31/12/2004

Excelente Livro em 2005!

Nesta altura temos sempre um pouco mais de tempo e disposição para serenamente pensar no que nos rodeia. Naquilo que fizemos. No que somos.
Temos mais um ano que termina e, acreditem, como é bom pensar: mais um ano que eu passei.
Fazemos balanços, balancinhos e balancetes.
Mas acima de tudo temos projectos. Uns que não foram cumpridos, outros que só agora são idealizados e, que com toda a energia do Novo Ano finalmente queremos pôr em prática.
Eu acho que viramos mais uma página e é exactamente, como já alguém o disse, uma página nova a que nos espera. Branquinha, branquinha, para ser preenchida com a caneta nova, o lápis bem afiado e a borracha a estrear.
O que eu efectivamente desejo é que as letras e as linhas sejam quase sempre a direito e os borrões da caneta, ou o bico do lápis partido sejam pormenores (pequenos) sem a mínima importância.
Que daqui a um ano de novo se leia: mais um ano que finda e mais uma nova página, que apesar de estar em branco, traz a sabedoria de tudo aquilo que para trás foi escrito no livro que nos pertence.
Uma página alva, uma caneta nova, um lápis bem afiado e, no fim, que a página esteja completamente escrita.
São os meus sinceros votos!

28/12/2004

Privilegios*

Ver filmes onde tenho vontade (geograficamente falando) é, mais um, dos muitos privilégios da Maçã. Sim, eu sei, que as Janelas portáteis também permitem a façanha. Mas, lamento informar, a qualidade de imagem é uma treta! Dvd na Janela ou Dvd na Maçã, é completamente diferente! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa... (vou, em definitivo, adoptar esta frase completamente estonteante e que "cala qualquer argumentação contraditória"). Adiante.
Ontem, continuação do fim-de-semana Natalício, autêntica rave de comida e dolce fare niente, o dia foi dedicado a ver filmes. Sossegadamente no sofá da sala e com os aquecedores ligados. Nem sei bem porquê! Tem estado um tempo tão ameno. Um calor fresco, atrever-me-ia a dizer.
Finding Nemo (desde que o tenho aqui é a terceira vez que vejo...), Love Actually, The Day After Tomorrow (bom dia para ver este filme, sem dúvida!), Alex & Emma, The Girl Next Door, Jersey Girl, foram as vítimas. Infelizmente já não houve paciência para ver o Mystic River. Vai daí, South Park, foi o escolhido para terminar as mais de 589 mil horas de cinema puro e duro. Nada de especial, é um facto. Com excepção, claro está, para o Nemo, Love Actually e The Day After Tomorrow (curiosamente agora reparo que foi precisamente esta a ordem que usei nas linhas de cima.). Este último é assustador, mas recomendo vivamente.

*(A Gerência pede desculpa pela falta de pontuação nos títulos. A Gerência crê que é uma forma vil, torpe e reles de vingança por parte do Blogger.com em virtude da ausência de linhas nestas últimas duas semanas.)

Tantas coisas, tao pouco tempo

As coisas que acontecem em duas semanas. Incrível...
O drama de desenrolar fios, por exemplo. Há algum tempo que tenho a tarefa de fazer a árvore de Natal. Fazer, no literal sentido do termo. É artificial, claro. No ano passado achei por bem voltar ao antigamente e comprar a verdadeira. Hábito perdido pois o jardim já não suportava mais pinheiros de natal plantados! É compreensível. Temos uma magnólia, um limoeiro, duas árvores da borracha, uma tília, os brincos de princesa, o chorão, um pinheiro manso e um pinheiro de Natal recuperado e devolvido à vida depois dos Reis e da época natalícia de há uns anos. Para não falar dos canteiros com as rosas e mais-não-sei-quê, que a malta não se lembra de tudo. Ora, como não há espaço, vamos recorrer aos artificiais. Foi a opinião unânime cá em casa. Mas no ano passado senti saudades. Saudades da caruma no chão da sala. Saudades do cheiro a Natal. Saudades dos cortes nos dedos quando colocava as bolas & afins. De quando em vez tenho saudades de coisas estranhas, confesso. Não tive meias medidas. Peguei na artificial e lixo! Árvore natural ao poder! Mas este ano, com tanta coisa e tão pouco tempo, lá tive que voltar ao artificial. Sempre perco menos tempo em atravessar a Avenida (sim, eu não espero pelo verde do semáforo!), entrar na loja e comprar uma. O horto de Gaia não fica propriamente à mão...
Até aqui tudo muito bem. O drama apareceu depois. Teimei que este ano não havia bolas para ninguém. Só luzes, muitas luzinhas brancas. Uma estrela dourada e um anjo vermelho. Absolutamente mais nada. Vai daí, 4 séries de luzinhas de Natal. E desenrolar os fios? Porra, não é nada fácil desenrolar os fios de uma série. Duas, nem se fala. Três? Oh, oh... Quanto mais quatro! Mas foram desenrolados, com muita calma e paciência. Acho que percebo agora a razão que leva a minha Mãe a entregar-me tudo o que seja fio e fique com nó...
A árvore ficou um mimo. Muita luzinha branca.
E agora lembro-me que não desejei Boas Festas. Espero que tenha sido um excelente Natal. Sendo que excelente significa "prendas, muitas prendas"! Sim, que no fundo o que nós queremos são as prendas e o raio.
Extraordinariamente não tive o cheiro a caruma, não me magoei nos dedos, mas o cheiro a rabanadas, aletria, pudim e toda aquela doçaria, valeu pelo cheiro de antigamente... Garanto-vos!

