16/01/2005

Coisa 'mai linda

Pois efectivamente o emblema do Boavista é a coisa 'mai linda! "Só é que", como diria o Professor Hörster nas emocionantes e sempre novas, aulas teóricas de Teoria Geral, a malta não percebe muito bem esta coisa de anexar fotografias e o raio no Blog.
Vai daí e daí não vai, ficou a intenção. A imagem, essa, foi-se. Com o vento gélido que começa a sentir-se...

Campeonato da Língua Portuguesa

Foram publicados os resultados do segundo teste deste Campeonato. A malta não passou à fase final. Não era coisa que não estivesse à espera. Uma vez mais não considerei determinados erros que as mentes iluminadas consideram. Mas acho que o que me tramou foi mesmo a "Chuva no São João muito azeite e pouco pão". Uma autêntica banhada, portanto.

Palavras dúbias

"Na primeira todos caem. Depois só cai quem quer!", José Sócrates disse.
Ó Sócrates, amigo, eu se fosse a ti, pensava duas vezes antes de falar.

07/01/2005

Diario da Republica Electronico

A partir do início deste ano e, ao abrigo da Informação da Cidadania, a INCM disponibiliza o acesso gratuito às 3 séries do Diário da República (www.dre.pt). Supostamente não é possível a impressão, só a consulta das imagens. Será que a INCM se esqueceu que esse é, sem dúvida, um pormenor sem a mínima importância? Facilmente contornável, portanto, a questão de pdf protegido...

Sem comentarios...

A Operação Renascer, RTP1, tem, no seu fundo, uma excelente causa. Quanto mais não seja o despertar para a solidariedade que devia existir sempre. Não só depois das tragédias aparecerem. Mas enfim!
O que eu acho inacreditável é a desfaçatez de passarem um medley da peça "A Menina do Mar", de Filipe la Féria. Uma das músicas faz referência a uma onda que engole barcos e afins. O que é que este pessoal anda a fumar?

31/12/2004

Excelente Livro em 2005!

Nesta altura temos sempre um pouco mais de tempo e disposição para serenamente pensar no que nos rodeia. Naquilo que fizemos. No que somos.
Temos mais um ano que termina e, acreditem, como é bom pensar: mais um ano que eu passei.
Fazemos balanços, balancinhos e balancetes.
Mas acima de tudo temos projectos. Uns que não foram cumpridos, outros que só agora são idealizados e, que com toda a energia do Novo Ano finalmente queremos pôr em prática.
Eu acho que viramos mais uma página e é exactamente, como já alguém o disse, uma página nova a que nos espera. Branquinha, branquinha, para ser preenchida com a caneta nova, o lápis bem afiado e a borracha a estrear.
O que eu efectivamente desejo é que as letras e as linhas sejam quase sempre a direito e os borrões da caneta, ou o bico do lápis partido sejam pormenores (pequenos) sem a mínima importância.
Que daqui a um ano de novo se leia: mais um ano que finda e mais uma nova página, que apesar de estar em branco, traz a sabedoria de tudo aquilo que para trás foi escrito no livro que nos pertence.
Uma página alva, uma caneta nova, um lápis bem afiado e, no fim, que a página esteja completamente escrita.
São os meus sinceros votos!

28/12/2004

Privilegios*

Ver filmes onde tenho vontade (geograficamente falando) é, mais um, dos muitos privilégios da Maçã. Sim, eu sei, que as Janelas portáteis também permitem a façanha. Mas, lamento informar, a qualidade de imagem é uma treta! Dvd na Janela ou Dvd na Maçã, é completamente diferente! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa... (vou, em definitivo, adoptar esta frase completamente estonteante e que "cala qualquer argumentação contraditória"). Adiante.
Ontem, continuação do fim-de-semana Natalício, autêntica rave de comida e dolce fare niente, o dia foi dedicado a ver filmes. Sossegadamente no sofá da sala e com os aquecedores ligados. Nem sei bem porquê! Tem estado um tempo tão ameno. Um calor fresco, atrever-me-ia a dizer.
Finding Nemo (desde que o tenho aqui é a terceira vez que vejo...), Love Actually, The Day After Tomorrow (bom dia para ver este filme, sem dúvida!), Alex & Emma, The Girl Next Door, Jersey Girl, foram as vítimas. Infelizmente já não houve paciência para ver o Mystic River. Vai daí, South Park, foi o escolhido para terminar as mais de 589 mil horas de cinema puro e duro. Nada de especial, é um facto. Com excepção, claro está, para o Nemo, Love Actually e The Day After Tomorrow (curiosamente agora reparo que foi precisamente esta a ordem que usei nas linhas de cima.). Este último é assustador, mas recomendo vivamente.

