10/11/2004

Marguerite Yourcenar

Andava a ficar irritada com a frase que aparece no génerico de abertura do programa "Páginas Soltas", transmitido na Sic Notícias e apresentado por Bárbara Guimarães.
Irritada pois não conseguia ler até ao fim a frase! Depois de alguma procura, pouca, admito, o Google de quando em vez ajuda, cá está ela:
"A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana, assim como as grandes atitudes imóveis das estátuas me ensinaram a apreciar os gestos".

09/11/2004

Alterações

Ontem, na cidade do Porto, o Leão não rugiu e o Dragão foi o Rei da Selva...
Espero que no próximo Domingo a Pantera siga o exemplo!

07/11/2004

Eleições na O.A.

A menos de um mês para as eleições na Ordem dos Advogados (sexta-feira, dia 3 de Dezembro), o ambiente começa a ficar tenso.
Entende-se.
Arranjar substituto para o Bastonário José Miguel Júdice não é pêra doce!
Curiosamente, são três, aqueles que tentam alcançar o pódio:
www.joaocorreia.net
www.marinhopinto.net
www.rogerioalves.com
Para aqueles que têm dúvidas ou, simplesmente, para aqueles que gostam de estar informados, vale a pena conferir.
Apesar de sabermos que "As palavras valem o que valem"...

As palavras valem o que valem

A Sic tem um novo programa aos sábados. Não sei bem qual é o nome. Se calhar eles também não sabem... Apresentação de José Figueiras e aquele Cláudio, que agora não me lembro do resto do nome, mas que participou nas "Noites Marcianas" e concorreu no BB dos Famosos. Ramos! Cláudio Ramos! Lembrei-me!
Este sábado o tema foi "o 3.º sexo", ou algo parecido. Tudo aquilo que dá polémica, portanto. Enquanto esperava pelo filme da noite, "O intruso adorável", que não cheguei a rever, pois o sono voltou e ela não se importou, com a PCTV aqui em baixo ligada, ia ouvindo bocados do programa. Se é que "aquilo" é um programa. Adiante. A dada altura uma das filhas de uma portuguesa, que está no Canadá e lá se casou com outra portuguesa, com direito a reportagem da Sic e tudo o mais, dizia: "pois, é que elas cá (portugal) são descriminalizadas!". A mãe, no Canadá, respondia: "pois é José Figueiras, é que cá (Canadá) não somos descriminalizadas!". Será que alguma alma consegue explicar a estas duas almas o que quer dizer "descriminalizar"?
Passado pouco tempo, outra intervenção fantástica. Joana, bissexual, fazia a sua apresentação: "Ora, a minha opção sexual não tem nada de especial. Provei e gostei. Assumo!".
Pois, deve ser por isso que usa peruca e óculos escuros...
Pensar duas vezes antes de falar deve estar completamente fora de questão. É pena.

03/11/2004

E acabei de aniquilar outra!

A par de outras almas, moi même é uma assassina de correntes, avisos urgentes e afins.
“A Microsoft divulgou sábado o pior vírus alguma vez encontrado!”; “Envie este e-mail para 598 pessoas em 895 segundos, caso contrário irá sofrer uma perda terrível”; “Esta corrente vem da Holanda e já percorreu o mundo inteiro 5 vezes!”.
Eu nem quero imaginar o quão cansada a corrente deve estar... O mundo inteiro? E logo 5 vezes? Quem é que andou a contar? Valha-me o Norton...
Algumas destas correntes têm o seu “pê” de piada, que o têm. Mas são excepções. E essas tenho todo o gosto em reenviar.
Mas gosto particularmente, porque gosto, dos avisos urgentes que nos informam da existência de um novo vírus... Estilo:
"Life is beautiful.pps". Se você receber "NÃO ABRA SOB NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA" e apague-o imediatamente. Se você abrir o arquivo, a mensagem vai aparecer na sua tela dizendo: "It is too late now, your life is no longer beautiful", ou "É muito tarde, sua vida não é mais bela", a seguir você irá PERDER TUDO DO HD e a pessoa que o enviou para você terá pleno acesso a teu nome, e-mail e senha.”
É o que eu digo, comigo, as correntes, avisos urgentes e afins, têm morte imediata. Corto o mal pela raiz. Tipo, “delete”!
Será que as entidades supremas que supervisionam estas coisas ainda não perceberam que não vale a pena bater na minha porta?
É que na minha caixa de correio, a porta da casa é a serventia da rua! Olé!

30/10/2004

Mais uma morada de escrita

Caríssimos leitores, dos quais a mais participativa, indubitavelmente, é a Mó, a Gerência pede o favor de lerem, também, as minhas linhas em www.iclub.com.pt/diario
Pronto...
E as restantes escritas. As do Eduardo Paes Mamede, as da Raquel Vasconcelos, as do Pedro Aniceto, as do João Lúcio e as do Paulo Lousinha. Depois digam que não sou uma tipa porreira!
E já agora comecem a ler as notícias sobre o mundo da maçã.
Em suma, é favor ler o "site" por completo!
Agradecida,
Saúdinha & Felicidades!

Quem inventou a opção "reencaminhar chamadas"?!

