08/04/2018
12/09/2016
11 de Setembro de 2001
Há 15 anos atrás, menos horas mais minutos, estava refastelada no sofá preto da Costa, com a televisão ligada na SIC. E tal como milhares de portugueses que àquela hora viam o jornal da hora de almoço, vi tudo aquilo em directo. A diferença é que o B. estava lá.
Ainda hoje enquanto escrevo isto e sempre que me lembro, não consigo ficar indiferente e sinto exactamente o mesmo. O arrepio, o pânico. O medo de saber que é mesmo verdade, que tudo muda num segundo. Também por isso é que eles, os segundos, são eternos. Há quinze anos atrás, aquele não foi só o dia em que a América mudou. Mesmo sem lá estar o mundo de todos também mudou. E sabemos que realmente o que foi não volta a ser mesmo que muito se queira...
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Patricia Lousinha
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17/04/2016
Pedir à saudade cautela
"Pedir à saudade cautela é poético, mas nada nem ninguém tem o encanto e a mestria da vida."
Parabéns Kika côdegosa, sobrinha neta que cada vez mais é maior!
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Patricia Lousinha
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31/12/2015
There's better things to come... Bom 2016!
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27/12/2014
Maria, José. Manuel, João. You name it!
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19/10/2014
Mundo perfeito
Num mundo perfeito não haveria pessoas más. Num mundo perfeito não teríamos dor, desilusão, saudade. Mas não há mundos perfeitos. Há, isso sim, momentos que nos dão a alegria de saber como somos grandes, aprendemos e crescemos com o lado mau dos outros. As imperfeições.
O "m'espanto às vezes outras m'avergonho", de Sá de Miranda, marca do Abrupto, que gosto muito e tanta vez a "uso", é isso mesmo. Uma imperfeição do que temos. Gostava muito mais de a completar, com o "m'espanto às vezes outras m'avergonho com a grandeza dos que nos rodeiam".
Ontem, a ida e dia passado em Braga, relembrou isso mesmo. Que não há mundos perfeitos mas que há juízes em Berlim!
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Patricia Lousinha
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Labels: "Oh Inclemência Oh Martírio Será porventura periclitante a saúde desse menino que eu ajudei a criar?", As maravilhas do Norte
11/06/2014
"O sorriso audível das folhas..."
Pessoa já o dizia.
Eu continuo a acreditar no destino porque em certos momentos somos donos dele e a acreditar que um dia, sempre um dia!, as flores vão aqui nascer.
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Patricia Lousinha
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30/04/2014
Tão isto, mas tão isto.
"There is no present or future, only the past, happening over and over again, now."
Eugene O’Neill
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26/04/2014
Maior que o pensamento
Nos sons que nos chegam acompanhados de memórias e coisas nossas.
O jantar já lá vai e é hora de voltar a casa.
Chuva miudinha e um grupo de romenos, turcos, whatever, que sobe a calçada. Entre o barulho dos carros e biciletas que atravessam as poças com as rodas mais ou menos grossas, esse mesmo grupo, fá-lo em fila indiana ordenado por sexo.
Não os entendo, só sei que berram muito, muito, numa língua que não conheço ou sequer compreendo. Homens na frente mulheres atrás. A última mulher berra com o primeiro homem. Berra muito. Não os entendo, só sei que é um berro sentido e compreendido por todos.
No fim da calçada e já na praça, ficam todos reunidos mas ordeiramente divididos. Homens, mulheres. Percebo a dor de ambos. O homem que liderava a subida na sua língua e da maneira que melhor sabe, grita. Grita muito, gritos de dor e chora. De joelhos dá murros no chão. Grita ainda mais. A mulher, que tantos gritos deu, está agora calada com ele ajoelhado no chão. Afagando-lhe a cabeça, aconchega-o entre as saias que veste e chora também. Em silêncio.
Esse grupo de romenos, turcos, whatever, que subiu a calçada aos berros, homens na frente mulheres atrás, esse mesmo grupo que não os percebi, mas que as feições bastaram para a legenda, está calado.
Eles não o deixaram só e elas não a abandonaram.
Ele magoou-a, com actos e omissões. Profundamente. Os barulhos das rodas, das poças e da chuva que caía voltou. Em paz.
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01/04/2014
A traição da memória
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23/03/2014
As noites que duram meses e os meses oceanos...
