A pessoa:
a) pretende lavar os dentes.
b) estará a falar de um qualquer prato italiano?
c) precisa de uns trocos.
d) quer guardar a sua mala de executiva.


15. Quando ouve dizer que fica muito mais giro com repas, estão a falar da:
a) sua roupa interior.
b) pulseira que os seus pais lhe ofereceram.
c) franja.
d) saia.


16. No bar O Meu Mercedes é Maior que o Teu ouve pedir um fino. A mesa chegará:
a) uma linguiça assada.
b) uma cigarrilha.
c) um lápis.
d) uma imperial.


17. Depois de uns copos a mais alguém diz que está ourado, ou seja:
a) tem fome
b) está com tonturas.
c) vai rezar.
d) tem cãibras.


18. Alguém diz que você passa a vida preocupada com as espinhas. Você dá demasiada atenção as:
a) espinhas do peixe.
b) unhas dos pés.
c) borbulhas.
d) fofocas.


19. Você está a ajudar um amigo nas mudanças para a nova casa. De repente, ele diz-lhe que tem de comprar cruzetas. Você acrescenta na lista de compras:
a) molas da roupa.
b) pensos rápidos.
c) cabides.
d) laranjas.


20. No mercado, ele/ela exclama: "mas que linda penca!" Você acha que ele/ela:
a) quer comprar uma couve.
b) acha que o seu nariz é tamanho XL.
c) descobriu um fruto raro e exútico numa das bancas.
d) está a referir-se a vendedora.


21. Ele/ela queixa-se da pisadura que você lhe fez. Ele/ela ainda não esqueceu:
a) a pisadela que você lhe deu.
b) a núdoa negra da noite anterior.
c) o apertão que levou no autocarro.
d) a partida que você lhe pregou.


22. Ele/ela acha que o seu melhor amigo não passa de um azeiteiro. Isto significa que:
a) tem o cabelo oleoso
b) trabalha num lagar.
c) fez a campanha de publicidade de um azeite de marca.
d) é um bimbo.


23. Dizem-lhe, franzindo o sobrolho "Tens aí uma catota!". Você tem:
a) um resto de comida no dente.
b) um risco de caneta na cara.
c) um macaco no nariz
d) uma linha pendurada no casaco.


24. A sua tia pede-lhe que coloque o seu primo no pote. Você põe o miúdo:
a) a janela.
b) dentro da banheira.
c) no bacio.
d) a ver televisão.


25. Vão os dois almoçar a Ribeira, a Casa da Filha da Mãe Preta e pedem iscas. Você acha que vai comer:
a) figado.
b) pataniscas
c) peixinhos da horta.
d) espetada mista.

11/03/2005

E qual filme do Mel Brooks!

"No Brasil a  Academia Runner tem um outdoor que diz o seguinte: Neste verão, você quer ser sereia ou baleia?
Uma mulher enviou à Academia a sua resposta e distribuiu o seguinte e-mail por aí...
"Ontem vi um outdoor da Runner, com a fotografia de uma rapariga escultural em biquini e a frase: Neste verão, você quer ser sereia ou baleia? ."
Respondo:
As baleias estão sempre cercadas de amigos.
As baleias têm vida sexual activa, engravidam e têm filhotes fofinhos.
As baleias amamentam.
As baleias nadam por aí, cortando os mares e conhecendo lugares maravilhosos como as bancos de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia.
As baleias têm amigos golfinhos.
As baleias comem toneladas de camarão.
As baleias esguicham água e brincam muito.
As baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.
As baleias são enormes e quase não têm predadores naturais.
As baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.
As Sereias... simplesmente não existem. Se existissem, viveriam numa crise existencial: Sou um peixe ou um ser humano? Não têm filhos e matam os homens que se encantam com sua beleza.
São lindas, mas tristes e sempre solitárias...
PREFIRO SER BALEIA!".

E agora, fico a imaginar as baleias em estúdio a gravar cd's e a invejá-las por não conhecer os bancos de gelo da Antártida... Ah! E as sereias, que até nem existem, a matar os homens que ficam encantados!
As coisas que a malta aprende com um simples FW de um mail. Ó Mel, tu volta que estás perdoado...

28/02/2005

E o Tejo mesmo ali em frente

A indicação era fácil: "porta do Hotel Tivoli, não tem nada que enganar!". Isto do não tem nada que enganar causa-me arrepios na espinha. É que sempre que a coisa não tem nada que enganar é certo sabido que a malta se engana. O que não tem problema de maior. Sou apologista de “quem tem boca vai a Roma”, mas continuo a admirar as placas três metros por 2,5, com letras garrafais e de preferência com luzinhas pisca-pisca. E assim foi. Olhei à minha volta (placas não temos e luzinhas muito menos) e dirigi-me à pessoa que aparentemente mais desenvolta e conhecedora do que a rodeia me parecia. Erro! Ah… Hotel? Tivoli? Não estou a ver. Muito obrigada, boa tarde, disse eu. Se calhar o melhor é dirigir-se ali à bilheteira. Pois, tem razão, boa tarde. Mais à frente estava um “posto de cafeína” com duas empregadas atrás do balcão. Patrícia, sem medo, avança e pensa rapidamente, livra-te de dizer boa tarde meninas, ou ainda te mandam até Chelas. Boa tarde, uma informação por favor. Com certeza. Com queijo, fiambre ou mista? Isto sim, teria a sua graça, mas não tive sorte nenhuma…. Hotel Tivoli, para que lado? Ah, simples. A senhora vai por aqui, contorna aquilo ali, desce umas escadas. Depois segue sempre em frente e é logo ali. Escusado será dizer que com tantos aqui’s e ali’s fiquei exactamente na mesma. Com excepção, verdade seja dita, para aquilo que desde sempre me parecia incontornável: descer umas escadas…. Facilmente percebi que o que queriam dizer era: vai contornar este “posto de cafeína” e vê logo as escadas que a levam até à rua.
Desço as escadas e já no passeio pouso a mala, olho em volta e rien de rien de Hotel Tivoli. Ora o Tivoli não temos, mas temos o arrumador de carros, pertencente, este sim, a uma genuína e verdadeira classe de pessoas desenvoltas e conhecedoras do que os rodeia. Não é tarde nem é cedo. O Senhor desculpe, mas dá-me uma ajuda faz favor? Hotel Tivoli? Hotel Tivoli? Ora, atravesse aqui. E depois atravessa novamente. É mesmo ali, na esquina do passeio; este passeio aqui em frente. Eu rio-me e digo, só atravessar, portanto? Pois, só atravessar, diz ele, também a rir-se. É naquele passeio. Aquela porta mesmo ali na esquina. Mas espere aí um bocado, que agora estão a passar muitos carros! Eu espero, é que aquele “agora estão a passar muitos carros” foi deveras assustador. Pronto, já pode. Obrigada, sim? Por nada, por nada. Muito obrigada, insisti. Já no outro passeio, O passeio!!!, enquanto caminhava os 15 metros que me levariam à esquina, tive a noção plena que para ele, aquele obrigada valeu por todas as moedas que receberá ao longo do dia.

21/02/2005

"Primeiro o País, depois a Democracia e só depois o Partido."

Depois de umas eleições e de todo o seu envolvente "sui generis", os resultados estão aí. O Partido Socialista ganhou, com maioria absoluta. A "direita" portuguesa teve um resultado catastrófico. A todos os níveis. Há quem lhe chame cartão vermelho, há quem lhe chame punição. Tudo dependerá, obviamente, da perspectiva de cada um. Pessoalmente chamo-lhe desorientação. A maior parte dos "notáveis" socialistas, falaram, hoje, na responsabilidade que advém deste resultado eleitoral. Maioria absoluta, responsabilidade absoluta.
Ainda bem. É que a memória, ao contrário da mentira, nem sempre tem perna curta.

15/02/2005

Zyrtec volta que estas perdoado!

"... e se alguma vez tiverem oportunidade de ler o programa do partido socialista - mais uma vez, quando tiverem insónias façam-no -...".
Frase que acabou de ser proferida pelo Eng.º José Sócrates, TSF, conferência produzida pelo Diário Económico. Talqualmente.
Bem haja os que tomam Zyrtec!