A intenção era boa, ah pois era.Dormir 3 dias seguidos. Sem tirar nem pôr. Apesar de tudo o que podia avançar de trabalho.Mas não pode ser. A malta, apesar de pertencer a uma espécie que é capaz de fazer 2 directas seguidas e dormir em média 4/5 horas por dia, e não tomar pastilhas para isso, nem ter de exagerar no café diário, a malta não é de ferro!Por isso mesmo a malta decidiu: este fim-de-semana prolongado não pode ser. Este fim-de-semana prolongado vai ser para dormir. Muito! Quase sempre! De preferência só levantar para comer qualquer coisa e pouco mais.Pois é. A malta gosta quando a malta tem estas intenções...10.36 da manhã o telemóvel tocou. Porra, Patrícia Lousinha, o telemóvel ligado?Não. Estava desligado!Mas continuava a tocar...Porra, Patrícia Lousinha, o outro telemóvel ligado?Ah, pois. A malta não desliga esse. Família e pessoas próximas ligam para esse.Olho para o visor. Chamada reencaminhada? Como chamada reencaminhada?!A esta hora da madrugada?! Um cliente a esta hora da madrugada?! Outra vez o drama dos telefonemas a horas indecentes?! Ai a treta...
- Sim?
- Tou? Doutora? Sou eu, F.F.. Doutora tenho aqui a G.N.R., por causa de uma penhora. É que não paguei as custas e a multa daquele outro processo, sabe?
- Pois, disse eu, quando no fundo pensei: sei lá disso homem de Deus! F.F.? Quem é F.F. a esta hora da madrugada? Processos? Que processos?
- Eles fizeram a identificação dos carros. Mas 3ª feira passo pelo escritório, para ver isto melhor consigo, pode ser?
- É melhor, é... "Pipipipipipi", a chamada foi ao ar. Felizmente.
Acordei a esta hora, 10.36, sábado, para F.F. me informar que a G.N.R. fui lá a casa identificar carros?
Raios, mas a G.N.R. não sabe ir de fim-de-semana prolongado? E F.F. não sabe que podia dar essa informação na 3ª feira?
Até 3ª feira terei tempo de digerir este despertar tão simpático e riscar da minha mente qualquer tipo de impropério ao F.F..
Quer dizer, é a intenção que tenho. Mas já percebi que as minhas intenções nem sempre são bem sucedidas. O que, neste caso, nem é assim tão mau...

27/10/2004

Ad perpetuam rei memoriam

Porque a Vida merece sempre ser celebrada, nem que seja a Vida para lá da existência terrena, o dia 27 de Outubro, é dia de celebrar.
Onde quer que seja que o “celebrar” se situe.
Talvez por isso, hoje, o Sol esteja ainda mais bonito.

Ser ou não ser

A tensão aumenta no n.º 90 da Praceta 25 de Abril.
Gastrópode? Bácoro?
Sinceramente não encontro nenhum tom depreciativo nestes dois exemplos de qualificação a aplicar futuramente a determinada personagem. É que as paredes têm ouvidos. Temos de usar nomes de código.
Tais epítetos não consubstanciam o enquadramento morfológico de "alcunha", o que nos leva a andar para trás e apagar das nossas memórias a labuta que hoje se viveu naquele escritório. Passo a explicar:
Gastrópode, pois tem sempre tudo tão ordenadamente encaixado, que efectivamente parece que tem a casa às costas e que nada o abala. Nem a leve brisa que hoje se faz sentir...
Bácoro, por razões quase geográficas.
Ergo... Temos de voltar a convocar nova reunião e esperar que a trupe consiga ver luz ao fundo do túnel. Tempos difíceis se avizinham...

12/10/2004

Destemidos, procuram-se...

José Carlos Soares parece ser a futura aposta do novo Centro de Emprego de Queluz, vulgo TVI, para as notícias de Domingo à noite.
A malta entende... É que a ele ninguém o cala!
Curiosamente, depois de ter terminado o programa que o colocou nas bocas do Mundo, nunca mais se ouviu falar de tal personagem...
Afinal, sempre o conseguiram calar. Bolas! Querem ver que foi censurado? E ninguém se lembrou disso?
Está mal. Muito mal. Ou comem todos ou há moralidade!

06/10/2004

Adeus Senhor Professor

O Professor Marcelo vai abandonar os comentários de Domingo, na TVI.
Pois parece-me muito bem.
Sempre gostei de o ouvir, porque sempre achei que não obstante a ligação dele ao PPD/PSD, havia isenção no que dizia.
Mas essa isenção começou a ficar de lado quando começou a ser ventilada a hipótese de Santana Lopes se tornar Primeiro.
Pior, foi quando deixou de ser uma hipótese, o ódio do Professor começou a ser claro. Claro como a água.
Só quem não quer é que não vê que os comentários dominicais passaram a ser uma destilação de ódio puro.

Fórum TSF

"O PCP muda todos os dias", Manuel Marques, que não gosta de "setalinistas" e que é militante há muitos, muitos, muitos, muitos e muitos anos.

"São os únicos no Mundo a lutar pela verdade. Só há uma verdade, como só há uma geometria", Joaquim Capela, enfermeiro.

"O PCP não está, nunca esteve, nem nunca estará fechado sobre si próprio. Acompanha as mudanças"; "No congresso, depois de ouvidos todos os militantes presentes, o Comité Central reúne e elege democraticamente o novo líder", Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP.

"Quando vi a expressão dele (Carlos Carvalhas), parecia que queria dizer: já estou cansado de lutar contra esta malta do Comité..."; "Parece que a democracia ainda não chegou lá", Rui Nascimento, que desde sempre acompanha musicalmente o partido.

Pelo menos fiquei a saber que foi o 1.º partido a ter página na internet...

