27/06/2012
26/06/2012
"E por vezes as noites duram meses
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Patricia Lousinha
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All this and Heaven too, cause every now and then, the stars align.
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Patricia Lousinha
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16/06/2012
É também por isto que cerro os olhos com força
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos."
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Patricia Lousinha
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04/05/2012
There's better things to come...
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Patricia Lousinha
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30/04/2012
A linha ténue da sabedoria
As chamadas frases feitas, citações, lugares comuns, alcançam e conseguem a eternidade da melhor forma. São claras.
E o mais das vezes simples de entender. Só quem resiste as não entende...
"A ignorância é ousada e o conhecimento reservado."
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Patricia Lousinha
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22/04/2012
Forte ou fraco, alegre ou triste ele existe
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Patricia Lousinha
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18/04/2012
Coisas simples a reter
Never allow someone to be your priority while allowing yourself to be their option.
Com as devidas alterações a aplicar em tudo.
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Patricia Lousinha
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03/04/2012
3 do 4
Deste dia:
mimeco, substantivo masculino
Coisa boa, apetitosa.
:) Ponto.
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Patricia Lousinha
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31/03/2012
Anything at all
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13/03/2012
Volver a sello de nuevo otra vez
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Patricia Lousinha
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03/03/2012
High hopes
Com força e vontade!
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Patricia Lousinha
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Ecléctico timbre
Diz o J,
"O meu filho mais novo (9 anos), adepto do SCP, estava todo indignado com a arbitragem e solidário com o irmão mais velho, adepto do SLB.
Eu adormeci e não vi o jogo mas aposto que a arbitragem cometeu pequenos lapsos … e porventura que tenham prejudicado os passarinhos, perdão, a águia.
Bom fim de semana a todos e não fiquem tristes pois existem muitas outras coisas bem mais importantes que o futebol.
Saudações leoninas"
E eu sorri, quando o mail caiu.
Sorri com a lucidez de espírito que este ilustre Colega tem.
Simples palavras, sem holofotes e câmaras, que dizem tudo. É que existem mesmo muitas outras coisas bem mais importantes.
É também por isto que a Deontologia no CDPorto é Imensa.
Obrigada J..
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Patricia Lousinha
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26/02/2012
God can be so hilarious
Ao vivo. Diz que nunca foi gravada. É talvez uma das mais bonitas de Regina Spektor, a all in one, judia russa que aterrou no Bronx.
Cá fica o registo, performed live in NY, no fantástico ano de 2004.
Com toda a imensidão que letra tão simples traz.
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Patricia Lousinha
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18/02/2012
Reciprocidade é isto
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Patricia Lousinha
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17/02/2012
Talqualmente assim. Sem mais
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Patricia Lousinha
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06/02/2012
Eu queria acreditar no destino
Quando as fronteiras não existem e o viver e sentir é de igual casta, sabe bem, que o sabe, ser identificada.
Sabe ainda melhor que seja feito no dia de aniversário.
E assim sabemos que as distâncias são pormenores que nos unem.
Obrigada Mi.
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Patricia Lousinha
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01/02/2012
Sem mais, a reter.
Letting go is not forgetting, it’s remembering without fear.
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Patricia Lousinha
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29/01/2012
É só isto e nada mais
É triste? É. Faz contraste com a paz que aqui por baixo ficou. Mas neste dia de 1845 foi publicado, pela primeira vez, no New York Evening Mirror, o poema The Raven.
Edgar Allan Poe, o escritor entre a lucidez e a loucura.
Aqui fica a mestria da tradução de Fernando Pessoa. Com olhos de reparar vale a pena...
"Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais."
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome que jamais !
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais !
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais".
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, àquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "Mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá das trevas infernais."
Disse-me o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos lá se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onda a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sobra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!"
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Patricia Lousinha
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23/01/2012
A imensidão de uma paz
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Patricia Lousinha
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