14/02/2005

Zyrtec meus Senhores, Zyrtec

D. Manuel Martins considera um verdadeiro oportunismo político o dia de luto decretado, em virtude da morte da Irmã Lúcia. Pacheco Pereira, é, também, uma das vozes "contra".
Um dos intervenientes no Fórum da TSF de hoje, disse que tal atitude não é digna de um verdadeiro Estado laico.
Isto, realmente, é um País de treta. Preso por ter cão, preso por não ter.
Se calhar deviam dizer ao Presidente da República Portuguesa, expoente máximo do Estado, que não devia enviar mensagens de condolências e muito menos enviar um representante para marcar presença, amanhã, nas cerimónias fúnebres. Cerimónias essas, fruto de uma morte noticiada por todo o Mundo.
Mas isto digo eu, que acho que esta confusão ideológica que se vive em Portugal é fruto da falta de chuva, do pó que anda no ar e das consequentes rinites alérgicas.

02/02/2005

http://www.iclub.com.pt/diario

Excelências, é visitar, diariamente o iClub.
A malta anda um bocado preguiçosa e por isso, para não estar a publicar aqui o que escrevo lá (e vice-versa), tem escrito lá, sem mais.
A Gerência agradece!

16/01/2005

Coisa 'mai linda

Pois efectivamente o emblema do Boavista é a coisa 'mai linda! "Só é que", como diria o Professor Hörster nas emocionantes e sempre novas, aulas teóricas de Teoria Geral, a malta não percebe muito bem esta coisa de anexar fotografias e o raio no Blog.
Vai daí e daí não vai, ficou a intenção. A imagem, essa, foi-se. Com o vento gélido que começa a sentir-se...

Campeonato da Língua Portuguesa

Foram publicados os resultados do segundo teste deste Campeonato. A malta não passou à fase final. Não era coisa que não estivesse à espera. Uma vez mais não considerei determinados erros que as mentes iluminadas consideram. Mas acho que o que me tramou foi mesmo a "Chuva no São João muito azeite e pouco pão". Uma autêntica banhada, portanto.

Palavras dúbias

"Na primeira todos caem. Depois só cai quem quer!", José Sócrates disse.
Ó Sócrates, amigo, eu se fosse a ti, pensava duas vezes antes de falar.

07/01/2005

Diario da Republica Electronico

A partir do início deste ano e, ao abrigo da Informação da Cidadania, a INCM disponibiliza o acesso gratuito às 3 séries do Diário da República (www.dre.pt). Supostamente não é possível a impressão, só a consulta das imagens. Será que a INCM se esqueceu que esse é, sem dúvida, um pormenor sem a mínima importância? Facilmente contornável, portanto, a questão de pdf protegido...

Sem comentarios...

A Operação Renascer, RTP1, tem, no seu fundo, uma excelente causa. Quanto mais não seja o despertar para a solidariedade que devia existir sempre. Não só depois das tragédias aparecerem. Mas enfim!
O que eu acho inacreditável é a desfaçatez de passarem um medley da peça "A Menina do Mar", de Filipe la Féria. Uma das músicas faz referência a uma onda que engole barcos e afins. O que é que este pessoal anda a fumar?

31/12/2004

Excelente Livro em 2005!

Nesta altura temos sempre um pouco mais de tempo e disposição para serenamente pensar no que nos rodeia. Naquilo que fizemos. No que somos.
Temos mais um ano que termina e, acreditem, como é bom pensar: mais um ano que eu passei.
Fazemos balanços, balancinhos e balancetes.
Mas acima de tudo temos projectos. Uns que não foram cumpridos, outros que só agora são idealizados e, que com toda a energia do Novo Ano finalmente queremos pôr em prática.
Eu acho que viramos mais uma página e é exactamente, como já alguém o disse, uma página nova a que nos espera. Branquinha, branquinha, para ser preenchida com a caneta nova, o lápis bem afiado e a borracha a estrear.
O que eu efectivamente desejo é que as letras e as linhas sejam quase sempre a direito e os borrões da caneta, ou o bico do lápis partido sejam pormenores (pequenos) sem a mínima importância.
Que daqui a um ano de novo se leia: mais um ano que finda e mais uma nova página, que apesar de estar em branco, traz a sabedoria de tudo aquilo que para trás foi escrito no livro que nos pertence.
Uma página alva, uma caneta nova, um lápis bem afiado e, no fim, que a página esteja completamente escrita.
São os meus sinceros votos!

28/12/2004

Privilegios*

Ver filmes onde tenho vontade (geograficamente falando) é, mais um, dos muitos privilégios da Maçã. Sim, eu sei, que as Janelas portáteis também permitem a façanha. Mas, lamento informar, a qualidade de imagem é uma treta! Dvd na Janela ou Dvd na Maçã, é completamente diferente! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa... (vou, em definitivo, adoptar esta frase completamente estonteante e que "cala qualquer argumentação contraditória"). Adiante.
Ontem, continuação do fim-de-semana Natalício, autêntica rave de comida e dolce fare niente, o dia foi dedicado a ver filmes. Sossegadamente no sofá da sala e com os aquecedores ligados. Nem sei bem porquê! Tem estado um tempo tão ameno. Um calor fresco, atrever-me-ia a dizer.
Finding Nemo (desde que o tenho aqui é a terceira vez que vejo...), Love Actually, The Day After Tomorrow (bom dia para ver este filme, sem dúvida!), Alex & Emma, The Girl Next Door, Jersey Girl, foram as vítimas. Infelizmente já não houve paciência para ver o Mystic River. Vai daí, South Park, foi o escolhido para terminar as mais de 589 mil horas de cinema puro e duro. Nada de especial, é um facto. Com excepção, claro está, para o Nemo, Love Actually e The Day After Tomorrow (curiosamente agora reparo que foi precisamente esta a ordem que usei nas linhas de cima.). Este último é assustador, mas recomendo vivamente.

*(A Gerência pede desculpa pela falta de pontuação nos títulos. A Gerência crê que é uma forma vil, torpe e reles de vingança por parte do Blogger.com em virtude da ausência de linhas nestas últimas duas semanas.)

Tantas coisas, tao pouco tempo

As coisas que acontecem em duas semanas. Incrível...
O drama de desenrolar fios, por exemplo. Há algum tempo que tenho a tarefa de fazer a árvore de Natal. Fazer, no literal sentido do termo. É artificial, claro. No ano passado achei por bem voltar ao antigamente e comprar a verdadeira. Hábito perdido pois o jardim já não suportava mais pinheiros de natal plantados! É compreensível. Temos uma magnólia, um limoeiro, duas árvores da borracha, uma tília, os brincos de princesa, o chorão, um pinheiro manso e um pinheiro de Natal recuperado e devolvido à vida depois dos Reis e da época natalícia de há uns anos. Para não falar dos canteiros com as rosas e mais-não-sei-quê, que a malta não se lembra de tudo. Ora, como não há espaço, vamos recorrer aos artificiais. Foi a opinião unânime cá em casa. Mas no ano passado senti saudades. Saudades da caruma no chão da sala. Saudades do cheiro a Natal. Saudades dos cortes nos dedos quando colocava as bolas & afins. De quando em vez tenho saudades de coisas estranhas, confesso. Não tive meias medidas. Peguei na artificial e lixo! Árvore natural ao poder! Mas este ano, com tanta coisa e tão pouco tempo, lá tive que voltar ao artificial. Sempre perco menos tempo em atravessar a Avenida (sim, eu não espero pelo verde do semáforo!), entrar na loja e comprar uma. O horto de Gaia não fica propriamente à mão...
Até aqui tudo muito bem. O drama apareceu depois. Teimei que este ano não havia bolas para ninguém. Só luzes, muitas luzinhas brancas. Uma estrela dourada e um anjo vermelho. Absolutamente mais nada. Vai daí, 4 séries de luzinhas de Natal. E desenrolar os fios? Porra, não é nada fácil desenrolar os fios de uma série. Duas, nem se fala. Três? Oh, oh... Quanto mais quatro! Mas foram desenrolados, com muita calma e paciência. Acho que percebo agora a razão que leva a minha Mãe a entregar-me tudo o que seja fio e fique com nó...
A árvore ficou um mimo. Muita luzinha branca.
E agora lembro-me que não desejei Boas Festas. Espero que tenha sido um excelente Natal. Sendo que excelente significa "prendas, muitas prendas"! Sim, que no fundo o que nós queremos são as prendas e o raio.
Extraordinariamente não tive o cheiro a caruma, não me magoei nos dedos, mas o cheiro a rabanadas, aletria, pudim e toda aquela doçaria, valeu pelo cheiro de antigamente... Garanto-vos!