*(A Gerência pede desculpa pela falta de pontuação nos títulos. A Gerência crê que é uma forma vil, torpe e reles de vingança por parte do Blogger.com em virtude da ausência de linhas nestas últimas duas semanas.)

Tantas coisas, tao pouco tempo

As coisas que acontecem em duas semanas. Incrível...
O drama de desenrolar fios, por exemplo. Há algum tempo que tenho a tarefa de fazer a árvore de Natal. Fazer, no literal sentido do termo. É artificial, claro. No ano passado achei por bem voltar ao antigamente e comprar a verdadeira. Hábito perdido pois o jardim já não suportava mais pinheiros de natal plantados! É compreensível. Temos uma magnólia, um limoeiro, duas árvores da borracha, uma tília, os brincos de princesa, o chorão, um pinheiro manso e um pinheiro de Natal recuperado e devolvido à vida depois dos Reis e da época natalícia de há uns anos. Para não falar dos canteiros com as rosas e mais-não-sei-quê, que a malta não se lembra de tudo. Ora, como não há espaço, vamos recorrer aos artificiais. Foi a opinião unânime cá em casa. Mas no ano passado senti saudades. Saudades da caruma no chão da sala. Saudades do cheiro a Natal. Saudades dos cortes nos dedos quando colocava as bolas & afins. De quando em vez tenho saudades de coisas estranhas, confesso. Não tive meias medidas. Peguei na artificial e lixo! Árvore natural ao poder! Mas este ano, com tanta coisa e tão pouco tempo, lá tive que voltar ao artificial. Sempre perco menos tempo em atravessar a Avenida (sim, eu não espero pelo verde do semáforo!), entrar na loja e comprar uma. O horto de Gaia não fica propriamente à mão...
Até aqui tudo muito bem. O drama apareceu depois. Teimei que este ano não havia bolas para ninguém. Só luzes, muitas luzinhas brancas. Uma estrela dourada e um anjo vermelho. Absolutamente mais nada. Vai daí, 4 séries de luzinhas de Natal. E desenrolar os fios? Porra, não é nada fácil desenrolar os fios de uma série. Duas, nem se fala. Três? Oh, oh... Quanto mais quatro! Mas foram desenrolados, com muita calma e paciência. Acho que percebo agora a razão que leva a minha Mãe a entregar-me tudo o que seja fio e fique com nó...
A árvore ficou um mimo. Muita luzinha branca.
E agora lembro-me que não desejei Boas Festas. Espero que tenha sido um excelente Natal. Sendo que excelente significa "prendas, muitas prendas"! Sim, que no fundo o que nós queremos são as prendas e o raio.
Extraordinariamente não tive o cheiro a caruma, não me magoei nos dedos, mas o cheiro a rabanadas, aletria, pudim e toda aquela doçaria, valeu pelo cheiro de antigamente... Garanto-vos!

So problemas

Acabei de ter consciência do drama. Do horror. Da tragédia!
Já não escrevo aqui desde o dia 11 de Dezembro!
Que vergonha, Patrícia Lousinha, que vergonha!

11/12/2004

"Coisa feia, a inveja"

Entrei ontem, oficialmente, no Mundo. Ainda estou na fase da levitação... Até ver tudo corre bem! Mas Aveiro continua em estado de alerta...
Em todo o caso sinto-me uma peça rara. Aqui no escritório, e até no Instituto de Multimédia. É compreensível. Nos dois lados impera o "outro" reino informático. Mas começo a ficar cansada com as frases típicas e, para as quais, já tinha sido avisada: "isso é um mini micro-ondas, certo?"; "Os teus sobrinhos não ficaram aborrecidos? Lá se foi o brinquedo...; "Ui, branco... É melhor usares luvas!"; "Na Imaginarium tens disso. A diferença é que este tem uma maçã, lá são estrelas."; "De resto é muito bonito."
Enquanto aguardava a chegada da maçã era com mais garra que a defendia. Agora, que já a tenho, parece que estou a descomprimir. Já não me incomoda tanto. Começo a ouvir o rosário anti-maçã e lembro-me das nódoas. É que não passo a vida a pensar nelas, mas fico incomodada quando não saem à primeira...

06/12/2004

PT dá uma ajudinha...