Encanzinando

"Hoje, a TSF acordou com uma pergunta. O que é que é preciso para fazer dinheiro?"
Os prémios são bilhetes para asistir a jogos de futebol: Sporting, Benfica e F.C. do Porto.
Também tu, oh Telefonia?!

05/10/2004

Adágios

"Os animais bebem todos da mesma água.
É preciso é saber assobiar-lhes..."

02/10/2004

Tecnologias II

José Sócrates usou teleponto (qual apresentador de TV) ontem, no seu discurso - não de apresentação à Nação -, mas de apresentação e tentativa de consenso aos socialistas, neste Congresso de Guimarães.

A malta compreende. Tudo começou com a convocação de manif’s via SMS…
É a coerência. São as tecnologias. É o País em mudança!

Pena é que com isso se perca a garra, a autenticidade, o improviso.

Tudo aquilo que marca alguém, in casu, um político, pela sua diferença. Tudo aquilo que, em último caso, lhe poderia dar valor.

28/09/2004

Eu encanzino, tu encanzinas, ele encanzina...

Poucas coisas me conseguem irritar. E quando estou quase a atingir o limite penso "não há paciência!", e a coisa passa. Como uma bolacha Maria, por exemplo.
O drama é quando não passa. O drama é quando as bolachas acabam. O drama é quando encanzino!
E encanzinei mesmo com os anúncios do BES!
"O BES sabe que não há amigos assim..."
"Vá já a um Balcão do BES e conheça esta proposta exclusiva, totalmente inovadora e adaptada às suas necessidades...e ganhe ainda, na subscrição, um bilhete para assistir a um dos jogos do Porto, Sporting ou Benfica, nos seus estádios, à sua escolha."
E volto a encanzinar...
"O BES sabe que não há amigos assim"? Como, "o BES sabe que não há amigos assim"? (reparem como me irrita sobremaneira...). Mas o BES conhece os meus amigos? Andou comigo na escola? Alguém tem culpa que o BES não tenha amigos?! Quanto muito o que o BES pode saber (se é que é possível o BES saber o que quer que seja) é que eventualmente nem todos os amigos são assim, ora! Mas que os há, há.
E só posso assistir a jogos do Porto, do Sporting ou do Benfica, porquê?
O Sandinense não conta?! Nem sequer o Sport Clube Vilanovense?!
Já para não falar do meu Boavista e do Beira-mar!
BES, "o qué qué isso, meu?!" Cheira-me a máquina maquiavélica de silenciar os fracos e oprimidos...
Pronto. Não gosto. Encanzinei, encanzino e encanzinarei!
E tenho a certeza que se continuar a ouvir estes anúncios sou menina para conjugar o verbo encanzinar por completo!

27/09/2004

Porto Cálem

Aviso à navegação: nunca desconfiar da qualidade de fermentação do sumo de uvas que nunca tivemos o privilégio de degustar!
Principalmente se esse mesmo sumo vier da Cálem, em forma de maduro tinto...
Gostava de falar mais sobre isso, mas, ao que parece, uma das consequências de um jantar com tal saborosa companhia são os lapsus memorandum!

24/09/2004

Informação

No post do João Lúcio, de sua graça “boas decisões” ( www.iclub.com.pt/diario ), leio: “Mas, depois, dizem mal”.
Ora, dizem mal porque estão mal informados. Se calhar nem informados estão…
A minha iniciação no mundo dos computadores foi com um Mac.
Durante alguns anos só funcionava com o Mac.
O pouco que funcionava, é certo. Mas isso é única e exclusivamente da minha responsabilidade.
A meio da faculdade conheci outro mundo, nem de longe nem de perto admirável e, muito menos novo…
Em Julho de 99 e por razões que falam mais alto do que quer que seja, vi o Mac a fugir para Aveiro…
E pronto, em Setembro de 2000 lá tive que me adaptar a esta-coisa-que-aqui-tenho-em-cima-da-mesa-e-que-por-pudor-me-abstenho-de-escrever-o-nome-que-nestes-tempos-últimos-lhe-atribuí!
E porquê? Porque “para aquilo que precisas Mac não serve”; “depois queres ter certos documentos e é incompatível”; “e os programas? Não tem programas para quase nada”; “’tás doida? Ninguém, nesta profissão usa Mac. “Isso” é só para arquitectos, engenheiros e designers”; “nem imaginas no que te vais meter. Se tiver algum problema ninguém te resolve nada”; “já viste bem o preço? São caríssimos!”.
Dei por mim a fazer as contas ao dinheiro que gastei nesta-coisa-que-aqui-tenho-em-cima-da-mesa-e-que-por-pudor-me-abstenho-de-escrever-o-nome-que-nestes-tempos-últimos-lhe-atribuí…. Curiosamente, o novo iMac (G5) teria ficado mais em conta!
Podia e devia ter perguntado a quem sabia. Mas não o fiz. Azar o meu.

Hoje, quase a um passo de voltar a encontrar o que perdi em 99, ainda continuo a ouvir tudo aquilo. Ok, menos 10 pessoas dizem isso…. Não que o meu universo seja pequeno. Infelizmente não está informado!

