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03/03/2012

Ecléctico timbre

Diz o J,

"O meu filho mais novo (9 anos), adepto do SCP, estava todo indignado com a arbitragem e solidário com o irmão mais velho, adepto do SLB.
Eu adormeci e não vi o jogo mas aposto que a arbitragem cometeu pequenos lapsos … e porventura que tenham prejudicado os passarinhos, perdão, a águia.
Bom fim de semana a todos e não fiquem tristes pois existem muitas outras coisas bem mais importantes que o futebol.
Saudações leoninas"

E eu sorri, quando o mail caiu.
Sorri com a lucidez de espírito que este ilustre Colega tem.

Simples palavras, sem holofotes e câmaras, que dizem tudo. É que existem mesmo muitas outras coisas bem mais importantes.
É também por isto que a Deontologia no CDPorto é Imensa.
Obrigada J..

06/02/2012

Eu queria acreditar no destino

Quando as fronteiras não existem e o viver e sentir é de igual casta, sabe bem, que o sabe, ser identificada.
Sabe ainda melhor que seja feito no dia de aniversário.
E assim sabemos que as distâncias são pormenores que nos unem.
Obrigada Mi.

29/01/2012

É só isto e nada mais

É triste? É. Faz contraste com a paz que aqui por baixo ficou. Mas neste dia de 1845 foi publicado, pela primeira vez, no New York Evening Mirror, o poema The Raven.
Edgar Allan Poe, o escritor entre a lucidez e a loucura.
Aqui fica a mestria da tradução de Fernando Pessoa. Com olhos de reparar vale a pena...

"Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome que jamais !

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais !
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.

Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, àquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "Mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá das trevas infernais."
Disse-me o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos lá se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onda a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sobra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!"

23/01/2012

20/01/2012

Só estrelas no céu

A música diz que não e que fazem falta para dourar o caminho.
Pena que algumas sigam essa estrada tão cedo.
É que infelizmente cada vez mais as há. No céu.

24/12/2011

Loud and clear, as coisas simples como elas são!

Deixemo-nos de pretéritos imperfeitos e almejemos pela conjugação presente e futura fazendo com que esta época ultrapasse qualquer calendário e não fique cingida a 24 horas, mas que perdure sempre!

Boas festas, sem calendário!

29/11/2011

Mais do que a nossa vista alcança

Não é um piqueno livro e muito menos o Código de Trabalho. "Mas é Jobs, oh ironia..."
Em altura de grandes e profundas mudanças, nos meus e em mim, onde a palavra de ordem é sossegar o espírito desordenado, nada mais sublime que receber estas pequenas serenidades.
Porque talvez a consciência perdure... Obrigada.
E em paz imergimos.

26/11/2011

Profícuas arrumações no Reino

Nem só de backup's vive a nossa história. Mas é um passo gigante de ajuda em tornar a encontrar aquilo que nunca perdemos. Marcas que embevecem, só de olhar e ler determinados momentos. Ah pois, porque até esses podem ser lidos...

Em 2004 o espírito já era assim, todos diferentes mas juntos numa causa maior e denominador comum.

Estamos em 2011, a caminho de um novo ano.
As pessoas cresceram e outras merecidamente descansam deste trabalho por amor a uma camisola. E força? Essa continua a mesma!



Alves dos Santos, PL, Osório de Castro, Quintas e Monteiro da Rocha.



PL, Quintas e Guilherme Figueiredo


22/11/2011

Verdades absolutas

Temos certezas - cada vez mais - que é nos momentos marcantes da nossa vida que procuramos os que mais queremos.
E são eles os nossos alicerces, aqueles que nos aguentam e dão força. Com e das formas mais simples. Sem imaginar que o fazem, a imensidão está mesmo aí.

10/09/2011

Assim mesmo, sem mais.

My sign is vital, my hands are cold.
Don't grumble, give a whistle.

31/08/2011

D'Alma

Terminar o mês de Agosto sem chuvinha e pérolas cá de dentro, é uma cena que não nos assiste. Em todos os sentidos.
(Foto enviada pela Ex.ma Letinha, oriunda da famosa zona de Avintes - ambas -, tirada na grande Festa da Broa 2011).

09/08/2011

O voluntariado do sangue, versão 2011

Sangue, literalmente atirem vida e dêem sangue!
Não fiquemos só pelo Porto, Lisboa ou Coimbra.
E tentar a deslocação de uma unidade móvel? Isso é que era! Consultem as hipóteses aqui.