Acho que vou criar uma linha de apoio, tipo: "A central telefónica do Tribunal do Cartaxo precisa de si!"
Por causa de um julgamento, marcado para as 14 horas de hoje, moi même, a 300 Kms. de distância, tinha certa ("certa"...) urgência em conseguir falar para o juízo. Passei praticamente a manhã toda a tentar telefonar para lá. "Sabe como é, são muitas linhas mas só temos um telefone...".

Bastonário

As eleições já foram e os votos estão contados. Rogério Alves é o novo Bastonário, também com o meu voto. Lamentavelmente Pedro Marinho Falcão, Conselho Distrital do Porto, não foi eleito. Esperamos que Silva Leal seja uma boa aposta.
Não posso, contudo, deixar de ficar preocupada com os resultados do Marinho Pinto. São números deveras preocupantes...
Ainda para mais na classe mais nova. É que uma das ideias que Marinho Pinto deixou passar foi a "não admissão de novos estagiários, licenciados em Direito, uma vez que já há muitos". Será tudo medo da competitividade?
Estranha geração esta...

O sapatinho de Natal já não é o que era...

Quem ainda dependura sapatinhos de Natal, ou escreve cartas ao Pai Natal, está a perder tempo. A ana.dmdias@hotmail.com acabou de enviar este mail:
"Olá meu doce.
Como te prometi, aqui mando os sites para o Natal:
http://www.prendinhas.com
http://www.perfumes.online.pt
http://www.fnac.com
O primeiro tem umas cenas muto giras, o segundo tem perfumes optimos e muito baratos e o terceiro e da fnac, aquela loja do centro comercial que gostaste quando cá vieste em Janeiro.
Olha, afinal chego ai mais cedo, vou dia 21 e chego a 22 e volto para baixo a 27.
Beijocas, eu logo telefono-te.
Ana"
Oh Ana, sejas tu quem fores, fico a aguardar o teu telefonema!!!

01/12/2004

As Farpas

Recomendo, vivamente, a leitura de "Deixem os Juízes fazer Justiça", publicado hoje, no Jornal Público, secção "Cartas ao Director". Linhas simples, mas claras (nem sempre a simplicidade é clara...). De fácil compreensão a todos.
Tão claras, concisas e verdadeiras como as linhas de Abel Dias Ferreira, Ilustre Jurista, sobre o mediatismo deste processo (o pão, circo e vampiros...):
"Nós, humanos, somos muito parecidos com as moscas. Temos uma grande atracção pela porcaria."
Começo a perceber que, esta frase, é de aplicação analógica aos últimos acontecimentos políticos.

30/11/2004

Shame on You, Mr. President

O Presidente da República informou hoje o primeiro-ministro que vai iniciar o processo de dissolução da Assembleia da República para convocar eleições antecipadas.
Estou sem palavras.

26/11/2004

O erro de Descartes

Está na moda falar da Justiça. Quer pelos casos mediáticos, quer pelos consequentes níveis bombásticos de audiência nos meios de comunicação social. A desgraça alheia tem destas coisas...
Talvez por isso, a uma semana das eleições para a Ordem dos Advogados, é dado tempo de antena aos candidatos.
Pessoalmente tenho outra explicação. Bem simples, até. É que, depois deste triénio com o Bastonário José Miguel Júdice, a Ordem dos Advogados assumiu um papel relevante na sociedade portuguesa. Nem sempre com os melhores resultados, é certo, mas a culpa deve-se, quase sempre, a quem transporta as notícias. Os jornalistas... esses incompreendidos!
E se dúvidas tinha, quanto a isto que escrevo, vi a luz na passada terça-feira.
Sic Notícias, 23 horas. Sofia Pinto Coelho (licenciada em Direito) e um outro colega-que-agora-não-me-lembro-o-nome, conduziram a entrevista/debate com os três candidatos intervenientes nestas eleições. Se o verbo conduzir, neste caso, fosse levado a sério, garanto que os Senhores "condutores" pagariam coima e ficavam inibidos de conduzir por 12 meses. Ah pois ficavam.
Mas não. Limitam-se a levar com críticas de quem presta atenção ao que vê e ouve, e não se limita a engolir tudo o que lhe aparece pela frente.
Poucos assuntos sérios e importantes foram tratados. Com excepção, claro está, daqueles que são bombásticos e que saem nas páginas dos jornais. Sempre gostava de saber quem os qualifica de importantes.
Mas o que efectivamente retive deste debate foi a falta de profissionalismo. Se aquelas duas personagens "condutoras" são jornalistas eu sou uma habilíssima violinista!
Mas aquelas almas vão entrevistar advogados, candidatos à Ordem, e nem sequer sabem o que é a Ordem? Em que moldes se rege o estágio profissional? O que representa a Caixa de Previdência da Ordem dos Advogados e Solicitadores? Quais os dramas actuais que a classe vive? E passam quase a entrevista inteira a dizer "er....", "hum...", "er...", "pois... er...", "quer dizer... er"? "Créditos pagos? O que é isso?", perguntava Sofia Pinto Coelho, quando os três candidatos falavam dos actuais moldes do estágio. Já para não falar do outro jornalista-que-não-me-lembro-o-nome, que a páginas tantas, tal era a agressividade, parecia que ia partir para a violência.
Se calhar deviam seguir o alvitre dado pelo João Correia ao Rogério Alves, quando lhe dizia que convinha ler os dossiês antes de falar. Mas quer-me parecer que esse sinal "Stop" passou completamente ao lado!
A única nota positiva foi o silêncio da Sofia Pinto Coelho, quando, mesmo no fim do debate, foi perguntado o que achavam que o Processo Casa Pia poderia trazer de benéfico para o sistema judicial.
Pena essa pergunta não ter sido a primeira. Sempre se podia ter rendido ab initio. Ao silêncio, claro.

