31/10/2010

Bem-vindo ao clube dos encarnados

We never got it off on that revolution stuff

I'm gonna make him an offer he can't refuse

O Borda d'água, diz que hoje, último dia do mês de Outubro é dia de fogo novo e inspiração.

Uma pessoa tem destas coisas de quando em vez, vá, várias vezes, pronto. Mas finalmente percebi que a Protecção Civil é a maior e se não fosse a dita, coitadinho do amarelo.
Acabei de fazer clique e finalmente fez-se luz. Ouvir o Chávez com aquela voz nasalada e pausada dizer, "José... Sócrates... es mi amigo... es un bom hombre..." lembra ou não lembra o Corleone?

Pronto, era só. Boa festa de Samhain!

29/10/2010

Resistir, sempre

Nothing is so strong as gentleness and nothing is so gentle as real strength.

Veste a mais garrida saia

24/10/2010

All together now, que os Deuses andam loucos

Tenho para mim que a vinda do Chavez é uma ameaça. "Ou aceitam o OE11 ou os meus amiguinhos tomam isto! Estamos entendidos?".
Entretanto, let's play the music o hit do momento: põe tua mão na mão deste senhor da Venezuelaaaa... E Viana nunca mais será a mesma.

23/10/2010

K.I.S.S.


Some kind of nature, some kind of soul.
Some kind of mixture, some kind of gold.
Some kind of majesty, some chemical load.
Some kind of metal, made up from glue.
Some kind of plastic I could wrap around you!

22/10/2010

Hoje é dia da poliglota!

Achas que é pela lullaby? Nada disso. Em devido tempo eu própria ensinarei a Francisca a cantar o Twinkle, Twinkle de trás para a frente e de frente para trás. É por causa do anúncio, oh menina do marketing. Sim, lui-même. Parabéns, muitos e muitos e sempre valentes e fortíssimos! Bottom line, mantém o registo, bitte!

Verdades

"Não é a sua voz que me causa impressão, dr. Marinho Pinto, mas os seus slêncios. Causa-me impressão que utilize a sua voz para fazer a colagem ao poder político mas cale a Casa Pronta nas mediações imobiliárias. Causa-me impressão que o estatuto da Ordem dos Advogados possa ser apresentado ao Governo à revelia da própria classe. Os seus silêncios incomodam-me mais que a sua voz." (F. Fragoso Marques, debate em Viana do Castelo)

21/10/2010

"... M'espanto às vezes, outras m'avergonho..."

Estas publicações no portal da OA revelam muita coerência... Oh se revelam. Ah, estamos em período eleitoral. E os que não votavam, agora até vão votar. Pois. Compreendi. Bendita capacidade que tu tens, rapariga. A de compreender e ver além.
O sublinhado e itálico é meu. Com muito gosto!

*

Mensagem do Bastonário:
(20-10-2010)
Exmos. Colegas

A propósito de algumas notícias publicadas e amplamente divulgadas nos órgãos de comunicação social, decidiu o Bastonário tornar pública a seguinte posição:

1 Repudiar a campanha infame, com o intuito ostensivamente persecutório, de alguma comunicação social ao atentar, como atentou, contra a dignidade e prestígio dos advogados que participam no sistema do Acesso ao Direito.

2) Solidarizar-se com todos os Colegas que, por causa do exercício das suas funções no âmbito do apoio judiciário, foram visados por uma notícia que falseia a realidade, evidencia uma incontestável má fé, uma clara imprecisão e uma vergonhosa falta de isenção.

3) Enfatizar a importância dos advogados na efectivação do direito fundamental que a Constituição assegura aos cidadãos, sobretudo aos mais carenciados, de acesso ao direito e aos tribunais.

4) Reafirmar a defesa intransigente do modelo de defensor oficioso actualmente vigente, por ser aquele que melhor serve o cidadão e o único que oferece garantias de respeito dos seus direitos, liberdades e garantias.

5) Manifestar a sua total oposição à criação da figura do “defensor público” ou de outros modelos similares, que representa um atraso civilizacional impróprio de um Estado de Direito Democrático e Moderno e põe em causa a liberdade e independência do advogado no patrocínio oficioso.