Que não seja só amanhã. Há mais dias e até aos sábados podem dar uma gotinha, vá...
No Porto, amanhã, encontram a Bárbara, o Sérgio, o Bruno, a Ana, o André, a Dra Ofélia, a Enf.ª Luísa ou a Leonor.
Em Lisboa, já sabem, estará presente o mentor destas coisas tão simples. Sim, o Senhor Pedro.

12/07/2011

Coisas simples, estas


"O caminho faz-se caminhando..."

24/06/2011

A diferença da igualdade

Hoje não é só dia do nascimento de S. João Baptista. É dia do Cigano e voltei a lembrar-me da Elvira. Como em todos os meses de Liberdade

"Era a minha melhor amiga na primária. Terminada a 4ª eu continuei ela nem por isso. Além do mais não era preciso saber mais que aquilo, o ler e escrever e o casamento já estava definido desde que nasceu. Gostava muito dela e ela de mim. Ainda nos vimos durante uns 3 ou 4 anos, mais nada. Iam para Espanha. Quando hoje me cruzo com algum deles, que são mais que muitos, olho com olhos de reparar, na esperança de voltar a encontrar a Elvira. Também por isso esta reportagem do Rui Tukayana me chamou à atenção.
Para quem não ouviu aqui fica, O Bê-á-bá dos Ciganos."

19/06/2011

You've been warned, sing it out loud!


Hang with the rats and smoke cigars, have a break with Frank and count the stars...

18/06/2011

Deceptions


"Magic it's the only honest profession." Smile and wave, smile and wave...
Aqui, a notícia no D.N..

09/06/2011

Sex, drugs & Caracóis!

Siga a marcha, qu'é linda!

23/04/2011

A ironia da data


Podia escrever grandes linhas porque acima de tudo tu mereces. Mas não consigo. Mesmo. Não agora. Sim, só percebemos a importância das pessoas - quase sempre, tarde - quando as não temos. Os amigos não são excepção.
Para além da guitarra, Sabina será sempre a tua marca. Obrigada, "família" CMC.

11/04/2011

As coisas simples como elas são


"Não entres nesse comboio amor
Que vai rumo a essa terra longe
Onde as pessoas almoçam de pé
E nem sequer dizem olá

Por isso vai por mim,
Não entres nesse comboio amor
Não lhe atendas o telefone amor
Ele só te vai trazer amargos
Isso é porque ele não gosta de ti
E tu ainda gostas de mim

Por isso vai por mim
não lhe atendas o telefone amor
vai por mim
a cidade não te assenta bem
vai por mim
não deixes que te assentem
cimento no coração

Não te cases já, ó meu amor
pensa bem no que isso significa
não te esqueças de olhar para trás
ainda tens quem te queira bem
por isso vai por mim
não te cases já, ó meu amor

Diz à mãe que me ligue, rapaz
sei como é a vida na cidade
e sei que nos pode consumir
ao ponto de se almoçar de pé
por isso vai por mim

Diz à mãe que me ligue rapaz
aceita os meus pêsames amor
já passaram sei lá quantos anos
o teu homem, Deus já tem
e tu ainda teimas, criatura

Vai por mim,
entra lá nesse comboio, amor
vai por mim
a cidade não te assenta bem
vai por mim
não deixes que te assentem
cimento no coração..."

Os Beatles, RuiVeloso, os Azeitonas e tudo e tudo.

09/04/2011

Mai'nada

Nós somos bons amigos, somos anfitriões. Somos desenrascados, somos brincalhões
Nós somos grandes praias, também somos fadistas
Somos os maiores, nós somos recordistas
Nós somos frescura, somos muito prazer. Nós somos a cerveja, nós somos bem viver
E Somos nós!
Somos festivaleiros somos todos doutores, também somos bairristas e descobridores
Somos loucos por bola, nós somos a paixão. Somos futebol, nós somos selecção.
Nós somos a Mini, somos original. Nós somos a frescura, nós somos Portugal! E somos nós!


Cada vez mais estamos "melhores" na publicidade. Muito bom!

Quanto a música? De facto, music is my life. Nunca tenho dúvidas e raramente me engano, na que ouço mas essencialmente na que dou. Amén.