17/09/2004

Memórias

Numa dessas noites, com o casaco de lã vestido - porque as noites de verão em Aveiro não são verdadeiras noites, nem é verdadeiro verão e muito menos seria Aveiro verdadeiro se os mesmos não fossem vestidos -, em que ficamos a falar até às tantas, a rir como os malucos (sempre gostava de saber quem inventou este "dizer"...) e a deixar a humidade da noite fazer companhia aos nossos ossos, mais uma vez a conversa foi como as cerejas.
A lembrar memórias. Memórias de outros verões. E as memórias, tal como a cacimba que nos entra pelos ossos e que só deixa marcas quando se abusa dela, precisam de ser lembradas. Para ficarem cá dentro.
O grupo já não é o mesmo. A vida tem destas coisas. Mas, como se necessário fosse, essa é também uma razão para estas conversas. Não deixar que a memória, a nossa e a de todos os que ainda cá estão, fique com aquele ar debilitado, quase fugaz. Para que não haja nenhuma dúvida.
Há histórias que contamos vezes sem fim. Ao fim de alguns verões são quase uma lengalenga. Mas não são. São as memórias. Tal qual cacimba da recordação…
Bem, e como estava a dizer, numa dessas noites, aliás, numa destas noites (é bom sublinhar, de forma a não esquecer que ainda estamos na transição para a vida a seguir às férias…) alguém dizia, com o ar mais triste que vi nestes últimos tempos “já não há verões como antigamente… os tempos mudaram e todos nós estamos diferentes. Eram verões cheios de tudo…”.
Escusado será dizer que quase todos fumaram o cigarro em silêncio, a seguir a tão maravilhosa descoberta….
Mas no fundo eu entendo. A Super Bock hoje em dia já não bate como nos outros verões. Como nas outras noites….
Mas as memórias, essas, continuam a bater. Com ou sem Super Bock, com ou sem filosofia. Só precisamos de manter a cacimba….

14/09/2004

Nova corrida, nova viagem!

Está quase aí. É já amanhã. 15 de Setembro!
Nova corrida, nova viagem na loucura do sistema judicial português...
Faz-me lembrar as esperanças que depositamos em cada Novo Ano que começa. Temos sempre esperança que desta vez vai ser diferente.
Que desta vez vamos sentir e respirar Justiça em tudo o que nos rodeia.
Que vamos trabalhar ainda melhor...
Que vamos devolver, a alguns, pelo menos, a confiança perdida na Justiça. Sendo certo que nesses "alguns" de quando em vez nos encontramos.
A esperança é sempre a última a morrer. Que o diga quem por cá anda.
Acredito neste novo Ministério. Quem por lá anda não me é de todo indiferente. Bem pelo contrário. Mas, com (quase) toda a imparcialidade, (é difícil, de facto) digo: tenho Fé!
Para bem da minha sanidade mental tenho esperança nesta nova corrida, nova viagem "2005".

18/08/2004

Maria

Maria é uma pessoa comum. Igual a tantas outras. Saída da mesma fornalha de mais de noventa por cento dos mortais.
Maria tem um sorriso alvo que contrasta de forma exímia com o escárnio e maledicência que recebemos em todas as palavras que não diz. Mas que as pensa… porque as pensa. A sua consciência só as deixa pensar. Extraordinário! Maria, afinal, tem consciência…
Mas Maria não tem coragem de dizer tudo o que pensa. E é pena. Porque Maria deve pensar muito…
Maria tem uma maneira de ser que cativa quem a rodeia. E que quase nos faz pensar “porque não somos assim?”. Mas Maria deixa cair a sua “primeira-de-mão-de-verniz” quando, quem a rodeia – aqueles dez por cento -, pára para reparar.
Se há coisa que não mente e não engana é o olhar. E se repararmos no olhar que Maria nos deita e deita a quem passa, e o olhar daquilo que pensa de quem fala, mesmo não dizendo tudo aquilo que pensa (mas pensa-o…), percebemos que Maria cada vez mais é uma pessoa comum.

Nem sempre somos fáceis de entender. E muito menos de gostar. É preciso paciência. Atenção. Dedicar tempo a reparar. E saber esperar.
As coisas não são como queremos. E não podemos moldar os outros como se fossem um bocado de barro – execrável, é certo - nas nossas mãos.
Mas enquanto esperamos e reparamos, construímos as nossas teses mentais. Mortais, é certo. Mas teses.
Maria não deve gostar muito de si. Mas em contrapartida gosta de tudo aquilo que vê nos outros. Independentemente de ver nos outros muito ou pouco…
Independentemente de, aquilo que vê, a leve a ponderar “porque não sou eu assim?”.
Maria tem inveja de tudo o que a rodeia? Não. Maria só sabe ver. Nem concebe que seja possível reparar no que a rodeia.
Mas Maria tem pena de não conseguir ser como tudo o que a rodeia. De não conseguir ter o que quem a rodeia tem. Mesmo que não tenha, mas Maria pensa que tem. Porque Maria até pensa.
Independentemente de ser bom ou mau o que a rodeia. Maria não gosta mesmo de si.

Maria é uma pessoa comum. Maria é mais um. Um comum mortal.
Igual a quase noventa por cento de tudo o que nos rodeia… e por isso Maria não tem necessidade em mudar. Faz parte da maioria. Para o bem ou para o mal, Maria situa-se na maioria.

Abençoados os que não são comuns. Mesmo estando rodeados de pessoas comuns… Mais abençoados sejam esses!
Abençoada Maria que nos faz entender o porquê da nossa diferença. O porquê da nossa minoria.

17/08/2004

Vénus de Milo. Perdão, vírus do Nilo!

