28/02/2005

E o Tejo mesmo ali em frente

A indicação era fácil: "porta do Hotel Tivoli, não tem nada que enganar!". Isto do não tem nada que enganar causa-me arrepios na espinha. É que sempre que a coisa não tem nada que enganar é certo sabido que a malta se engana. O que não tem problema de maior. Sou apologista de “quem tem boca vai a Roma”, mas continuo a admirar as placas três metros por 2,5, com letras garrafais e de preferência com luzinhas pisca-pisca. E assim foi. Olhei à minha volta (placas não temos e luzinhas muito menos) e dirigi-me à pessoa que aparentemente mais desenvolta e conhecedora do que a rodeia me parecia. Erro! Ah… Hotel? Tivoli? Não estou a ver. Muito obrigada, boa tarde, disse eu. Se calhar o melhor é dirigir-se ali à bilheteira. Pois, tem razão, boa tarde. Mais à frente estava um “posto de cafeína” com duas empregadas atrás do balcão. Patrícia, sem medo, avança e pensa rapidamente, livra-te de dizer boa tarde meninas, ou ainda te mandam até Chelas. Boa tarde, uma informação por favor. Com certeza. Com queijo, fiambre ou mista? Isto sim, teria a sua graça, mas não tive sorte nenhuma…. Hotel Tivoli, para que lado? Ah, simples. A senhora vai por aqui, contorna aquilo ali, desce umas escadas. Depois segue sempre em frente e é logo ali. Escusado será dizer que com tantos aqui’s e ali’s fiquei exactamente na mesma. Com excepção, verdade seja dita, para aquilo que desde sempre me parecia incontornável: descer umas escadas…. Facilmente percebi que o que queriam dizer era: vai contornar este “posto de cafeína” e vê logo as escadas que a levam até à rua.
Desço as escadas e já no passeio pouso a mala, olho em volta e rien de rien de Hotel Tivoli. Ora o Tivoli não temos, mas temos o arrumador de carros, pertencente, este sim, a uma genuína e verdadeira classe de pessoas desenvoltas e conhecedoras do que os rodeia. Não é tarde nem é cedo. O Senhor desculpe, mas dá-me uma ajuda faz favor? Hotel Tivoli? Hotel Tivoli? Ora, atravesse aqui. E depois atravessa novamente. É mesmo ali, na esquina do passeio; este passeio aqui em frente. Eu rio-me e digo, só atravessar, portanto? Pois, só atravessar, diz ele, também a rir-se. É naquele passeio. Aquela porta mesmo ali na esquina. Mas espere aí um bocado, que agora estão a passar muitos carros! Eu espero, é que aquele “agora estão a passar muitos carros” foi deveras assustador. Pronto, já pode. Obrigada, sim? Por nada, por nada. Muito obrigada, insisti. Já no outro passeio, O passeio!!!, enquanto caminhava os 15 metros que me levariam à esquina, tive a noção plena que para ele, aquele obrigada valeu por todas as moedas que receberá ao longo do dia.

21/02/2005

"Primeiro o País, depois a Democracia e só depois o Partido."

Depois de umas eleições e de todo o seu envolvente "sui generis", os resultados estão aí. O Partido Socialista ganhou, com maioria absoluta. A "direita" portuguesa teve um resultado catastrófico. A todos os níveis. Há quem lhe chame cartão vermelho, há quem lhe chame punição. Tudo dependerá, obviamente, da perspectiva de cada um. Pessoalmente chamo-lhe desorientação. A maior parte dos "notáveis" socialistas, falaram, hoje, na responsabilidade que advém deste resultado eleitoral. Maioria absoluta, responsabilidade absoluta.
Ainda bem. É que a memória, ao contrário da mentira, nem sempre tem perna curta.

15/02/2005

Zyrtec volta que estas perdoado!

"... e se alguma vez tiverem oportunidade de ler o programa do partido socialista - mais uma vez, quando tiverem insónias façam-no -...".
Frase que acabou de ser proferida pelo Eng.º José Sócrates, TSF, conferência produzida pelo Diário Económico. Talqualmente.
Bem haja os que tomam Zyrtec!

14/02/2005

Zyrtec meus Senhores, Zyrtec

D. Manuel Martins considera um verdadeiro oportunismo político o dia de luto decretado, em virtude da morte da Irmã Lúcia. Pacheco Pereira, é, também, uma das vozes "contra".
Um dos intervenientes no Fórum da TSF de hoje, disse que tal atitude não é digna de um verdadeiro Estado laico.
Isto, realmente, é um País de treta. Preso por ter cão, preso por não ter.
Se calhar deviam dizer ao Presidente da República Portuguesa, expoente máximo do Estado, que não devia enviar mensagens de condolências e muito menos enviar um representante para marcar presença, amanhã, nas cerimónias fúnebres. Cerimónias essas, fruto de uma morte noticiada por todo o Mundo.
Mas isto digo eu, que acho que esta confusão ideológica que se vive em Portugal é fruto da falta de chuva, do pó que anda no ar e das consequentes rinites alérgicas.

02/02/2005

http://www.iclub.com.pt/diario

Excelências, é visitar, diariamente o iClub.
A malta anda um bocado preguiçosa e por isso, para não estar a publicar aqui o que escrevo lá (e vice-versa), tem escrito lá, sem mais.
A Gerência agradece!