Com as cordiais saudações do
Colega ao dispor

A. Marinho e Pinto
Bastonário
*

Deliberação:
(20-10-2010)

O artigo 20º da Constituição da República Portuguesa estabelece o princípio do acesso ao direito e aos tribunais, direito fundamental dos cidadãos, garantido pelo Estado mas, essencialmente, cumprido e efectivado pelos Advogados Portugueses.

Consciente de que a Ordem dos Advogados é a instituição que está em melhores condições de assegurar o cumprimento e satisfação do Acesso ao Direito, o legislador tem atribuído a esta instituição competências, antes dispersas por outras entidades.

Por sua vez, a Ordem dos Advogados implementou as ferramentas necessárias para dar cabal cumprimento ao actual modelo de Acesso ao Direito, único que garante que o cidadão seja patrocinado por um Advogado em circunstâncias similares as que teria se constituísse mandatário.

Só um patrocínio oficioso assente na liberdade, autonomia técnica e independência do advogado, pode garantir a concretização dos Direitos, Liberdades e Garantias do cidadão.
Porém, ao acréscimo de responsabilidades que vão sendo assumidas pela Ordem dos Advogados, corresponde um acréscimo das obrigações dos Advogados que garantem aos cidadãos o acesso ao direito aos tribunais.

Face a esta nova realidade, a inexistência de uma estrutura especialmente vocacionada para o apoio aos Advogados que abraçam tão nobre missão, tantas vezes sujeita a críticas injustas e infundadas – e há muito tempo desejada e aclamada por estes Colegas – constitui uma lacuna que cumpre colmatar.

Assim, o Conselho Geral da Ordem dos Advogados, reunido na sessão plenária no dia 20 de Outubro de 2010, nos termos do disposto no artigo 45º, nº 1, alínea n) do Estatuto da Ordem dos Advogados delibera:

1 – Criar uma comissão eventual que apresente uma proposta para definir os fundamentos, objectivos e regulamento do futuro Instituto de Acesso ao Direito da Ordem dos Advogados.

2 – Conceder para o efeito o prazo máximo de 10 (dez) dias.

3 - Nomear os senhores advogados a seguir identificados para integrar a referida comissão:
- Dra. Sandra Horta e Silva
- Dra. Inês Soares de Castro
- Dra. Margarida Lamas
- Dra. Lara Roque Figueiredo Martins
- Dr. Rui Cunha
- Dr. Nuno Ricardo Martins
- Dra. Elina Fraga
- Dra. Fátima Bento

18/10/2010

Do dia

A vida além de escola é uma guerra, por isso "o que não me mata, torna-me mais forte."
Acabo de receber uma notificação que me deixa atónita, ou talvez não, avaliando tudo desde o início.
Mas apesar das surpresas, ainda acredito em Colegas de c maiúsculo que envergam a toga. É que hoje, no mesmo dia e quase em catadupa, quatro Colegas revelaram o lado garrafal da grafia.

O sol, hoje, está ainda mais Esplendoroso!

Repara como não é mencionada A palavra...

10/10/2010

A million velvet violins

Às Marias e Zé's deste mundo

"Maria é uma pessoa comum. Igual a tantas outras. Saída da mesma fornalha de mais de noventa por cento dos mortais.
Maria tem um sorriso alvo que contrasta de forma exímia com o escárnio e maledicência que recebemos em todas as palavras que não diz. Mas que as pensa… porque as pensa. A sua consciência só as deixa pensar. Extraordinário! Maria, afinal, tem consciência.
Mas Maria não tem coragem de dizer tudo o que pensa. E é pena. Porque Maria deve pensar muito.
Maria tem uma maneira de ser que cativa quem a rodeia. E que quase nos faz pensar “porque não somos assim?”. Mas Maria deixa cair a sua “primeira-de-mão-de-verniz” quando, quem a rodeia – aqueles dez por cento -, pára para reparar.
Se há coisa que não mente e não engana é o olhar. E se repararmos no olhar que Maria nos deita e deita a quem passa, e o olhar daquilo que pensa de quem fala, mesmo não dizendo tudo aquilo que pensa (mas pensa-o!), percebemos que Maria cada vez mais é uma pessoa comum.