"O vírus do Nilo Ocidental foi agora identificado em mosquitos capturados numa zona da Ria Formosa, no Algarve. Em entrevista, Aida Esteves, directora da Unidade de Virologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, sustenta que, em Portugal, o risco de as pessoas se infectarem é "diminuto e quase nulo, se evitarem a exposição à picada de mosquitos". "
Assim reza o Público de hoje. Aliás, o de ontem.
Gostei muito de ler a entrevista e de saber que a equipa de Aida Esteves tinha "focado" mais a pesquisa na zona onde tinham estado os turistas irlandeses, ao pé da Quinta do Lago, do observatório e do centro de recuperação de aves do Parque Nacional da Ria Formosa e ainda de algumas ETAR [estações de tratamento de águas residuais] de Loulé e Olhão (turistas irlandeses, seus marotos, a desviarem a focagem da equipa dessa maneira...).

Mas o que me deu um enorme alento, exactamente inverso ao tamanho dos animais a pesquisar, foi saber que o risco em Portugal é quase nulo caso as pessoas evitem a exposição à picada.

E assim como quem não quer a coisa, pergunto eu: mas como é que eu evito a exposição à picada? Fecho-me num quarto completamente isolado, selado, a uma altitude superior a 1500 metros, até desaparecerem todos os mosquitos do planeta?
Despejo em cima de mim tudo o que seja repelente de mosquitos?
Para além de utilizar insecticidas de uso doméstico; redes mosquiteiras e camisas de manga comprida, calças e meias. Abençoado Agosto com chuva....
Como se mesmo assim as pessoas não fossem mordidas! Ele há quem tenha o triste fado de levar com picadas, ora!

Com exactidão, exactidão, não sei quais os presságios do vírus. Pode provocar sintomas que variam desde uma febre moderada até doenças mais graves.
O que não abarca assim muita coisa, portanto... Só 59 mil!!! Ou mais!
Tendo em conta aquela frase, que tanto me apazigua, cá para mim Aida Esteves já foi mordida. Por um irlandês... Perdão, por um mosquito atrevido que anteriormente mordeu um turista irlandês!

15/08/2004

Bilhetes de ida e volta

Quem disse que o Sol estava para durar?
Quem julga que ainda vai ter tempo de praia e mar?
Quem pensa que o tempo em Setembro vai ser igual ao do ano passado?
Ah, já sei. Deve ser a mesma pessoa que disse que formatar o computador era coisa para ser feita de seis em seis meses. Que erros fatais apareciam de quando em vez...
Ah! Fui eu!
Somos mesmo idiotas, não?

12/08/2004

Sol

O sol voltou!
E assim vai continuar. Pelo menos é o que diz o windGuru.
Maravilha!
Maravilha para quem está de férias, ora!

08/08/2004

Como disse? Pode repetir?

"- E de sobremesa vai ser?
- Toucinho do céu, que é como quem diz "heavenly bacon"..."
Mas também poderia ser umas natas do céu (heavenly cream)!
Gosto particularmente dos "savoury meat envelopes" (rissóis de carne) e de "codfish panada" (açorda de bacalhau).
Mas nada de confusões, no Porto, a tradição (que de quando em vez ainda é o que era) é francesinha, ou melhor, " meat and cheese sandwich with Piquant Sauce).
Traduções by ementa do Ar de Rio, Cais de Gaia.

06/08/2004

Eu, os outros e o espelho

Ainda na senda da extraordinária viagem nos novos comboios da C.P., presenciei a algum não menos extraordinário.

Estava moi même a tomar nota mental de tudo o que me rodeava quando deparo com o riso meio abafado da rapariga que viajava no banco da frente.
Ora, “riso?”, “Patrícia, vamos prestar atenção”, pensei eu de mim para comigo.
E assim fiz.

Mas, sinceramente não percebi nada que tivesse qualquer tipo de piada. “Bolas, tenho um risco na cara?”, “esqueci-me de tirar o nariz de palhaça?”, questionei. Não, nada disso.
A rapariga ria para mim e não de mim, como quem pede auxílio para não continuar a fazer figura de parva quando nos rimos, exteriormente, sós. Pedido de auxílio ao qual não podia de todo ser indiferente. “É prestar ainda mais atenção”, retorqui.
E de repente fez-se luz! Qual ensaio sobre a cegueira (um dia falarei sobre isto…).

No banco da frente seguia um Sr. que ao telemóvel dizia: “olha, lá, então a tua amiga fulana de tal, ainda está no departamento de não sei o quê da C.P.?”, “ai sim?”, “então vais-me fazer o favor de perguntar se é permitido, aliás, qual é a regulamentação interna da C.P. que proíbe viajar com os pés esticados e pousados no banco da frente, está bem?”, “sim, sim, eu aguardo que me ligues a dizer qualquer coisa”, “sim, porque eu aposto que há uma regulamentação interna a proibir isso”, “era só o que mais faltava não existir nada.”

Palavra de honra se percebi alguma coisa. Percebi que algum ignóbil estava a gastar dinheiro ao telemóvel, a falar alto (todo o comboio deve ter ouvido aquela conversa, bem, quase todo) e a ser o motivo de riso da rapariga, minha companheira de banco.

E de repente, fez-se luz, de novo (nem quero pensar na conta da electricidade deste mês…)!
Qual não é o meu espanto, quando, reparo que um Sr. que viajava no banco paralelo ao nosso, dormitava (gostava de saber como conseguia, porque, sinceramente é difícil com tanta luz e com aquela música de fundo…), com os pés esticados e apoiados no seu banco da frente!
Ah! Que desplante! Que desfaçatez! Como te atreves tu, oh alma, a esticar os pés, quando, por infortúnio (digo eu) viaja na mesma carruagem um Sr. com os mais elevados conhecimentos dentro dos meandros da C.P.?