So problemas

Acabei de ter consciência do drama. Do horror. Da tragédia!
Já não escrevo aqui desde o dia 11 de Dezembro!
Que vergonha, Patrícia Lousinha, que vergonha!

11/12/2004

"Coisa feia, a inveja"

Entrei ontem, oficialmente, no Mundo. Ainda estou na fase da levitação... Até ver tudo corre bem! Mas Aveiro continua em estado de alerta...
Em todo o caso sinto-me uma peça rara. Aqui no escritório, e até no Instituto de Multimédia. É compreensível. Nos dois lados impera o "outro" reino informático. Mas começo a ficar cansada com as frases típicas e, para as quais, já tinha sido avisada: "isso é um mini micro-ondas, certo?"; "Os teus sobrinhos não ficaram aborrecidos? Lá se foi o brinquedo...; "Ui, branco... É melhor usares luvas!"; "Na Imaginarium tens disso. A diferença é que este tem uma maçã, lá são estrelas."; "De resto é muito bonito."
Enquanto aguardava a chegada da maçã era com mais garra que a defendia. Agora, que já a tenho, parece que estou a descomprimir. Já não me incomoda tanto. Começo a ouvir o rosário anti-maçã e lembro-me das nódoas. É que não passo a vida a pensar nelas, mas fico incomodada quando não saem à primeira...

06/12/2004

PT dá uma ajudinha...

Acho que vou criar uma linha de apoio, tipo: "A central telefónica do Tribunal do Cartaxo precisa de si!"
Por causa de um julgamento, marcado para as 14 horas de hoje, moi même, a 300 Kms. de distância, tinha certa ("certa"...) urgência em conseguir falar para o juízo. Passei praticamente a manhã toda a tentar telefonar para lá. "Sabe como é, são muitas linhas mas só temos um telefone...".

Bastonário

As eleições já foram e os votos estão contados. Rogério Alves é o novo Bastonário, também com o meu voto. Lamentavelmente Pedro Marinho Falcão, Conselho Distrital do Porto, não foi eleito. Esperamos que Silva Leal seja uma boa aposta.
Não posso, contudo, deixar de ficar preocupada com os resultados do Marinho Pinto. São números deveras preocupantes...
Ainda para mais na classe mais nova. É que uma das ideias que Marinho Pinto deixou passar foi a "não admissão de novos estagiários, licenciados em Direito, uma vez que já há muitos". Será tudo medo da competitividade?
Estranha geração esta...

O sapatinho de Natal já não é o que era...

Quem ainda dependura sapatinhos de Natal, ou escreve cartas ao Pai Natal, está a perder tempo. A ana.dmdias@hotmail.com acabou de enviar este mail:
"Olá meu doce.
Como te prometi, aqui mando os sites para o Natal:
http://www.prendinhas.com
http://www.perfumes.online.pt
http://www.fnac.com
O primeiro tem umas cenas muto giras, o segundo tem perfumes optimos e muito baratos e o terceiro e da fnac, aquela loja do centro comercial que gostaste quando cá vieste em Janeiro.
Olha, afinal chego ai mais cedo, vou dia 21 e chego a 22 e volto para baixo a 27.
Beijocas, eu logo telefono-te.
Ana"
Oh Ana, sejas tu quem fores, fico a aguardar o teu telefonema!!!

01/12/2004

As Farpas

Recomendo, vivamente, a leitura de "Deixem os Juízes fazer Justiça", publicado hoje, no Jornal Público, secção "Cartas ao Director". Linhas simples, mas claras (nem sempre a simplicidade é clara...). De fácil compreensão a todos.
Tão claras, concisas e verdadeiras como as linhas de Abel Dias Ferreira, Ilustre Jurista, sobre o mediatismo deste processo (o pão, circo e vampiros...):
"Nós, humanos, somos muito parecidos com as moscas. Temos uma grande atracção pela porcaria."
Começo a perceber que, esta frase, é de aplicação analógica aos últimos acontecimentos políticos.

30/11/2004

Shame on You, Mr. President

O Presidente da República informou hoje o primeiro-ministro que vai iniciar o processo de dissolução da Assembleia da República para convocar eleições antecipadas.
Estou sem palavras.

26/11/2004

O erro de Descartes

Está na moda falar da Justiça. Quer pelos casos mediáticos, quer pelos consequentes níveis bombásticos de audiência nos meios de comunicação social. A desgraça alheia tem destas coisas...
Talvez por isso, a uma semana das eleições para a Ordem dos Advogados, é dado tempo de antena aos candidatos.
Pessoalmente tenho outra explicação. Bem simples, até. É que, depois deste triénio com o Bastonário José Miguel Júdice, a Ordem dos Advogados assumiu um papel relevante na sociedade portuguesa. Nem sempre com os melhores resultados, é certo, mas a culpa deve-se, quase sempre, a quem transporta as notícias. Os jornalistas... esses incompreendidos!
E se dúvidas tinha, quanto a isto que escrevo, vi a luz na passada terça-feira.
Sic Notícias, 23 horas. Sofia Pinto Coelho (licenciada em Direito) e um outro colega-que-agora-não-me-lembro-o-nome, conduziram a entrevista/debate com os três candidatos intervenientes nestas eleições. Se o verbo conduzir, neste caso, fosse levado a sério, garanto que os Senhores "condutores" pagariam coima e ficavam inibidos de conduzir por 12 meses. Ah pois ficavam.
Mas não. Limitam-se a levar com críticas de quem presta atenção ao que vê e ouve, e não se limita a engolir tudo o que lhe aparece pela frente.
Poucos assuntos sérios e importantes foram tratados. Com excepção, claro está, daqueles que são bombásticos e que saem nas páginas dos jornais. Sempre gostava de saber quem os qualifica de importantes.
Mas o que efectivamente retive deste debate foi a falta de profissionalismo. Se aquelas duas personagens "condutoras" são jornalistas eu sou uma habilíssima violinista!
Mas aquelas almas vão entrevistar advogados, candidatos à Ordem, e nem sequer sabem o que é a Ordem? Em que moldes se rege o estágio profissional? O que representa a Caixa de Previdência da Ordem dos Advogados e Solicitadores? Quais os dramas actuais que a classe vive? E passam quase a entrevista inteira a dizer "er....", "hum...", "er...", "pois... er...", "quer dizer... er"? "Créditos pagos? O que é isso?", perguntava Sofia Pinto Coelho, quando os três candidatos falavam dos actuais moldes do estágio. Já para não falar do outro jornalista-que-não-me-lembro-o-nome, que a páginas tantas, tal era a agressividade, parecia que ia partir para a violência.
Se calhar deviam seguir o alvitre dado pelo João Correia ao Rogério Alves, quando lhe dizia que convinha ler os dossiês antes de falar. Mas quer-me parecer que esse sinal "Stop" passou completamente ao lado!
A única nota positiva foi o silêncio da Sofia Pinto Coelho, quando, mesmo no fim do debate, foi perguntado o que achavam que o Processo Casa Pia poderia trazer de benéfico para o sistema judicial.
Pena essa pergunta não ter sido a primeira. Sempre se podia ter rendido ab initio. Ao silêncio, claro.

20/11/2004

Situem-se, faz favor!

Será que alguém é capaz de me explicar como é que é possível, na sociedade actual, onde se bate tanto no peito (e não só, note-se) pela igualdade dos sexos, existir um programa radiofónico ("telefonia sem fios") de seu nome "Fórum Mulher"? Onde no genérico do programa se ouve uma alma feminina dizer: "A TSF está de parabéns por dar este lugar ao pensamento feminino"? E ainda para mais quem apresenta? Uma mulher.... E por favor, não comecem com as divagações de que "ai, ai, ai, também existe um canal da TV por cabo, de seu nome SIC Mulher". Excelências, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". Esta frase mata qualquer um...
Curiosamente, noto que no Fórum da manhã (não tem nome específico, mas é apresentado por um homem) cada vez menos mulheres participam. Pura coincidência?

