30/10/2007

Os flashes da vida que não queremos eternos

Nada é eterno. Nada dura para sempre. Mas como bem sabemos, um segundo basta para que as coisas, as pessoas, os sentimentos durem. Para sempre. Fiquem eternas.
Estes últimos 4 dias têm sido para mim e para aqueles que fazem parte do meu imenso, autênticas bombas relógio. Que têm explodido sem qualquer aviso. Se é que há aviso para bombas destas...
Ontem, durante a noite, explodiu mais uma. Em silêncio e sem qualquer prenúncio. Só anúncio.
E o anúncio chegou hoje, logo de manhã.
Da forma mais ignóbil que pode haver. Se é que há formas mais ou menos ignóbeis para isto.
A máquina do J. apagou-se.
As Nikon, aquelas que tu tanto gostavas e usavas, nunca mais serão as mesmas.
Os flashes, esses, continuarão a ser disparados.
Mas sem a tua mão profissional. E brio, principalmente o brio.
Descansa em paz, J.

24/10/2007

Ora toma, Maria Amália


- Posso usar MB? (pergunto eu, depois de ter lido esta "informação", orgulhosa e ostensivamente colada na caixa registadora).
- Com cartãozinho? Com'ceteza. Mas paga mais 50 cêntimos (responde ela, enquanto sorri e aponta para a colagem, enquanto aponta para a menina das economias dela no apuro final do dia). A menos que queira levar mais qualquer coisinha e ultrapasse os 5€...

21/10/2007

Claro mais claro só mesmo a luz do meio dia

Das Condenaçoens
"Para haver o Juiz se condenar hum R. em caso crime, não basta o dito de huma testemunha, ainda com indicios vehementes, pois não fazem mais que semiplena prova, quando para a condenação deve esta ser clarissima, e concludente. ...
E deve, para haver condenação nos crimes, ser a prova mais clara que a luz do meyo dia. ..."
Assim reza a Parte II, Cap. VIII, Das Condenaçoens, do Manual Pratico, Judicial, Civel e Criminal, do Author Alexandre Caetano Gomes.
Lisboa, 1766
Estou deliciada a folhear este achado. Quero lá saber dos ácaros!

Prozac & Afins, fora do servidor da O.A., please.

Abro o Office Outlook. Carrego no Enviar/Receber. 32. São 32 as mensagens que entram na minha conta da O.A.. 26 vão directamente para o lixo. As que restam, 6 portanto, são devidamente lidas, respondidas e arquivadas. Nenhuma delas é a resposta que me leva a abrir o Outlook a um Domingo. A resposta que tarda em entrar. Ai os Prozac's & afins que andam tão mal distribuídos. Irra para esta ocupação selvagem no servidor da Ordem.

18/10/2007

A moral e a legalidade

"Ex.mo Senhor Presidente,
O abaixo-assinado, Zulmiro Z., legalmente desempregado, vem...".
Esta não é só uma parte de um requerimento que chama à atenção. Esta é uma daquelas verdades verdadeiras. Sim, que bem sabemos a quantidade enorme, imensa, dos que ilegalmente estão empregados. Já para não falar daqueles que ilegalmente se encontram no desemprego.

Quem vem e atravessa o rio. Erros meus, má fortuna...

O exercício da minha profissão levou-me à Capital, mais especificamente ao Palácio de Justiça em Marquês de Fronteira. Depois de uma manhã inteira com audiência de discussão e julgamento, que vai continuar, levanto as mãos ao céu e agradeço, genuinamente penhorada, não ser só a profissão que me leva à Capital. Mal estava se assim fosse. Mas o que efectivamente agradeço, com todos os prós e contras e balanços do deve e haver, é o estar domiciliada aqui nesta "pequenina" comarca e pertencer ao Distrito Judicial do Porto.

13/10/2007

Nem tudo é uma questão de percentagem

Ouço alguém comentar "vá lá, pelo menos aqui somos os primeiros!".
O aqui, diz respeito à vitória de Portugal no I campeonato Mundial de futsal INAS-FID, para deficientes mentais. Portugal derrotou a Polónia na final por 6-3.
Abano a cabeça e digo realmente não há só deficiência mental e motora. A mais profunda e definitivamente irreversível é a da Alma.

11/10/2007

Menezes Leitão

Luís Menezes Leitão um dos candidatos a Bastonário nas próximas eleições da O.A.,
demitiu-se das funções que exercia no actual C. Distrital de Lisboa.
Era Vice-Presidente.
Agora, para além de Advogado, é também candidato a Bastonário.
Transcrevo esta frase: "
Contribuir objectivamente durante a campanha eleitoral, com o recurso aos meios próprios da Ordem, para a promoção exclusiva de umas candidaturas em detrimento de outras, constitui uma actuação a todos os títulos lamentável e que em nada prestigia a nossa Ordem."
Aplaudo, de pé, a sua decisão. Tardia ou não, mediática ou nem por isso, o que efectivamente interessa é que a teve.
E sim, eu sou defensora de que, em praticamente tudo, mais vale tarde que nunca.

Três minutos. Cento e oitenta segundos.