"... E por vezes sorrimos ou choramos. E por vezes por vezes, ah por vezes, num segundo se envolam tantos anos."
Os dias? Duram anos.
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14/10/2013
I need your grace and you need me
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12/10/2013
T de tenacidade
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31/07/2013
Todo este céu, de pássaros e tons muito assombrados
Leroy Merlin obrigada por teres pessoas capazes de se colocarem no nosso lugar.
Carrinha publicitária estacionada no início/fim da Avenida com pub e música .
A isso acrescentemos o barulho normal de um sítio com volume de trânsito brutal, semáforos, entrada e saída da A1, ambulâncias, bombeiros, camiões tir, linha de metro, autocarros...
É dia. Há luz natural. Desço, atravesso o passeio. Bastou olhar e com o simples gesto do "então? Tem mesmo de ser aqui colado?". A carrinha publicitária estava estacionada no passeio. Passeio esse que com as obras feitas permite, também, o estacionamento.
E esse gesto bastou. Simples e bastou, para um dos 3 funcionários distribuidores dos catálogos, desligar automaticamente o som e pedir desculpa.
Sem sangue, berros, a paz possível voltou.
Regresso satisfeita. Com a oferta de um sorriso e o catálogo 2013 carregado de vales.
Coisas simples que nos enchem a 200%.
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14/07/2013
Para sempre
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20/06/2013
Baby, but you're, but you're one in a million
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18/06/2013
Morreu Saramago e pouco passava do meio-dia
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08/05/2013
It's a new dawn. It's a new day. It's a new life
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20/02/2013
Uma vida. Fix you, sempre!
"A gente vive na mentira, já nem dá conta do que sente, Antes sozinha toda a vida que ter um coração que mente." O amor não é assim tão easy como nos embala a música, mas é o princípio, o meio e um dia será o fim de uma história. Depois de 4 anos e 3 meses de namoro, os Pais deram o nó e hoje celebram a data oficial de casamento. Cinquenta e nove anos. Parabéns e obrigada! Também pela lição de vida, porque nem tudo são margaridas.
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13/01/2013
Os vivos, os mortos e os que andam no mar
Já Platão o dizia na obra inacabada.
Como o saber não ocupa lugar, cá fica registado o momento. Bom ano para todos, recheado de coisas simples. As que enchem a alma.
Tal qual o S. Gonçalo. Amarante, Aveiro, Gaia, you name it.
Que o Santo é nosso e de todos!
"É com rufar dos bombos, tambores e caixas de guerra que os Mareantes do Rio Douro chamam as pessoas para prestar homenagem ao seu Santo percorrendo as freguesias de Santa Marinha e Mafamude onde se encontra com a comissão Velha e Nova da Rasa.
Os Mareantes são um vasto grupo do qual fazem parte os Mordomos que transportam, durante a festividade, a imagem de S. Gonçalo (padroeiro dos barqueiros do rio), a cabeça de S. Cristóvão (padroeiro das gentes do mar) e um terceiro elemento encarna a figura de São Roque, já as Comissões Velha e Nova da Rasa transportam a imagem de S. Cristóvão e a cabeça de São Gonçalo.
O S. Gonçalo está na rua.
Esta festa não tem música, não tem coreto nem ornamentações, tem gente, muita gente devota que anualmente cumpre o ritual de acompanhar o Santo, que representa o ano novo que chega com a promessa de fecundidade.
Festa antiga de raiz romana, cristianizada com o decorrer dos tempos, atrai milhares de populares, tendo como ponto alto o tradicional "beijo das cabeças" na Igreja de Mafamude, onde o S. Gonçalo deverá entrar de costas viradas para o altar sob pena de ficar ali retido até o ano seguinte.
O "beijo das cabeças", com as imagens que representam S. Gonçalo e S. Cristóvão. A festa invoca igualmente S. Roque, protetor dos antigos carpinteiros navais, representado no cortejo por um Mareante vestido de frade, erguendo alto o bordão e a cabaça. Na igreja de Mafamude, fazem-se as preces ao altar de S. Gonçalo para que o ano, que mal começou, corra bem para todos
Cumprido o ritual, o público presente irrompe numa explosão de alegria e ouve-se a cantiga, quais palavras de ordem: "O Santo é nosso, o Santo é nosso o corno é vosso. E ele é nosso! E é, é, é!"
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Patricia Lousinha
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