19/11/2004

Se o meu sangue não me engana
Como engana a fantasia
Havemos de ir a Viana
Ó meu amor de algum dia.
Ó meu amor de algum dia,
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana.
(Pedro Homem de Mello)
E Viana espera por nós. Este fim-de-semana vai ser invadida. Cheira-me, sim, que eu sou rapariga de bons cheiros, a excelente fim-de-semana! Não fora ir de boleia com a Rita e ter de a aturar durante 48 horas. Como diria alguém, "cada qual tem o que merece...". É que ainda para mais a "moura" é sportinguista! Lá vai ela voltar a falar do 6-1...

14/11/2004

Portuguesmente falando

Depois de publicadas as correcções ao 1.º teste do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, a gerência agradecia que o significado de "luminária" fosse revisto.
E já agora que as exigências para alguém ser denominado de "pessoa muito ilustrada" fossem redigidas em documento público.
E não, não estou azeda por ter sido eliminada. Estou azeda por não entender a razão de tal. Talvez não fosse má ideia explicar o que efectivamente se entende por "ditado", "texto" e "composição".
Talvez fosse mais correcto apelidar este Campeonato de "Campeonato Nacional da Língua Portuguesa Privada Que é o Mesmo Que Dizer A Que Eu e Os Restantes Luminários Usamos".
Talvez seja por isso que hoje em dia a Língua Portuguesa sofra com tanto "mau uso".

A culpa é do chocolate!

"Se está a pensar visitar a Feira, não o faça. Fique em casa!", Presidente da Câmara Municipal de Óbidos dixit.
É certo que a sua função principal, enquanto Presidente, não passará pelo marketing. Mas também passa...
Óbvio que é uma graçola aquilo que escrevo (a frase não!). É que a vila de Óbidos "não tem capacidade física para tanta gente".
Ontem, foram quase 80 mil visitantes.
Hoje, mais de 20 mil viaturas estavam estacionadas junto às muralhas. As estradas estão encerradas. É compreensível. De 9 a 14 de Novembro, decorre o Festival Internacional de Chocolate em Óbidos, com exibição de esculturas em chocolate e muito mais. Aliás, pela módica quantia de 2€ a entrada é paga e ainda recebemos um chocolate!
Confesso que é um bocado enjoativo todo o ambiente chocolateiro. Aliás, a minha relação com o chocolate foi consideravelmente alterada... E tudo começou com a treta do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa!
Mas como a moral deste País à beira-mar plantado se encontra um bocadinho, coisa pouca, em baixo, a malta vira-se para quê? Chocolate, meus Senhores. Chocolate!

10/11/2004

Marguerite Yourcenar

Andava a ficar irritada com a frase que aparece no génerico de abertura do programa "Páginas Soltas", transmitido na Sic Notícias e apresentado por Bárbara Guimarães.
Irritada pois não conseguia ler até ao fim a frase! Depois de alguma procura, pouca, admito, o Google de quando em vez ajuda, cá está ela:
"A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana, assim como as grandes atitudes imóveis das estátuas me ensinaram a apreciar os gestos".

09/11/2004

Alterações

Ontem, na cidade do Porto, o Leão não rugiu e o Dragão foi o Rei da Selva...
Espero que no próximo Domingo a Pantera siga o exemplo!

07/11/2004

Eleições na O.A.

A menos de um mês para as eleições na Ordem dos Advogados (sexta-feira, dia 3 de Dezembro), o ambiente começa a ficar tenso.
Entende-se.
Arranjar substituto para o Bastonário José Miguel Júdice não é pêra doce!
Curiosamente, são três, aqueles que tentam alcançar o pódio:
www.joaocorreia.net
www.marinhopinto.net
www.rogerioalves.com
Para aqueles que têm dúvidas ou, simplesmente, para aqueles que gostam de estar informados, vale a pena conferir.
Apesar de sabermos que "As palavras valem o que valem"...

As palavras valem o que valem

A Sic tem um novo programa aos sábados. Não sei bem qual é o nome. Se calhar eles também não sabem... Apresentação de José Figueiras e aquele Cláudio, que agora não me lembro do resto do nome, mas que participou nas "Noites Marcianas" e concorreu no BB dos Famosos. Ramos! Cláudio Ramos! Lembrei-me!
Este sábado o tema foi "o 3.º sexo", ou algo parecido. Tudo aquilo que dá polémica, portanto. Enquanto esperava pelo filme da noite, "O intruso adorável", que não cheguei a rever, pois o sono voltou e ela não se importou, com a PCTV aqui em baixo ligada, ia ouvindo bocados do programa. Se é que "aquilo" é um programa. Adiante. A dada altura uma das filhas de uma portuguesa, que está no Canadá e lá se casou com outra portuguesa, com direito a reportagem da Sic e tudo o mais, dizia: "pois, é que elas cá (portugal) são descriminalizadas!". A mãe, no Canadá, respondia: "pois é José Figueiras, é que cá (Canadá) não somos descriminalizadas!". Será que alguma alma consegue explicar a estas duas almas o que quer dizer "descriminalizar"?
Passado pouco tempo, outra intervenção fantástica. Joana, bissexual, fazia a sua apresentação: "Ora, a minha opção sexual não tem nada de especial. Provei e gostei. Assumo!".
Pois, deve ser por isso que usa peruca e óculos escuros...
Pensar duas vezes antes de falar deve estar completamente fora de questão. É pena.

03/11/2004

E acabei de aniquilar outra!

A par de outras almas, moi même é uma assassina de correntes, avisos urgentes e afins.
“A Microsoft divulgou sábado o pior vírus alguma vez encontrado!”; “Envie este e-mail para 598 pessoas em 895 segundos, caso contrário irá sofrer uma perda terrível”; “Esta corrente vem da Holanda e já percorreu o mundo inteiro 5 vezes!”.
Eu nem quero imaginar o quão cansada a corrente deve estar... O mundo inteiro? E logo 5 vezes? Quem é que andou a contar? Valha-me o Norton...
Algumas destas correntes têm o seu “pê” de piada, que o têm. Mas são excepções. E essas tenho todo o gosto em reenviar.
Mas gosto particularmente, porque gosto, dos avisos urgentes que nos informam da existência de um novo vírus... Estilo:
"Life is beautiful.pps". Se você receber "NÃO ABRA SOB NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA" e apague-o imediatamente. Se você abrir o arquivo, a mensagem vai aparecer na sua tela dizendo: "It is too late now, your life is no longer beautiful", ou "É muito tarde, sua vida não é mais bela", a seguir você irá PERDER TUDO DO HD e a pessoa que o enviou para você terá pleno acesso a teu nome, e-mail e senha.”
É o que eu digo, comigo, as correntes, avisos urgentes e afins, têm morte imediata. Corto o mal pela raiz. Tipo, “delete”!
Será que as entidades supremas que supervisionam estas coisas ainda não perceberam que não vale a pena bater na minha porta?
É que na minha caixa de correio, a porta da casa é a serventia da rua! Olé!

30/10/2004

Mais uma morada de escrita

Caríssimos leitores, dos quais a mais participativa, indubitavelmente, é a Mó, a Gerência pede o favor de lerem, também, as minhas linhas em www.iclub.com.pt/diario
Pronto...
E as restantes escritas. As do Eduardo Paes Mamede, as da Raquel Vasconcelos, as do Pedro Aniceto, as do João Lúcio e as do Paulo Lousinha. Depois digam que não sou uma tipa porreira!
E já agora comecem a ler as notícias sobre o mundo da maçã.
Em suma, é favor ler o "site" por completo!
Agradecida,
Saúdinha & Felicidades!

Quem inventou a opção "reencaminhar chamadas"?!

