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27/06/2012

Tribunais, extinguir agregando

Foi em Junho de 2012. Abençoada coerência, continuo a pensar talqualmente assim. 

"Gosto dos pseudo arautos do saber jurídico. 
Tipo as doenças, cada caso é um caso, ponto primeiro.

E ter / ser advogado é muito mais que mostrar resultados contabilísticos e rendimentos do agregado. Sabeis o que isso é? Pois, logo vi que não. É saber que tudo nos calha. Só pseudos a opinar, é o que é. 

Tipo, trabalharam e trabalham em empresas que exercem modo fábrica. Acções copy paste, portanto. Advocacia não é isso, tenho pena e lamento. Mas não é só isso. É muito mais que acções mediáticas. 

É tratar das Marias e Josés dos bairros sociais. Questões que têm um valor muito maior que a matemática dos números. É a matemática da grandeza, a das emoções.

Em dia de Portugal e Espanha no Euro, o que me apraz dizer é coitaditas e coitaditos, me mata tu carita de pena com esse saber, que nem 1/3 imagina o que se passa no Tribunal, com pessoas e não números."

26/06/2012




"E por vezes as noites duram meses 
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos nunca mais são os mesmos 
...
E por vezes sorrimos ou choramos 
E por vezes por vezes, ah por vezes, num segundo se envolam tantos anos."

All this and Heaven too, cause every now and then, the stars align.


 "...It has a language of its own, it talks in tongues and quiet sighs 
And prayers and proclamations, in the grand days of great men and the smallest of gestures. 

 And all my stumbling phrases, 
Never amounted to anything worth this feeling, 
All this heaven, never could describe such a feeling as I'm having, 
Words were never so useful, so I was screaming out a language that I never knew existed before."

16/06/2012

É também por isto que cerro os olhos com força

"E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos."

David Mourão-Ferreira 

04/05/2012

30/04/2012

A linha ténue da sabedoria

As chamadas frases feitas, citações, lugares comuns, alcançam e conseguem a eternidade da melhor forma. São claras.
E o mais das vezes simples de entender. Só quem resiste as não entende...
"A ignorância é ousada e o conhecimento reservado."

22/04/2012

Forte ou fraco, alegre ou triste ele existe

Velho guerreiro, velho palhaço, aquele abraço! Que o meu caminho pelo mundo eu mesmo traço... E sim, cantando eu mando a tristeza embora. 
Só a saudade insiste em ficar. Grande ano o de '93, grande Católica. Na Rua das Galerias os reencontros têm destas coisas, das memórias.

Já os grandes anos é por décadas. Que dez anos e uns pozinhos, outro grande ano veio. 2004

18/04/2012

Coisas simples a reter

Never allow someone to be your priority while allowing yourself to be their option.

Com as devidas alterações a aplicar em tudo.

03/04/2012

3 do 4

Deste dia:
mimeco, substantivo masculino
Coisa boa, apetitosa.
:) Ponto.

31/03/2012

13/03/2012

Volver a sello de nuevo otra vez

Hoje foi mais um dia cheio e carregado de encontros e memórias de tempos que nos marcaram, a Católica sempre a Católica, e lembram como é bom ser quem somos e rodeado de quem nos quer acompanhar, assim mesmo sem palmadinhas nas costas e sapos que se engolem porque não temos coragem de mudar o que é possível por muito que o queiramos. E como o queremos, oh se queremos. Com acções, que é o que nos dá alento e as palavras ditas vão com o vento...

Não acompanhado na métrica do tamanho, Melo Rocha conseguiu ser grande. E marcar a história daquela que considero a minha segunda casa. Infelizmente a banalidade da métrica do tamanho só o acompanhou no tempo deste lado terreno. Muito curto.

Diz que "Adeus é para quem morre".
Erro. Quer dizer vá com Deus e volte. Sendo o voltar que for, tenha a firme certeza que ainda nos vamos encontrar e repensar esta Europa, Professor.

03/03/2012

High hopes



Com força e vontade!

Ecléctico timbre

Diz o J,

"O meu filho mais novo (9 anos), adepto do SCP, estava todo indignado com a arbitragem e solidário com o irmão mais velho, adepto do SLB.
Eu adormeci e não vi o jogo mas aposto que a arbitragem cometeu pequenos lapsos … e porventura que tenham prejudicado os passarinhos, perdão, a águia.
Bom fim de semana a todos e não fiquem tristes pois existem muitas outras coisas bem mais importantes que o futebol.
Saudações leoninas"

E eu sorri, quando o mail caiu.
Sorri com a lucidez de espírito que este ilustre Colega tem.

Simples palavras, sem holofotes e câmaras, que dizem tudo. É que existem mesmo muitas outras coisas bem mais importantes.
É também por isto que a Deontologia no CDPorto é Imensa.
Obrigada J..

26/02/2012

God can be so hilarious

Ao vivo. Diz que nunca foi gravada. É talvez uma das mais bonitas de Regina Spektor, a all in one, judia russa que aterrou no Bronx.
Cá fica o registo, performed live in NY, no fantástico ano de 2004.
Com toda a imensidão que letra tão simples traz.


18/02/2012

Reciprocidade é isto



... Há uma praia depois da sombra
uma clareira para iluminar
Há um abrigo no meio das ondas
tudo é caminho para iluminar
Por isso vem...

06/02/2012

Eu queria acreditar no destino

Quando as fronteiras não existem e o viver e sentir é de igual casta, sabe bem, que o sabe, ser identificada.
Sabe ainda melhor que seja feito no dia de aniversário.
E assim sabemos que as distâncias são pormenores que nos unem.
Obrigada Mi.

01/02/2012

Sem mais, a reter.

Letting go is not forgetting, it’s remembering without fear.

29/01/2012

É só isto e nada mais

É triste? É. Faz contraste com a paz que aqui por baixo ficou. Mas neste dia de 1845 foi publicado, pela primeira vez, no New York Evening Mirror, o poema The Raven.
Edgar Allan Poe, o escritor entre a lucidez e a loucura.
Aqui fica a mestria da tradução de Fernando Pessoa. Com olhos de reparar vale a pena...

"Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome que jamais !

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais !
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.

Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, àquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "Mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá das trevas infernais."
Disse-me o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos lá se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onda a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sobra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!"

23/01/2012