Eu não queria acreditar que alguém fosse capaz de fazer um telefonema daquele género…
Meu Deus! Mas será que aquele génio (o do telefonema, claro está, que o outro, o dos pés esticados, se alguma genialidade lhe assistia, perdeu-a por completo) fará o mesmo telefonema a alguém quando o seu vizinho da frente precisar de um conhecimento no hospital, ou precisar de saber quais são os direitos que assistem quando esse mesmo vizinho receber uma carta do senhorio a aumentar-lhe sem mais nem porquê a renda?
Cheira-me que não. Mas isso sou eu, ou melhor, o meu nariz, de qualidades olfactivas inquestionáveis, a cheirar…

Tal brilhante alma saiu na estação de Cortegaça.
E a história fica por aqui, pensei eu.
Mas não.
Pois, curiosamente, no vidro do banco onde foi sentado toda a santa viagem, podia ler-se em letras quase garrafais (sem necessidade de ligar a alguém conhecido nos meandros da C.P.): “lugares reservados a pessoas de mobilidade reduzida, grávidas e acompanhantes de crianças ao colo”…
E garanto que aquele homem não preenchia nenhuma das três hipóteses.
Para além de homem, com porte pseudo atlético, levava um maço de tabaco na mão, pronto a ser utilizado mal saísse na estação…

Olhar para os outros e apontar o dedo sem antes olhar para o espelho e ver aquilo que este nos reflecte, nem sempre é boa política….

03/08/2004

Destino: Aveiro

Viajar nos novos comboios que fazem os percursos dos suburbanos, é, sem dúvida, altamente recomendável.
Primeiro por causa das espécies humanas que nos fazem companhia ao longo de todas as estações e apeadeiros até chegar ao nosso destino e, depois, porque até parece que estamos com um século de avanço em relação a tudo o resto.

Domingo, 25 de Julho. 21.30. Estação de Vila Nova de Gaia. Destino: Aveiro, pois claro.
As carruagens são comuns. Nada de portas a dividir. Estilo todos juntos e Fé em Deus...
Luz é coisa que não falta. Quem pensa que durante a viagem pode dormitar está redondamente enganado!
Para além da luz, quase que imaculadamente branca, temos a música!
Já não precisamos de levar leitores do que quer que seja para ter música durante o passeio. A C.P. encarregou-se de tudo isso! Nada de dorminhocos e ouvidos que levam com lixo musical, portanto.

Em todas as paragens (que bom saber que paramos em todas as estações e apeadeiros...), uma voz simpática, feminina é certo, tem a delicadeza de nos dizer onde estamos.
Acho que é a mesma voz da PT e da Vodafone, da TMN e da Optimus, e de mais 59 mil coisas.
Curiosamente nada tem a ver com a voz dos Alfas!

No fim de cada carruagem temos um painel que nos vai dizendo qual é o destino daquele comboio; a próxima paragem; as horas e a temperatura exterior.
Mas o mais importante é que nos diz para que lado é a saída!
Sem qualquer ironia, até que enfim que se lembraram disto. Quantas e quantas vezes fico naquele impasse: "e a saída é para que lado, mesmo?". E lá fico eu a meio da carruagem, a aguardar pacientemente que uma porta se abra. Desta feita, problema resolvido!
É só olhar para a setinha!

E a limpeza das carruagens? Tudo limpinho! Nada de escritas e riscos. Nada de "Vanessa ama Leandro". Uma beleza...
Claro que o facto de os comboios serem relativamente novos e terem tanta, mas tanta luz, ajuda. Digo eu.
E é tudo tão amplo que nem parece que estamos num cubículo de uma carruagem!
É o que eu digo: com os novos suburbanos ficamos um século adiantados!

Perguntas idiotas

"-Então o Sr. veio aqui para ajudar, foi?
-Pois, carago! Então vinha aqui para ver, era?".
(incêndio em Penafiel, a 26 de Julho)