A intenção era boa, ah pois era.Dormir 3 dias seguidos. Sem tirar nem pôr. Apesar de tudo o que podia avançar de trabalho.Mas não pode ser. A malta, apesar de pertencer a uma espécie que é capaz de fazer 2 directas seguidas e dormir em média 4/5 horas por dia, e não tomar pastilhas para isso, nem ter de exagerar no café diário, a malta não é de ferro!Por isso mesmo a malta decidiu: este fim-de-semana prolongado não pode ser. Este fim-de-semana prolongado vai ser para dormir. Muito! Quase sempre! De preferência só levantar para comer qualquer coisa e pouco mais.Pois é. A malta gosta quando a malta tem estas intenções...10.36 da manhã o telemóvel tocou. Porra, Patrícia Lousinha, o telemóvel ligado?Não. Estava desligado!Mas continuava a tocar...Porra, Patrícia Lousinha, o outro telemóvel ligado?Ah, pois. A malta não desliga esse. Família e pessoas próximas ligam para esse.Olho para o visor. Chamada reencaminhada? Como chamada reencaminhada?!A esta hora da madrugada?! Um cliente a esta hora da madrugada?! Outra vez o drama dos telefonemas a horas indecentes?! Ai a treta...
- Sim?
- Tou? Doutora? Sou eu, F.F.. Doutora tenho aqui a G.N.R., por causa de uma penhora. É que não paguei as custas e a multa daquele outro processo, sabe?
- Pois, disse eu, quando no fundo pensei: sei lá disso homem de Deus! F.F.? Quem é F.F. a esta hora da madrugada? Processos? Que processos?
- Eles fizeram a identificação dos carros. Mas 3ª feira passo pelo escritório, para ver isto melhor consigo, pode ser?
- É melhor, é... "Pipipipipipi", a chamada foi ao ar. Felizmente.
Acordei a esta hora, 10.36, sábado, para F.F. me informar que a G.N.R. fui lá a casa identificar carros?
Raios, mas a G.N.R. não sabe ir de fim-de-semana prolongado? E F.F. não sabe que podia dar essa informação na 3ª feira?
Até 3ª feira terei tempo de digerir este despertar tão simpático e riscar da minha mente qualquer tipo de impropério ao F.F..
Quer dizer, é a intenção que tenho. Mas já percebi que as minhas intenções nem sempre são bem sucedidas. O que, neste caso, nem é assim tão mau...

27/10/2004

Ad perpetuam rei memoriam

Porque a Vida merece sempre ser celebrada, nem que seja a Vida para lá da existência terrena, o dia 27 de Outubro, é dia de celebrar.
Onde quer que seja que o “celebrar” se situe.
Talvez por isso, hoje, o Sol esteja ainda mais bonito.

Ser ou não ser

A tensão aumenta no n.º 90 da Praceta 25 de Abril.
Gastrópode? Bácoro?
Sinceramente não encontro nenhum tom depreciativo nestes dois exemplos de qualificação a aplicar futuramente a determinada personagem. É que as paredes têm ouvidos. Temos de usar nomes de código.
Tais epítetos não consubstanciam o enquadramento morfológico de "alcunha", o que nos leva a andar para trás e apagar das nossas memórias a labuta que hoje se viveu naquele escritório. Passo a explicar:
Gastrópode, pois tem sempre tudo tão ordenadamente encaixado, que efectivamente parece que tem a casa às costas e que nada o abala. Nem a leve brisa que hoje se faz sentir...
Bácoro, por razões quase geográficas.
Ergo... Temos de voltar a convocar nova reunião e esperar que a trupe consiga ver luz ao fundo do túnel. Tempos difíceis se avizinham...

12/10/2004

Destemidos, procuram-se...

José Carlos Soares parece ser a futura aposta do novo Centro de Emprego de Queluz, vulgo TVI, para as notícias de Domingo à noite.
A malta entende... É que a ele ninguém o cala!
Curiosamente, depois de ter terminado o programa que o colocou nas bocas do Mundo, nunca mais se ouviu falar de tal personagem...
Afinal, sempre o conseguiram calar. Bolas! Querem ver que foi censurado? E ninguém se lembrou disso?
Está mal. Muito mal. Ou comem todos ou há moralidade!

06/10/2004

Adeus Senhor Professor

O Professor Marcelo vai abandonar os comentários de Domingo, na TVI.
Pois parece-me muito bem.
Sempre gostei de o ouvir, porque sempre achei que não obstante a ligação dele ao PPD/PSD, havia isenção no que dizia.
Mas essa isenção começou a ficar de lado quando começou a ser ventilada a hipótese de Santana Lopes se tornar Primeiro.
Pior, foi quando deixou de ser uma hipótese, o ódio do Professor começou a ser claro. Claro como a água.
Só quem não quer é que não vê que os comentários dominicais passaram a ser uma destilação de ódio puro.

Fórum TSF

"O PCP muda todos os dias", Manuel Marques, que não gosta de "setalinistas" e que é militante há muitos, muitos, muitos, muitos e muitos anos.

"São os únicos no Mundo a lutar pela verdade. Só há uma verdade, como só há uma geometria", Joaquim Capela, enfermeiro.

"O PCP não está, nunca esteve, nem nunca estará fechado sobre si próprio. Acompanha as mudanças"; "No congresso, depois de ouvidos todos os militantes presentes, o Comité Central reúne e elege democraticamente o novo líder", Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP.

"Quando vi a expressão dele (Carlos Carvalhas), parecia que queria dizer: já estou cansado de lutar contra esta malta do Comité..."; "Parece que a democracia ainda não chegou lá", Rui Nascimento, que desde sempre acompanha musicalmente o partido.

Pelo menos fiquei a saber que foi o 1.º partido a ter página na internet...

Encanzinando

"Hoje, a TSF acordou com uma pergunta. O que é que é preciso para fazer dinheiro?"
Os prémios são bilhetes para asistir a jogos de futebol: Sporting, Benfica e F.C. do Porto.
Também tu, oh Telefonia?!

05/10/2004

Adágios

"Os animais bebem todos da mesma água.
É preciso é saber assobiar-lhes..."

02/10/2004

Tecnologias II

José Sócrates usou teleponto (qual apresentador de TV) ontem, no seu discurso - não de apresentação à Nação -, mas de apresentação e tentativa de consenso aos socialistas, neste Congresso de Guimarães.

A malta compreende. Tudo começou com a convocação de manif’s via SMS…
É a coerência. São as tecnologias. É o País em mudança!

Pena é que com isso se perca a garra, a autenticidade, o improviso.

Tudo aquilo que marca alguém, in casu, um político, pela sua diferença. Tudo aquilo que, em último caso, lhe poderia dar valor.

28/09/2004

Eu encanzino, tu encanzinas, ele encanzina...

Poucas coisas me conseguem irritar. E quando estou quase a atingir o limite penso "não há paciência!", e a coisa passa. Como uma bolacha Maria, por exemplo.
O drama é quando não passa. O drama é quando as bolachas acabam. O drama é quando encanzino!
E encanzinei mesmo com os anúncios do BES!
"O BES sabe que não há amigos assim..."
"Vá já a um Balcão do BES e conheça esta proposta exclusiva, totalmente inovadora e adaptada às suas necessidades...e ganhe ainda, na subscrição, um bilhete para assistir a um dos jogos do Porto, Sporting ou Benfica, nos seus estádios, à sua escolha."
E volto a encanzinar...
"O BES sabe que não há amigos assim"? Como, "o BES sabe que não há amigos assim"? (reparem como me irrita sobremaneira...). Mas o BES conhece os meus amigos? Andou comigo na escola? Alguém tem culpa que o BES não tenha amigos?! Quanto muito o que o BES pode saber (se é que é possível o BES saber o que quer que seja) é que eventualmente nem todos os amigos são assim, ora! Mas que os há, há.
E só posso assistir a jogos do Porto, do Sporting ou do Benfica, porquê?
O Sandinense não conta?! Nem sequer o Sport Clube Vilanovense?!
Já para não falar do meu Boavista e do Beira-mar!
BES, "o qué qué isso, meu?!" Cheira-me a máquina maquiavélica de silenciar os fracos e oprimidos...
Pronto. Não gosto. Encanzinei, encanzino e encanzinarei!
E tenho a certeza que se continuar a ouvir estes anúncios sou menina para conjugar o verbo encanzinar por completo!

27/09/2004

Porto Cálem

Aviso à navegação: nunca desconfiar da qualidade de fermentação do sumo de uvas que nunca tivemos o privilégio de degustar!
Principalmente se esse mesmo sumo vier da Cálem, em forma de maduro tinto...
Gostava de falar mais sobre isso, mas, ao que parece, uma das consequências de um jantar com tal saborosa companhia são os lapsus memorandum!