"- Palácio da Justiça, boa tarde.
- Boa tarde. Ligava-me por favor ao 2.º, 3.ª?
- Sim ligava. Mas já estamos (eu gosto destes plurais...) fechados. Agora só amanhã. Boa tarde."
Sem mais. Nem um com licença, nem um até amanhã. Não sei se releva, mas passavam 3, sim eu disse TRÊS minutos das 16 horas. E vá-se lá saber porquê mas nós até nos guiamos por e pela Hora Legal (agora sim, eu gosto deste plural). Era uma informação que não implicava mais que um minuto! Nem tive tempo para dizer que agradecia imenso a amabilidade, uma vez que entre "nós" e o processo a distância ultrapassa os 300 Kms. Bem sei que os Srs. Funcionários não têm de ser amáveis, mas expeditos é coisa que não fica mal a ninguém.
Infelizmente 300 Kms não é aqui ao lado. É a distância. Distância que representa mais de 3 horas... Daí o telefonema. Mas não. "Agora só amanhã. Boa tarde." E tudo por uns míseros minutos. Já que expeditos não podem ser, um bocadinho de inteligência não ficava mal. Uma achega: o Palácio da Justiça devia usar aquelas gravações para quem ousasse telefonar com singelos minutos de atraso e assim sempre poupava no pagamento de minutos extra. Haja pachorra.

08/10/2007

E já está!

Parabéns ao Sr. Dr. e recente Mestre que hoje obteve a classificação de Muito Bom na defesa da tese! Muitos parabéns e obrigada por não ter sido necessário recorrer ao desmembramento de rótulas e aos pézinhos esticados... A malta sabia perfeitamente que não seria necessário mas em todo o caso estava preparada para tudo!

É agora, Valente e Fortíssimo acorda que é Hora!

Sim, eu sei. Há milhões de outras que aqui poderiam ser colocadas, e esta não tem sido propriamente a melhor época, mas quem sou eu para falar em épocas e ainda para mais melhores ou piores. Só que isto é a correr pois acho que estou a ficar atrasada e é somente uma marca ao dia, perdão, do Dia que hoje começa principalmente para ti .
Que seja tal qual a música na generalidade o é. Intemporal e imensa sim que vocês são milhões e blá blá blá, perdão vocês têm é uma chama imensa. E por causa da Fé, a Fé que neste Vermelho tu tens. Que confusão para aqui vai. I wonder why...
E que no dia de hoje seja só este tipo de marcas. Não queremos rótulas partidas nem pezinhos esticados como quem não quer a coisa mas que até os quer e bem esticados, aos Senhores Professores Doutores quando estiverem a atravessar o corredor, caso aqueles sejam atacados por e com algum dislate mental. Além do mais já basta de hematomas, tá? E agora com licença, que já são horas e não me posso atrasar! Sim, ao contrário do que pensam e apregoam, eu não me chamo Alice, ora!

06/10/2007

O Fado da Procura

O dia 5 de Outubro não representa só a Proclamação da República Portuguesa. É também dia de aniversário cá em casa. E ontem, especificamente, foi dia de lulas e chocos grelhados em Espinho e serena conversa na Granja. Um mimo com sabor a tarte folhada de framboesa acompanhada de uns parabéns muito afinados...
Foi muito bom reencontrar-te D.. Muito mesmo. E claro, gostei muito de te conhecer T.. Mas aquelas lulas... E aquela tarte... Ó ó!
Tenho pena de não me recordar nada daquela partida que fiz à minha amiga e coleguinha de escola. É que não me lembro mesmo. Este Fado da Procura relembra-me como é bom reencontrar quem não se procura. Sem mais.

04/10/2007

Ahhhhhhhh...



E cá estou eu, como prometido de volta ao tema.
Ao fim de um ano e cinco meses fomos contemplados com a informação.
Como deve e deveria ter sido.
Extensível e recebida por todos.
Nada de informação restrita ao Conselho Distrital de Lisboa, mas sim como deve ser. Por carta simples enviada a todos os Colegas inscritos na O.A..
Sim, porque ainda há Colegas que não usam computadores e muito menos recorrem à internet. Sim, porque nem todos aqueles que tendo ambos os utensílios consultam o portal da O.A.. Muito menos o específico de cada Conselho Distrital.
Mas a questão ainda permanece. O consentimento de cada um de nós para a publicação de elementos que vão para além do nome, morada e telefone...
Para que conste, como se preciso fosse,
a Delegação da Ordem dos Advogados de Vila Nova de Gaia continua a não fornecer qualquer tipo de dados em relação a Colegas aqui inscritos na comarca.
Ainda que de forma diferente e sob outro prisma, termino como em Junho. Voltarei ao tema.
* Ou,
Os protocolos, as cedências, as "regras". Deserto não é só a margem sul. (take 2),
E,
Quem espera sempre alcança,
Mas sobretudo,
Ena, tanto agá!

03/10/2007

Há silicones e silicones. Placentas nem se fala

Entre os regalitos que a C. me trouxe do País irmão, encontrei um frasquinho de "silicone, placenta e filtro solar", vulgo reparador de pontas de cabelo, Excelências, da Niely.
Depois de ter experimentado cheguei a uma conclusão. Sim, de quando em vez chego a conclusões... E digo-vos, bye Serum Kérastase alô Placenta Niely. Tu és um espectáculo!

Os saltos que valem a pena

Este anúncio merecia um prémio. É que para além de tudo o que é relevante e enche as medidas do "anúncio bem conseguido", para mim, leiga nesse departamento e simples espectadora e consumidora, este tem a medida maior e aquela que verdadeira importa, não só em matéria de saltos. Isso mesmo. A verdade.
Quando a dada altura é dito "... salta das janelas para as maçãs...", dou um sorriso. E recomendo este salto! Vá, tudo a saltar para as maçãs e a contrariar a lei da gravidade.

02/10/2007

E a procissão...

...ainda vai no adro...
Eu bem dizia.