Nem sempre somos fáceis de entender. E muito menos de gostar. É preciso paciência. Atenção. Dedicar tempo a reparar. E saber esperar.
As coisas não são como queremos. E não podemos moldar os outros como se fossem um bocado de barro – execrável, é certo - nas nossas mãos.
Mas enquanto esperamos e reparamos, construímos as nossas teses mentais. Mortais, é certo. Mas teses.
Maria não deve gostar muito de si. Mas em contrapartida gosta de tudo aquilo que vê nos outros. Independentemente de ver nos outros muito ou pouco.
Independentemente de, aquilo que vê, a leve a ponderar “porque não sou eu assim?”.
Maria tem inveja de tudo o que a rodeia? Não. Maria só sabe ver. Nem concebe que seja possível reparar no que a rodeia.
Mas Maria tem pena de não conseguir ser como tudo o que a rodeia. De não conseguir ter o que quem a rodeia tem. Mesmo que não tenha Maria pensa que tem. Porque Maria até pensa.
Independentemente de ser bom ou mau o que a rodeia. Maria não gosta mesmo de si.

Maria é uma pessoa comum. Maria é mais um. Um comum mortal.
Igual a quase noventa por cento de tudo o que nos rodeia e por isso Maria não tem necessidade em mudar. Faz parte da maioria. Para o bem ou para o mal, Maria situa-se na maioria.

Abençoados os que não são comuns. Mesmo estando rodeados de pessoas comuns... Mais abençoados sejam esses!
Abençoada Maria que nos faz entender o porquê da nossa diferença. O porquê da nossa minoria."

Retratei a "Maria" em 2004. Mais de seis anos passaram e constato que esta estória ficou na história. Na minha história e de todos aqueles que me rodeiam. Os que insistem em encolher os ombros dar-me-ão razão. E eu estarei cá ainda que acompanhada deste astigmatismo e hipermetropia, eu sei que vejo longe.

Follow your soul


Não tem nada a ver, mas o Go, go, go de Mónica Ferraz faz-me lembrar Gabriella Cilmi com Sanctuary. Este rectângulo está cada vez melhor no que diz respeito a música, marketing, publicidade e afins.

Olhando para os acontecimentos recentes, despesas realizadas por determinados órgãos públicos quando são feitos cortes e pedidas contenções em virtude da crise, fico triste que a arte de combinar os sons de forma agradável ao ouvido esteja a ganhar asas para outras áreas. E a música comece a ser uma orquestra com partituras estranhas...

And I'm crying for things that I tell others to do without crying


Dia 10, do 10, de 2010. Às 10.

(...)
Los grillos cantan por el oeste,
la señorita va por lo verde.
Los grillos cantan bajo las flores,
los caballeros van por el norte.
(...)

Para que conste e fique registado em acta

As mulheres perdidas, são - de facto - as mais fáceis de se encontrar.

09/10/2010

Até que passe, logo que passe a monção

Always look on the bright side of life

Uma ida à Lei

Manuel António Pina

O bastonário, que tanto se queixa dos magistrados quanto às indignidades do funcionamento da Justiça, faria bem se olhasse para a própria casa.

Ontem, fui chamado à Lei. Ao contrário dos guardiões de "A Lei", de Kafka, os guardiões do 3º Juízo Criminal do Porto são gente cordial e paciente; por aí, a minha aventura na Lei seria uma sensaboria.

Só que, mesmo não esperando que a Lei servisse chá e bolos, contava eu que tivesse umas cadeiras onde chamados e escolhidos se sentassem. Não tem. Advogados, queixosos, arguidos, testemunhas e público amontoam-se ali em dois lanços de escada e, se quiserem sentar-se, têm que fazê-lo (e é o que fazem) nos degraus ou em "zazen" no chão, pois que os colos uns dos outros estão fora de hipótese.

A Lei, amiúde anfitriã mal encarada, prestava-se ontem a receber os convidados mal estes, cumprindo escrupulosamente a hora fixada, chegaram. Só que, menos escrupulosa, uma incerta advogada, regendo-se no caso pelo fuso de Santa Maria da Feira, onde (ou ali ao lado, no Mercado do Bolhão) alguém a desencantou, se esteve nas tintas para Lei, juiz, procurador, cliente, colegas, testemunhas e só pôs os saltos altos no local quase hora e meia depois. Atrasos assim costumam custar aos cidadãos não advogados entre 204 e 1020 euros. A mim e a mais uma dezena de pessoas, o atraso de Sua Anónima Advogância custou uma hora e tal de pé e as pernas inchadas para o resto do dia.