24/09/2004

Informação

No post do João Lúcio, de sua graça “boas decisões” ( www.iclub.com.pt/diario ), leio: “Mas, depois, dizem mal”.
Ora, dizem mal porque estão mal informados. Se calhar nem informados estão…
A minha iniciação no mundo dos computadores foi com um Mac.
Durante alguns anos só funcionava com o Mac.
O pouco que funcionava, é certo. Mas isso é única e exclusivamente da minha responsabilidade.
A meio da faculdade conheci outro mundo, nem de longe nem de perto admirável e, muito menos novo…
Em Julho de 99 e por razões que falam mais alto do que quer que seja, vi o Mac a fugir para Aveiro…
E pronto, em Setembro de 2000 lá tive que me adaptar a esta-coisa-que-aqui-tenho-em-cima-da-mesa-e-que-por-pudor-me-abstenho-de-escrever-o-nome-que-nestes-tempos-últimos-lhe-atribuí!
E porquê? Porque “para aquilo que precisas Mac não serve”; “depois queres ter certos documentos e é incompatível”; “e os programas? Não tem programas para quase nada”; “’tás doida? Ninguém, nesta profissão usa Mac. “Isso” é só para arquitectos, engenheiros e designers”; “nem imaginas no que te vais meter. Se tiver algum problema ninguém te resolve nada”; “já viste bem o preço? São caríssimos!”.
Dei por mim a fazer as contas ao dinheiro que gastei nesta-coisa-que-aqui-tenho-em-cima-da-mesa-e-que-por-pudor-me-abstenho-de-escrever-o-nome-que-nestes-tempos-últimos-lhe-atribuí…. Curiosamente, o novo iMac (G5) teria ficado mais em conta!
Podia e devia ter perguntado a quem sabia. Mas não o fiz. Azar o meu.

Hoje, quase a um passo de voltar a encontrar o que perdi em 99, ainda continuo a ouvir tudo aquilo. Ok, menos 10 pessoas dizem isso…. Não que o meu universo seja pequeno. Infelizmente não está informado!

17/09/2004

Memórias

Numa dessas noites, com o casaco de lã vestido - porque as noites de verão em Aveiro não são verdadeiras noites, nem é verdadeiro verão e muito menos seria Aveiro verdadeiro se os mesmos não fossem vestidos -, em que ficamos a falar até às tantas, a rir como os malucos (sempre gostava de saber quem inventou este "dizer"...) e a deixar a humidade da noite fazer companhia aos nossos ossos, mais uma vez a conversa foi como as cerejas.
A lembrar memórias. Memórias de outros verões. E as memórias, tal como a cacimba que nos entra pelos ossos e que só deixa marcas quando se abusa dela, precisam de ser lembradas. Para ficarem cá dentro.
O grupo já não é o mesmo. A vida tem destas coisas. Mas, como se necessário fosse, essa é também uma razão para estas conversas. Não deixar que a memória, a nossa e a de todos os que ainda cá estão, fique com aquele ar debilitado, quase fugaz. Para que não haja nenhuma dúvida.
Há histórias que contamos vezes sem fim. Ao fim de alguns verões são quase uma lengalenga. Mas não são. São as memórias. Tal qual cacimba da recordação…
Bem, e como estava a dizer, numa dessas noites, aliás, numa destas noites (é bom sublinhar, de forma a não esquecer que ainda estamos na transição para a vida a seguir às férias…) alguém dizia, com o ar mais triste que vi nestes últimos tempos “já não há verões como antigamente… os tempos mudaram e todos nós estamos diferentes. Eram verões cheios de tudo…”.
Escusado será dizer que quase todos fumaram o cigarro em silêncio, a seguir a tão maravilhosa descoberta….
Mas no fundo eu entendo. A Super Bock hoje em dia já não bate como nos outros verões. Como nas outras noites….
Mas as memórias, essas, continuam a bater. Com ou sem Super Bock, com ou sem filosofia. Só precisamos de manter a cacimba….

14/09/2004

Nova corrida, nova viagem!

Está quase aí. É já amanhã. 15 de Setembro!
Nova corrida, nova viagem na loucura do sistema judicial português...
Faz-me lembrar as esperanças que depositamos em cada Novo Ano que começa. Temos sempre esperança que desta vez vai ser diferente.
Que desta vez vamos sentir e respirar Justiça em tudo o que nos rodeia.
Que vamos trabalhar ainda melhor...
Que vamos devolver, a alguns, pelo menos, a confiança perdida na Justiça. Sendo certo que nesses "alguns" de quando em vez nos encontramos.
A esperança é sempre a última a morrer. Que o diga quem por cá anda.
Acredito neste novo Ministério. Quem por lá anda não me é de todo indiferente. Bem pelo contrário. Mas, com (quase) toda a imparcialidade, (é difícil, de facto) digo: tenho Fé!
Para bem da minha sanidade mental tenho esperança nesta nova corrida, nova viagem "2005".

18/08/2004

Maria

Maria é uma pessoa comum. Igual a tantas outras. Saída da mesma fornalha de mais de noventa por cento dos mortais.
Maria tem um sorriso alvo que contrasta de forma exímia com o escárnio e maledicência que recebemos em todas as palavras que não diz. Mas que as pensa… porque as pensa. A sua consciência só as deixa pensar. Extraordinário! Maria, afinal, tem consciência…
Mas Maria não tem coragem de dizer tudo o que pensa. E é pena. Porque Maria deve pensar muito…
Maria tem uma maneira de ser que cativa quem a rodeia. E que quase nos faz pensar “porque não somos assim?”. Mas Maria deixa cair a sua “primeira-de-mão-de-verniz” quando, quem a rodeia – aqueles dez por cento -, pára para reparar.
Se há coisa que não mente e não engana é o olhar. E se repararmos no olhar que Maria nos deita e deita a quem passa, e o olhar daquilo que pensa de quem fala, mesmo não dizendo tudo aquilo que pensa (mas pensa-o…), percebemos que Maria cada vez mais é uma pessoa comum.

Nem sempre somos fáceis de entender. E muito menos de gostar. É preciso paciência. Atenção. Dedicar tempo a reparar. E saber esperar.
As coisas não são como queremos. E não podemos moldar os outros como se fossem um bocado de barro – execrável, é certo - nas nossas mãos.
Mas enquanto esperamos e reparamos, construímos as nossas teses mentais. Mortais, é certo. Mas teses.
Maria não deve gostar muito de si. Mas em contrapartida gosta de tudo aquilo que vê nos outros. Independentemente de ver nos outros muito ou pouco…
Independentemente de, aquilo que vê, a leve a ponderar “porque não sou eu assim?”.
Maria tem inveja de tudo o que a rodeia? Não. Maria só sabe ver. Nem concebe que seja possível reparar no que a rodeia.
Mas Maria tem pena de não conseguir ser como tudo o que a rodeia. De não conseguir ter o que quem a rodeia tem. Mesmo que não tenha, mas Maria pensa que tem. Porque Maria até pensa.
Independentemente de ser bom ou mau o que a rodeia. Maria não gosta mesmo de si.

Maria é uma pessoa comum. Maria é mais um. Um comum mortal.
Igual a quase noventa por cento de tudo o que nos rodeia… e por isso Maria não tem necessidade em mudar. Faz parte da maioria. Para o bem ou para o mal, Maria situa-se na maioria.

Abençoados os que não são comuns. Mesmo estando rodeados de pessoas comuns… Mais abençoados sejam esses!
Abençoada Maria que nos faz entender o porquê da nossa diferença. O porquê da nossa minoria.

17/08/2004

Vénus de Milo. Perdão, vírus do Nilo!

"O vírus do Nilo Ocidental foi agora identificado em mosquitos capturados numa zona da Ria Formosa, no Algarve. Em entrevista, Aida Esteves, directora da Unidade de Virologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, sustenta que, em Portugal, o risco de as pessoas se infectarem é "diminuto e quase nulo, se evitarem a exposição à picada de mosquitos". "
Assim reza o Público de hoje. Aliás, o de ontem.
Gostei muito de ler a entrevista e de saber que a equipa de Aida Esteves tinha "focado" mais a pesquisa na zona onde tinham estado os turistas irlandeses, ao pé da Quinta do Lago, do observatório e do centro de recuperação de aves do Parque Nacional da Ria Formosa e ainda de algumas ETAR [estações de tratamento de águas residuais] de Loulé e Olhão (turistas irlandeses, seus marotos, a desviarem a focagem da equipa dessa maneira...).

Mas o que me deu um enorme alento, exactamente inverso ao tamanho dos animais a pesquisar, foi saber que o risco em Portugal é quase nulo caso as pessoas evitem a exposição à picada.