21/07/2004

O fatal erro azul ou o drama da cor do erro

Ligar o computador e começar a organizar as ideias sobre as primeiras coisas a serem feitas é, digo eu, tarefa diária e quase automática que temos quando nos sentamos frente ao monitor.
Estava moi même nessa árdua tarefa de organização do pensamento (coisa difícil nos dias que correm), quando, depois de arrancar o mesmo (leia-se computador) "alguém" desligou a chave e o carro foi ao ar...
Ao ar não foi, caso contrário não estaria a escrever, mas para dar aquele ar dramático da coisa, foi ao ar e não se fala mais nisso.
Terça-feira, dia 13 (quem disse que o azar"treziano" só aparece às sextas? Por acaso acho que é como o Natal, estilo quando o Homem quer e o raio, mas isso já sou eu a divagar e não interessa nada...), onze e pouco da manhã, o meu computador fez "puff" (não o the magic dragon, sempre seria mais musical, ritmado e ganzado...).
"Ok Patrícia, nada de stress", "vamos com calma, isto até é cíclico", "os windows têm destas merdas, não nos vamos assustar com um reles erro azul", "nós somos capazes de dominar o animal, fazemos os backup's em modo de segurança", tá bem que eles devem ser sempre feitos, mas que tu, teimosamente insistes em assobiar para o lado e passar à frente, repetindo para ti mesma, amanhã faço...
Isto é tudo muito bonito de escrever, mas fazer, nem por isso.
Após algumas tentativas, nada funcionava. Mal arrancava e escolhia o modo de segurança, ou o modo de segurança com rede, ou com linha de comandos, nada! Zero! Uma batata! Tal qual o equilíbrio orçamental que o Professor Mâncio nos ensinava...
Computador off! E porra, estivemos nós a trabalhar até às 4 da manhã de segunda para terça, com o fim do ano judicial a três dias de aparecer, e lá foi ao ar tudo o que na madrugada anterior tinha sido feito...
Não consigo descrever detalhadamente o meu estado e os impropérios que proferi. Compreende-se... ainda estou em fase de reabilitação da desgraça da final de 4 de Julho!
É desta que vamos comprar uma maçã! Ah! Meu ignóbil, torpe e reles windows, desta não passarás!
Tratei logo de colocar o meu irmão Paulo ao corrente da tragédia. E lembrei-o da conversa que tínhamos tido nesse fim-de-semana em Aveiro: "sabes? vou mesmo comprar um Mac". O espaço não é suficiente para descrever o gáudio com que o meu irmão recebeu estas minhas palavras.
Quando lhe contava a desgraça ainda lhe disse: será que isto é uma premonição? Do outro lado do telefone ouço uma gargalhada. Curiosamente não de gozo nem sarcástica. De felicidade, mesmo. Como quem diz: Que bom! Mais uma mac user neste planeta e, ainda para mais, do meu sangue! Enfim, os sportinguistas ficam felizes com estas coisas...
De tal maneira fiquei, que, depois de refazer o que tinha estado a fazer até às tantas da madrugada, e depois de vaguear sem rumo (vaguear sem rumo é bonito... a coisa fica mesmo com um ar dramático, bolas...), liguei ao Paulinho e fugi para Aveiro! Literalmente fugi!
Aveiro tem em mim esta capacidade suprema de me devolver paz de espírito. Palavra de honra que não fumo charros, nem ando a tomar comprimidos. É uma paz quase impossível de explicar. Tudo é diferente. O ar é diferente (não sei porquê mas quando digo isto começam logo a mandar piadas sobre a Ria). O mar é mais azul (raios, azul não, que me lembra o erro fatal windows!). Tem mais brilho, seja. Até o céu é diferente. É mágico. Sem mais, é mágico.
Depois de 48 horas a respirar essa tranquilidade tive de regressar. Para além de trabalho a ser feito, no dia seguinte, sábado, um casamento de amigos chamava-me ao mundo real... (quer dizer, com tanta curva e contra curva no caminho para o mesmo, não sei se é bem real. Mas acreditem que as ouras que senti foram bem reais! Mas isso fica para outro post...).
E finalmente nesta madrugada de terça-feira, quase oito dias passados, cá está ele de novo em funcionamento.
Até ao próximo erro azul. Quase fatal...
Tudo foi recuperado, formatado e reinstalado.
Mas a maçã, essa, será comprada. Agora sem tantos stresses, claro. E portátil, que é tão bonitinha...
Moral da história: fazer sempre (como eu detesto o raio do "sempre" e do "nunca") backup's e, quando a fatalidade da tonalidade azul aparecer pelos nossos monitores dentro, fugir para Aveiro e respirar fundo durante 48 horas!
Nota: A quantificação horária pode ser ajustada às necessidades de cada um...
 
 

16/07/2004

Férias!

Dia 16 de Julho!
 
Até Setembro! São férias dentro do género, mas raios, são F É R I A S!!!
 

14/07/2004

Admirável Mundo novo...

Não, não é a obra do Aldous Huxley...
É um PowerMac G4, mesmo!
O que não dá o drama, a tragédia, o horror de ser confrontada com o erro fatal - curiosamente chamado azul... - de um windows!
A vida tem destas coisas...

09/07/2004

As reacções

Ana Gomes:
"Uma maioria, um Governo, um Presidente", assim dizia uma "sms" recebida pela Sr.ª Dr.ª Ana Gomes, quando prestava declarações, algo inflamadas, na TSF. Palavras que faziam parte do sonho de uma aliança preconizada por Sá Carneiro.
Ana Gomes não deixou de referir: "que ironia...".

João Soares:
Está com uma "profunda tristeza" em relação às palavras e decisão tomada pelo Sr. Presidente da República.
"Registo como uma posição muito digna a demissão de Ferro Rodrigues".
E como quem não quer a coisa, vai dizendo - quando lhe perguntam se é candidato para a liderança do PS - "a minha disponibilidade mantém-se porque eu sou um homem de carácter".

Luís Filipe Menezes:
"Foi uma decisão difícil. E o Sr. Presidente da República sabia que ia ter uma parte do País contra a decisão que viesse a tomar.
"Respeitaríamos a decisão, mesmo que fosse contra a nossa posição. Coisa que não tenho visto em determinadas reacções".
"Pessoalmente estou satisfeito".
"A única bóia de salvação de Ferro Rodrigues era, sem dúvida, a existência de eleições", pois dificilmente seria eleito no próximo Congresso do PS. Ora, como as não houve... 2+2 são quatro!



Néon

E a montanha pariu um rato!
Mas com uma diferença. Desta feita temos uma placa em néon que informa os eventuais incautos: Cuidado! Eu estou de olho em vocês...

07/07/2004

Welcome back to the real world!