O bastonário, que tanto se queixa dos magistrados quanto às indignidades do funcionamento da Justiça, faria bem se olhasse para a própria casa.

Manuel António Pina | Jornal de Notícias | 08.10.2010

If I kiss you where it's sore, will you feel better?

Justice must be seen to be done. Ponto.
Sim, eu ainda quero acreditar no destino.

08/10/2010

December

Better

A 9 e sem travões, a versão Scheduled está de volta

De preferência ao meio-dia ou às 22.59, quem sabe cumule os dois horários.
Os tempos estão agrestes, tal qual o vento.
As eleições da OA aproximam-se e muitas outras coisas, bem mais importantes que tudo isso, têm de ser ponderadas. As nossas costas aguentam, têm naturalmente aguentado é um facto e sem fardo, mas começam a vergar e a perder a vontade de continuar no timbre valente e fortíssima.

Gostava que tudo fosse mais fácil, porque simples sempre foi, e que as pessoas soubessem quando devem parar. Parar de se tentar colar a uma vida que não é a delas, e que não lhes pertence, por muito que tentem passar para o mundo exactamente o contrário. Lamento, mas quanto muito, pontualmente e de onde a onde têm um ou outro episódio. Nada mais.

Também por isso vou descansar. Até já, que se há coisa que tenho, é a capacidade suprema de contornar muita merda. As férias serão breves, espero. Se não forem, mandarei postais tal qual a música...

05/10/2010

Especial eleições

As eleições na OA estão a chegar. Sempre que possível for, colocarei aqui no Imenso os debates realizados. Podia escrever umas linhas com mais sumo ainda que de caracteres e quem sabe mais poéticas. Mas sinceramente não quero. Temos todos meninges e quero acreditar que somos seres pensantes. Por isso vejam, oiçam e quando não souberem perguntem.
Debate em Aveiro, a 28 de Setembro, com os três candidatos:
1.ª Parte
2.ª Parte
3.ª Parte

Do dia

O conceito de cadáver acolhido no tipo penal do artigo 254º do Código Penal, mormente na al. a) do seu nº1, abrange todos os despojos de uma pessoa falecida, mesmo que reduzidos ao esqueleto ou ossadas.

"Comete o crime de profanação de cadáver, o arguido que, sem legitimidade para tal, instruiu os coveiros do cemitério para procederem à limpeza do jazigo, nomeadamente que retirassem do mesmo os cadáveres, sem respeito pelos despojos humanos."

Ac. Tribunal da Relação de Guimarães

"... M'espanto às vezes, outras m'avergonho..."

Mas cada vez menos. Pena tenho que os mais incautos que só lêem as gordas não percebam que andam a perder o sumo...

04/10/2010

Podia ser estória

Na primária e ciclo tinha uma amiguinha, a Iva, que era tipo mascote pelo tamanho. Pequenina, pequenina. No liceu estava um bocadinho maior.
No outro dia encontrei-a. Está ENORME.
"Então, Iva, como estás? Olha, como querem. Já passei essa fase, mas estou numa de crescimento..."

Haja boa disposição. Ou isso ou mudemos rapidamente de nome, sim?

02/10/2010

Dias cheios, dias de quase tudo

O Ricardo e a Liza vão receber a bênção oficial fazendo companhia aos frutos, Salvador e Caetana. Eu que lá deveria estar, com muita pena minha, não estarei.

Os U2 estarão no centro, onde todos sabemos que se situa a virtude, acompanhados da Ana e do Zé, o início do alfabeto!
Sim, ainda que os acordes sejam diferentes, sinceramente esperamos, que seja a continuação do primeiro dia do resto das vossas vidas. Será uma revolução, é sempre uma revolução, e a música é a senha.

É o fim-de-semana da primeira papa da Princesa, Flor boneca Michelin (da mais fina porcelana!). Mas a tia babada, estará de molho, com uma amigdalite brutal, sem a maviosa voz, depois de uma semana algo pesada de labuta e mudanças de temperatura radicais.

Resta-me a música e o que falta da temporada BL. Depois teremos os filmes que por cá pululam. Quem sabe a limpeza ao disco da maçã compensa e o Lousadário fica em dia. Tempo não vai faltar...

El camino? El camino se hace caminando