E assim como quem não quer a coisa, pergunto eu: mas como é que eu evito a exposição à picada? Fecho-me num quarto completamente isolado, selado, a uma altitude superior a 1500 metros, até desaparecerem todos os mosquitos do planeta?
Despejo em cima de mim tudo o que seja repelente de mosquitos?
Para além de utilizar insecticidas de uso doméstico; redes mosquiteiras e camisas de manga comprida, calças e meias. Abençoado Agosto com chuva....
Como se mesmo assim as pessoas não fossem mordidas! Ele há quem tenha o triste fado de levar com picadas, ora!

Com exactidão, exactidão, não sei quais os presságios do vírus. Pode provocar sintomas que variam desde uma febre moderada até doenças mais graves.
O que não abarca assim muita coisa, portanto... Só 59 mil!!! Ou mais!
Tendo em conta aquela frase, que tanto me apazigua, cá para mim Aida Esteves já foi mordida. Por um irlandês... Perdão, por um mosquito atrevido que anteriormente mordeu um turista irlandês!

15/08/2004

Bilhetes de ida e volta

Quem disse que o Sol estava para durar?
Quem julga que ainda vai ter tempo de praia e mar?
Quem pensa que o tempo em Setembro vai ser igual ao do ano passado?
Ah, já sei. Deve ser a mesma pessoa que disse que formatar o computador era coisa para ser feita de seis em seis meses. Que erros fatais apareciam de quando em vez...
Ah! Fui eu!
Somos mesmo idiotas, não?

12/08/2004

Sol

O sol voltou!
E assim vai continuar. Pelo menos é o que diz o windGuru.
Maravilha!
Maravilha para quem está de férias, ora!

08/08/2004

Como disse? Pode repetir?

"- E de sobremesa vai ser?
- Toucinho do céu, que é como quem diz "heavenly bacon"..."
Mas também poderia ser umas natas do céu (heavenly cream)!
Gosto particularmente dos "savoury meat envelopes" (rissóis de carne) e de "codfish panada" (açorda de bacalhau).
Mas nada de confusões, no Porto, a tradição (que de quando em vez ainda é o que era) é francesinha, ou melhor, " meat and cheese sandwich with Piquant Sauce).
Traduções by ementa do Ar de Rio, Cais de Gaia.

06/08/2004

Eu, os outros e o espelho

Ainda na senda da extraordinária viagem nos novos comboios da C.P., presenciei a algum não menos extraordinário.

Estava moi même a tomar nota mental de tudo o que me rodeava quando deparo com o riso meio abafado da rapariga que viajava no banco da frente.
Ora, “riso?”, “Patrícia, vamos prestar atenção”, pensei eu de mim para comigo.
E assim fiz.

Mas, sinceramente não percebi nada que tivesse qualquer tipo de piada. “Bolas, tenho um risco na cara?”, “esqueci-me de tirar o nariz de palhaça?”, questionei. Não, nada disso.
A rapariga ria para mim e não de mim, como quem pede auxílio para não continuar a fazer figura de parva quando nos rimos, exteriormente, sós. Pedido de auxílio ao qual não podia de todo ser indiferente. “É prestar ainda mais atenção”, retorqui.
E de repente fez-se luz! Qual ensaio sobre a cegueira (um dia falarei sobre isto…).

No banco da frente seguia um Sr. que ao telemóvel dizia: “olha, lá, então a tua amiga fulana de tal, ainda está no departamento de não sei o quê da C.P.?”, “ai sim?”, “então vais-me fazer o favor de perguntar se é permitido, aliás, qual é a regulamentação interna da C.P. que proíbe viajar com os pés esticados e pousados no banco da frente, está bem?”, “sim, sim, eu aguardo que me ligues a dizer qualquer coisa”, “sim, porque eu aposto que há uma regulamentação interna a proibir isso”, “era só o que mais faltava não existir nada.”

Palavra de honra se percebi alguma coisa. Percebi que algum ignóbil estava a gastar dinheiro ao telemóvel, a falar alto (todo o comboio deve ter ouvido aquela conversa, bem, quase todo) e a ser o motivo de riso da rapariga, minha companheira de banco.

E de repente, fez-se luz, de novo (nem quero pensar na conta da electricidade deste mês…)!
Qual não é o meu espanto, quando, reparo que um Sr. que viajava no banco paralelo ao nosso, dormitava (gostava de saber como conseguia, porque, sinceramente é difícil com tanta luz e com aquela música de fundo…), com os pés esticados e apoiados no seu banco da frente!
Ah! Que desplante! Que desfaçatez! Como te atreves tu, oh alma, a esticar os pés, quando, por infortúnio (digo eu) viaja na mesma carruagem um Sr. com os mais elevados conhecimentos dentro dos meandros da C.P.?

Eu não queria acreditar que alguém fosse capaz de fazer um telefonema daquele género…
Meu Deus! Mas será que aquele génio (o do telefonema, claro está, que o outro, o dos pés esticados, se alguma genialidade lhe assistia, perdeu-a por completo) fará o mesmo telefonema a alguém quando o seu vizinho da frente precisar de um conhecimento no hospital, ou precisar de saber quais são os direitos que assistem quando esse mesmo vizinho receber uma carta do senhorio a aumentar-lhe sem mais nem porquê a renda?
Cheira-me que não. Mas isso sou eu, ou melhor, o meu nariz, de qualidades olfactivas inquestionáveis, a cheirar…

Tal brilhante alma saiu na estação de Cortegaça.
E a história fica por aqui, pensei eu.
Mas não.
Pois, curiosamente, no vidro do banco onde foi sentado toda a santa viagem, podia ler-se em letras quase garrafais (sem necessidade de ligar a alguém conhecido nos meandros da C.P.): “lugares reservados a pessoas de mobilidade reduzida, grávidas e acompanhantes de crianças ao colo”…
E garanto que aquele homem não preenchia nenhuma das três hipóteses.
Para além de homem, com porte pseudo atlético, levava um maço de tabaco na mão, pronto a ser utilizado mal saísse na estação…

Olhar para os outros e apontar o dedo sem antes olhar para o espelho e ver aquilo que este nos reflecte, nem sempre é boa política….

03/08/2004

Destino: Aveiro

Viajar nos novos comboios que fazem os percursos dos suburbanos, é, sem dúvida, altamente recomendável.
Primeiro por causa das espécies humanas que nos fazem companhia ao longo de todas as estações e apeadeiros até chegar ao nosso destino e, depois, porque até parece que estamos com um século de avanço em relação a tudo o resto.

Domingo, 25 de Julho. 21.30. Estação de Vila Nova de Gaia. Destino: Aveiro, pois claro.
As carruagens são comuns. Nada de portas a dividir. Estilo todos juntos e Fé em Deus...
Luz é coisa que não falta. Quem pensa que durante a viagem pode dormitar está redondamente enganado!
Para além da luz, quase que imaculadamente branca, temos a música!
Já não precisamos de levar leitores do que quer que seja para ter música durante o passeio. A C.P. encarregou-se de tudo isso! Nada de dorminhocos e ouvidos que levam com lixo musical, portanto.

Em todas as paragens (que bom saber que paramos em todas as estações e apeadeiros...), uma voz simpática, feminina é certo, tem a delicadeza de nos dizer onde estamos.
Acho que é a mesma voz da PT e da Vodafone, da TMN e da Optimus, e de mais 59 mil coisas.
Curiosamente nada tem a ver com a voz dos Alfas!

No fim de cada carruagem temos um painel que nos vai dizendo qual é o destino daquele comboio; a próxima paragem; as horas e a temperatura exterior.
Mas o mais importante é que nos diz para que lado é a saída!
Sem qualquer ironia, até que enfim que se lembraram disto. Quantas e quantas vezes fico naquele impasse: "e a saída é para que lado, mesmo?". E lá fico eu a meio da carruagem, a aguardar pacientemente que uma porta se abra. Desta feita, problema resolvido!
É só olhar para a setinha!

E a limpeza das carruagens? Tudo limpinho! Nada de escritas e riscos. Nada de "Vanessa ama Leandro". Uma beleza...
Claro que o facto de os comboios serem relativamente novos e terem tanta, mas tanta luz, ajuda. Digo eu.
E é tudo tão amplo que nem parece que estamos num cubículo de uma carruagem!
É o que eu digo: com os novos suburbanos ficamos um século adiantados!