So problemas

Acabei de ter consciência do drama. Do horror. Da tragédia!
Já não escrevo aqui desde o dia 11 de Dezembro!
Que vergonha, Patrícia Lousinha, que vergonha!

11/12/2004

"Coisa feia, a inveja"

Entrei ontem, oficialmente, no Mundo. Ainda estou na fase da levitação... Até ver tudo corre bem! Mas Aveiro continua em estado de alerta...
Em todo o caso sinto-me uma peça rara. Aqui no escritório, e até no Instituto de Multimédia. É compreensível. Nos dois lados impera o "outro" reino informático. Mas começo a ficar cansada com as frases típicas e, para as quais, já tinha sido avisada: "isso é um mini micro-ondas, certo?"; "Os teus sobrinhos não ficaram aborrecidos? Lá se foi o brinquedo...; "Ui, branco... É melhor usares luvas!"; "Na Imaginarium tens disso. A diferença é que este tem uma maçã, lá são estrelas."; "De resto é muito bonito."
Enquanto aguardava a chegada da maçã era com mais garra que a defendia. Agora, que já a tenho, parece que estou a descomprimir. Já não me incomoda tanto. Começo a ouvir o rosário anti-maçã e lembro-me das nódoas. É que não passo a vida a pensar nelas, mas fico incomodada quando não saem à primeira...

06/12/2004

PT dá uma ajudinha...

Acho que vou criar uma linha de apoio, tipo: "A central telefónica do Tribunal do Cartaxo precisa de si!"
Por causa de um julgamento, marcado para as 14 horas de hoje, moi même, a 300 Kms. de distância, tinha certa ("certa"...) urgência em conseguir falar para o juízo. Passei praticamente a manhã toda a tentar telefonar para lá. "Sabe como é, são muitas linhas mas só temos um telefone...".

Bastonário

As eleições já foram e os votos estão contados. Rogério Alves é o novo Bastonário, também com o meu voto. Lamentavelmente Pedro Marinho Falcão, Conselho Distrital do Porto, não foi eleito. Esperamos que Silva Leal seja uma boa aposta.
Não posso, contudo, deixar de ficar preocupada com os resultados do Marinho Pinto. São números deveras preocupantes...
Ainda para mais na classe mais nova. É que uma das ideias que Marinho Pinto deixou passar foi a "não admissão de novos estagiários, licenciados em Direito, uma vez que já há muitos". Será tudo medo da competitividade?
Estranha geração esta...

O sapatinho de Natal já não é o que era...

Quem ainda dependura sapatinhos de Natal, ou escreve cartas ao Pai Natal, está a perder tempo. A ana.dmdias@hotmail.com acabou de enviar este mail:
"Olá meu doce.
Como te prometi, aqui mando os sites para o Natal:
http://www.prendinhas.com
http://www.perfumes.online.pt
http://www.fnac.com
O primeiro tem umas cenas muto giras, o segundo tem perfumes optimos e muito baratos e o terceiro e da fnac, aquela loja do centro comercial que gostaste quando cá vieste em Janeiro.
Olha, afinal chego ai mais cedo, vou dia 21 e chego a 22 e volto para baixo a 27.
Beijocas, eu logo telefono-te.
Ana"
Oh Ana, sejas tu quem fores, fico a aguardar o teu telefonema!!!

01/12/2004

As Farpas

Recomendo, vivamente, a leitura de "Deixem os Juízes fazer Justiça", publicado hoje, no Jornal Público, secção "Cartas ao Director". Linhas simples, mas claras (nem sempre a simplicidade é clara...). De fácil compreensão a todos.
Tão claras, concisas e verdadeiras como as linhas de Abel Dias Ferreira, Ilustre Jurista, sobre o mediatismo deste processo (o pão, circo e vampiros...):
"Nós, humanos, somos muito parecidos com as moscas. Temos uma grande atracção pela porcaria."
Começo a perceber que, esta frase, é de aplicação analógica aos últimos acontecimentos políticos.