Quarenta e oito horas passadas...
O sonho lá foi...
Mas já consigo falar da desilusão que nestas últimas horas invadiu o meu semblante. Estilo: "eu quero lá saber que tenha corrido tudo bem!"
"Eu quero lá saber que Portugal tenha ficado em 2.º lugar!"
"Eu quero lá saber que a U.E.F.A tenha considerado este Euro como o melhor de todos!"
E muitas outras coisas que, por razões óbvias, me recuso a escrever, passaram pela minha cabeça e foram proferidas pela minha boca (que o digam os residentes do n.º 90 da Praceta 25 de Abril...).
Mas seja. As coisas são mesmo assim.
E não, não vou falar sobre as substituições que deviam ter sido feitas.
Não vou falar sobre a trenguice de um dos jogadores da selecção nacional... (a Clara fez uma piada bem engraçada sobre isso: "és mesmo Pauleta", que é o mesmo que dizer "és mesmo trengo"...).
E dizia eu que não ia falar sobre isso.
E não vou. Ponto (não, não me faltou o "r". É mesmo ponto, de ponto final!).
As coisas são mesmo assim. Não tinha que ser.
Além do mais 3 semanas de coisas boas e positivas já era em demasia. Sim, que isto de ser positivo, alegre e bem disposto não pode ser todos os dias! Oh que pensam? Não faltava mais nada!
Por isso, e para que ninguém fique mal habituado, aí estão "eles" em força:
- Os casos dramáticos do telejornal da TVI.
- O processo Casa Pia.
- O processo dos Açores.
- O drama do lugar do PM.
Welcome back to the real world...

03/07/2004

E o relógio em contagem decrescente

É já amanhã a Final dos Sonhos.
Quer dizer, do Sonho do momento. Porque isto de sonhos é todos os dias. Estilo "o Natal é todos os dias...".
Mas este, é, sem dúvida, o do momento!
Por isso acho que vou continuar a pensar positivo; a ouvir a Nelly Furtado over&over; a pintar o mesmo lado da cara com o verde/amarelo/vermelho; a usar no mesmo pulso a bandeira e a ver na mesma televisão-de-todo-este-euro (pós Grécia!) o jogo de amanhã!
Supersticiosa? Moi même? Nã... Tenho é este hábito da rotina. Esta crendice. Principalmente depois do jogo com a Rússia!

01/07/2004

Ironias, coincidências, Deuses & afins...

Talvez os Deuses não estejam loucos.
Talvez seja uma premonição.
Talvez valha a pena acreditar que é e levantar de novo, agora na Final, o esplendor de Portugal!
Talvez seja uma ironia e esteja tudo lá em cima a dar umas valentes gargalhadas.
Talvez seja verdade que no Dragão só Azul&Branco é que ganha.
Talvez seja só uma coincidência.
O que é certo é que a Vida é um conjunto de coincidências...

30/06/2004

A Portuguesa

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d`amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre aterra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Interpretações

"Amanhã vamos vestir de vermelho bandeira ou verde para contrariar o laranja". Scolari dixit.
Não sei porquê, mas essa do "contrariar o laranja" pode ter diferentes interpretações...

29/06/2004

Tecnologias

Isto de convocar manif's (leia-se) "encontro espontâneo de pessoas que partilham dos mesmos ideais" por SMS tem muito que se lhe diga...
Oh, oh se tem! "É a evolução menina, é a evolução", "são as novas tecnologias, ora!".
Pois, pois.
Gosto bem mais de apreciar toda aquela azáfama em colar cartazes na calada da noite. Mas isto sou eu, que tenho uns gostos estranhos, pronto.
Tomem nota do que vos escrevo e em quantos são hoje, um dia será criado um "pop-up stopper" para os telemóveis em relação às manif's e afins!

28/06/2004

Sensações

Quer-me parecer que a montanha vai parir um rato...
Não sei porquê, mas acabei de ficar com esta sensação depois de ouvir as notícias das 23 na têsêfê.
No pouco tempo que a têsêfê dedica a toda esta novela parlamentar/partidária/europeia/whatever.
As 4 horas da "Bancada Central" falam mais alto...

27/06/2004

As diferenças

É curioso ver as diferenças entre as vendedoras do Norte e as do Sul, que são "entrevistadas" pelos canais de televisão.
"Ai menina, isto não está nada bem", "é da crise", "eles não compram nada", "já trazem os cachecóis e as bandeiras de casa"... (entendimento do Sul).
Curiosamente - estes últimos dias tenho estado na Ribeira do Porto - descobri um maravilhoso mundo novo!
Logo na primeira noite, andava a ver as t-shirts, cachecóis e respectivas bandeiras, e de repente digo um inocente: "tá mal isto... é cá uma crise!".
Resposta automática: "qual crise qual quê menina? Já fizemos negócio para um ano. Agora o que interessa é marcar golos e ganhar o euro!".
Eu olhei e sorri.
Interrogo-me sobre a resposta que receberia caso tivesse uma câmara de televisão e um microfone à frente...

26/06/2004

Confuso... II

O Euro2004.
O Primeiro Ministro.
O Euro2004.
O Presidente da República.
O Euro2004.
O Paulo Portas nos negócios estrangeiros.
O Euro2004.
O Pedro Santana Lopes como Primeiro Ministro.
O Euro2004.
O Ferro Rodrigues.
O Euro2004.
Os partidos que querem eleições.
O Euro2004.
O José Pacheco Pereira nas suas linhas.
O Euro2004.
A Teresa Patríco Gouveia que pode estar de saída.
Livra. Com tanto Euro2004 eu só vejo fintas.
Confuso, muito confuso.

Confuso...

O dia hoje amanheceu confuso.
Não sei se é o tempo. O calor é esquisito. Muito esquisito. Mas vamos ver se o desenrolar do dia o transforma em normal.
Só espero isso. Um calor normal.
Raios, que confusão pára neste Reino...