Perguntas idiotas

"-Então o Sr. veio aqui para ajudar, foi?
-Pois, carago! Então vinha aqui para ver, era?".
(incêndio em Penafiel, a 26 de Julho)

21/07/2004

O fatal erro azul ou o drama da cor do erro

Ligar o computador e começar a organizar as ideias sobre as primeiras coisas a serem feitas é, digo eu, tarefa diária e quase automática que temos quando nos sentamos frente ao monitor.
Estava moi même nessa árdua tarefa de organização do pensamento (coisa difícil nos dias que correm), quando, depois de arrancar o mesmo (leia-se computador) "alguém" desligou a chave e o carro foi ao ar...
Ao ar não foi, caso contrário não estaria a escrever, mas para dar aquele ar dramático da coisa, foi ao ar e não se fala mais nisso.
Terça-feira, dia 13 (quem disse que o azar"treziano" só aparece às sextas? Por acaso acho que é como o Natal, estilo quando o Homem quer e o raio, mas isso já sou eu a divagar e não interessa nada...), onze e pouco da manhã, o meu computador fez "puff" (não o the magic dragon, sempre seria mais musical, ritmado e ganzado...).
"Ok Patrícia, nada de stress", "vamos com calma, isto até é cíclico", "os windows têm destas merdas, não nos vamos assustar com um reles erro azul", "nós somos capazes de dominar o animal, fazemos os backup's em modo de segurança", tá bem que eles devem ser sempre feitos, mas que tu, teimosamente insistes em assobiar para o lado e passar à frente, repetindo para ti mesma, amanhã faço...
Isto é tudo muito bonito de escrever, mas fazer, nem por isso.
Após algumas tentativas, nada funcionava. Mal arrancava e escolhia o modo de segurança, ou o modo de segurança com rede, ou com linha de comandos, nada! Zero! Uma batata! Tal qual o equilíbrio orçamental que o Professor Mâncio nos ensinava...
Computador off! E porra, estivemos nós a trabalhar até às 4 da manhã de segunda para terça, com o fim do ano judicial a três dias de aparecer, e lá foi ao ar tudo o que na madrugada anterior tinha sido feito...
Não consigo descrever detalhadamente o meu estado e os impropérios que proferi. Compreende-se... ainda estou em fase de reabilitação da desgraça da final de 4 de Julho!
É desta que vamos comprar uma maçã! Ah! Meu ignóbil, torpe e reles windows, desta não passarás!
Tratei logo de colocar o meu irmão Paulo ao corrente da tragédia. E lembrei-o da conversa que tínhamos tido nesse fim-de-semana em Aveiro: "sabes? vou mesmo comprar um Mac". O espaço não é suficiente para descrever o gáudio com que o meu irmão recebeu estas minhas palavras.
Quando lhe contava a desgraça ainda lhe disse: será que isto é uma premonição? Do outro lado do telefone ouço uma gargalhada. Curiosamente não de gozo nem sarcástica. De felicidade, mesmo. Como quem diz: Que bom! Mais uma mac user neste planeta e, ainda para mais, do meu sangue! Enfim, os sportinguistas ficam felizes com estas coisas...
De tal maneira fiquei, que, depois de refazer o que tinha estado a fazer até às tantas da madrugada, e depois de vaguear sem rumo (vaguear sem rumo é bonito... a coisa fica mesmo com um ar dramático, bolas...), liguei ao Paulinho e fugi para Aveiro! Literalmente fugi!
Aveiro tem em mim esta capacidade suprema de me devolver paz de espírito. Palavra de honra que não fumo charros, nem ando a tomar comprimidos. É uma paz quase impossível de explicar. Tudo é diferente. O ar é diferente (não sei porquê mas quando digo isto começam logo a mandar piadas sobre a Ria). O mar é mais azul (raios, azul não, que me lembra o erro fatal windows!). Tem mais brilho, seja. Até o céu é diferente. É mágico. Sem mais, é mágico.
Depois de 48 horas a respirar essa tranquilidade tive de regressar. Para além de trabalho a ser feito, no dia seguinte, sábado, um casamento de amigos chamava-me ao mundo real... (quer dizer, com tanta curva e contra curva no caminho para o mesmo, não sei se é bem real. Mas acreditem que as ouras que senti foram bem reais! Mas isso fica para outro post...).
E finalmente nesta madrugada de terça-feira, quase oito dias passados, cá está ele de novo em funcionamento.
Até ao próximo erro azul. Quase fatal...
Tudo foi recuperado, formatado e reinstalado.
Mas a maçã, essa, será comprada. Agora sem tantos stresses, claro. E portátil, que é tão bonitinha...
Moral da história: fazer sempre (como eu detesto o raio do "sempre" e do "nunca") backup's e, quando a fatalidade da tonalidade azul aparecer pelos nossos monitores dentro, fugir para Aveiro e respirar fundo durante 48 horas!
Nota: A quantificação horária pode ser ajustada às necessidades de cada um...
 
 

16/07/2004

Férias!

Dia 16 de Julho!
 
Até Setembro! São férias dentro do género, mas raios, são F É R I A S!!!
 

14/07/2004

Admirável Mundo novo...

Não, não é a obra do Aldous Huxley...
É um PowerMac G4, mesmo!
O que não dá o drama, a tragédia, o horror de ser confrontada com o erro fatal - curiosamente chamado azul... - de um windows!
A vida tem destas coisas...

09/07/2004

As reacções

Ana Gomes:
"Uma maioria, um Governo, um Presidente", assim dizia uma "sms" recebida pela Sr.ª Dr.ª Ana Gomes, quando prestava declarações, algo inflamadas, na TSF. Palavras que faziam parte do sonho de uma aliança preconizada por Sá Carneiro.
Ana Gomes não deixou de referir: "que ironia...".

João Soares:
Está com uma "profunda tristeza" em relação às palavras e decisão tomada pelo Sr. Presidente da República.
"Registo como uma posição muito digna a demissão de Ferro Rodrigues".
E como quem não quer a coisa, vai dizendo - quando lhe perguntam se é candidato para a liderança do PS - "a minha disponibilidade mantém-se porque eu sou um homem de carácter".

Luís Filipe Menezes:
"Foi uma decisão difícil. E o Sr. Presidente da República sabia que ia ter uma parte do País contra a decisão que viesse a tomar.
"Respeitaríamos a decisão, mesmo que fosse contra a nossa posição. Coisa que não tenho visto em determinadas reacções".
"Pessoalmente estou satisfeito".
"A única bóia de salvação de Ferro Rodrigues era, sem dúvida, a existência de eleições", pois dificilmente seria eleito no próximo Congresso do PS. Ora, como as não houve... 2+2 são quatro!



Néon

E a montanha pariu um rato!
Mas com uma diferença. Desta feita temos uma placa em néon que informa os eventuais incautos: Cuidado! Eu estou de olho em vocês...

07/07/2004

Welcome back to the real world!

Quarenta e oito horas passadas...
O sonho lá foi...
Mas já consigo falar da desilusão que nestas últimas horas invadiu o meu semblante. Estilo: "eu quero lá saber que tenha corrido tudo bem!"
"Eu quero lá saber que Portugal tenha ficado em 2.º lugar!"
"Eu quero lá saber que a U.E.F.A tenha considerado este Euro como o melhor de todos!"
E muitas outras coisas que, por razões óbvias, me recuso a escrever, passaram pela minha cabeça e foram proferidas pela minha boca (que o digam os residentes do n.º 90 da Praceta 25 de Abril...).
Mas seja. As coisas são mesmo assim.
E não, não vou falar sobre as substituições que deviam ter sido feitas.
Não vou falar sobre a trenguice de um dos jogadores da selecção nacional... (a Clara fez uma piada bem engraçada sobre isso: "és mesmo Pauleta", que é o mesmo que dizer "és mesmo trengo"...).
E dizia eu que não ia falar sobre isso.
E não vou. Ponto (não, não me faltou o "r". É mesmo ponto, de ponto final!).
As coisas são mesmo assim. Não tinha que ser.
Além do mais 3 semanas de coisas boas e positivas já era em demasia. Sim, que isto de ser positivo, alegre e bem disposto não pode ser todos os dias! Oh que pensam? Não faltava mais nada!
Por isso, e para que ninguém fique mal habituado, aí estão "eles" em força:
- Os casos dramáticos do telejornal da TVI.
- O processo Casa Pia.
- O processo dos Açores.
- O drama do lugar do PM.
Welcome back to the real world...