20/11/2004

Situem-se, faz favor!

Será que alguém é capaz de me explicar como é que é possível, na sociedade actual, onde se bate tanto no peito (e não só, note-se) pela igualdade dos sexos, existir um programa radiofónico ("telefonia sem fios") de seu nome "Fórum Mulher"? Onde no genérico do programa se ouve uma alma feminina dizer: "A TSF está de parabéns por dar este lugar ao pensamento feminino"? E ainda para mais quem apresenta? Uma mulher.... E por favor, não comecem com as divagações de que "ai, ai, ai, também existe um canal da TV por cabo, de seu nome SIC Mulher". Excelências, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". Esta frase mata qualquer um...
Curiosamente, noto que no Fórum da manhã (não tem nome específico, mas é apresentado por um homem) cada vez menos mulheres participam. Pura coincidência?

19/11/2004

Se o meu sangue não me engana
Como engana a fantasia
Havemos de ir a Viana
Ó meu amor de algum dia.
Ó meu amor de algum dia,
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana.
(Pedro Homem de Mello)
E Viana espera por nós. Este fim-de-semana vai ser invadida. Cheira-me, sim, que eu sou rapariga de bons cheiros, a excelente fim-de-semana! Não fora ir de boleia com a Rita e ter de a aturar durante 48 horas. Como diria alguém, "cada qual tem o que merece...". É que ainda para mais a "moura" é sportinguista! Lá vai ela voltar a falar do 6-1...

14/11/2004

Portuguesmente falando

Depois de publicadas as correcções ao 1.º teste do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, a gerência agradecia que o significado de "luminária" fosse revisto.
E já agora que as exigências para alguém ser denominado de "pessoa muito ilustrada" fossem redigidas em documento público.
E não, não estou azeda por ter sido eliminada. Estou azeda por não entender a razão de tal. Talvez não fosse má ideia explicar o que efectivamente se entende por "ditado", "texto" e "composição".
Talvez fosse mais correcto apelidar este Campeonato de "Campeonato Nacional da Língua Portuguesa Privada Que é o Mesmo Que Dizer A Que Eu e Os Restantes Luminários Usamos".
Talvez seja por isso que hoje em dia a Língua Portuguesa sofra com tanto "mau uso".

A culpa é do chocolate!

"Se está a pensar visitar a Feira, não o faça. Fique em casa!", Presidente da Câmara Municipal de Óbidos dixit.
É certo que a sua função principal, enquanto Presidente, não passará pelo marketing. Mas também passa...
Óbvio que é uma graçola aquilo que escrevo (a frase não!). É que a vila de Óbidos "não tem capacidade física para tanta gente".
Ontem, foram quase 80 mil visitantes.
Hoje, mais de 20 mil viaturas estavam estacionadas junto às muralhas. As estradas estão encerradas. É compreensível. De 9 a 14 de Novembro, decorre o Festival Internacional de Chocolate em Óbidos, com exibição de esculturas em chocolate e muito mais. Aliás, pela módica quantia de 2€ a entrada é paga e ainda recebemos um chocolate!
Confesso que é um bocado enjoativo todo o ambiente chocolateiro. Aliás, a minha relação com o chocolate foi consideravelmente alterada... E tudo começou com a treta do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa!
Mas como a moral deste País à beira-mar plantado se encontra um bocadinho, coisa pouca, em baixo, a malta vira-se para quê? Chocolate, meus Senhores. Chocolate!