28/09/2004
27/09/2004
Porto Cálem
Aviso à navegação: nunca desconfiar da qualidade de fermentação do sumo de uvas que nunca tivemos o privilégio de degustar!
Principalmente se esse mesmo sumo vier da Cálem, em forma de maduro tinto...
Gostava de falar mais sobre isso, mas, ao que parece, uma das consequências de um jantar com tal saborosa companhia são os lapsus memorandum!
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Patricia Lousinha
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24/09/2004
Informação
No post do João Lúcio, de sua graça “boas decisões” ( www.iclub.com.pt/diario ), leio: “Mas, depois, dizem mal”.
Ora, dizem mal porque estão mal informados. Se calhar nem informados estão…
A minha iniciação no mundo dos computadores foi com um Mac.
Durante alguns anos só funcionava com o Mac.
O pouco que funcionava, é certo. Mas isso é única e exclusivamente da minha responsabilidade.
A meio da faculdade conheci outro mundo, nem de longe nem de perto admirável e, muito menos novo…
Em Julho de 99 e por razões que falam mais alto do que quer que seja, vi o Mac a fugir para Aveiro…
E pronto, em Setembro de 2000 lá tive que me adaptar a esta-coisa-que-aqui-tenho-em-cima-da-mesa-e-que-por-pudor-me-abstenho-de-escrever-o-nome-que-nestes-tempos-últimos-lhe-atribuí!
E porquê? Porque “para aquilo que precisas Mac não serve”; “depois queres ter certos documentos e é incompatível”; “e os programas? Não tem programas para quase nada”; “’tás doida? Ninguém, nesta profissão usa Mac. “Isso” é só para arquitectos, engenheiros e designers”; “nem imaginas no que te vais meter. Se tiver algum problema ninguém te resolve nada”; “já viste bem o preço? São caríssimos!”.
Dei por mim a fazer as contas ao dinheiro que gastei nesta-coisa-que-aqui-tenho-em-cima-da-mesa-e-que-por-pudor-me-abstenho-de-escrever-o-nome-que-nestes-tempos-últimos-lhe-atribuí…. Curiosamente, o novo iMac (G5) teria ficado mais em conta!
Podia e devia ter perguntado a quem sabia. Mas não o fiz. Azar o meu.
Hoje, quase a um passo de voltar a encontrar o que perdi em 99, ainda continuo a ouvir tudo aquilo. Ok, menos 10 pessoas dizem isso…. Não que o meu universo seja pequeno. Infelizmente não está informado!
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Patricia Lousinha
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17/09/2004
Memórias
Numa dessas noites, com o casaco de lã vestido - porque as noites de verão em Aveiro não são verdadeiras noites, nem é verdadeiro verão e muito menos seria Aveiro verdadeiro se os mesmos não fossem vestidos -, em que ficamos a falar até às tantas, a rir como os malucos (sempre gostava de saber quem inventou este "dizer"...) e a deixar a humidade da noite fazer companhia aos nossos ossos, mais uma vez a conversa foi como as cerejas.
A lembrar memórias. Memórias de outros verões. E as memórias, tal como a cacimba que nos entra pelos ossos e que só deixa marcas quando se abusa dela, precisam de ser lembradas. Para ficarem cá dentro.
O grupo já não é o mesmo. A vida tem destas coisas. Mas, como se necessário fosse, essa é também uma razão para estas conversas. Não deixar que a memória, a nossa e a de todos os que ainda cá estão, fique com aquele ar debilitado, quase fugaz. Para que não haja nenhuma dúvida.
Há histórias que contamos vezes sem fim. Ao fim de alguns verões são quase uma lengalenga. Mas não são. São as memórias. Tal qual cacimba da recordação…
Bem, e como estava a dizer, numa dessas noites, aliás, numa destas noites (é bom sublinhar, de forma a não esquecer que ainda estamos na transição para a vida a seguir às férias…) alguém dizia, com o ar mais triste que vi nestes últimos tempos “já não há verões como antigamente… os tempos mudaram e todos nós estamos diferentes. Eram verões cheios de tudo…”.
Escusado será dizer que quase todos fumaram o cigarro em silêncio, a seguir a tão maravilhosa descoberta….
Mas no fundo eu entendo. A Super Bock hoje em dia já não bate como nos outros verões. Como nas outras noites….
Mas as memórias, essas, continuam a bater. Com ou sem Super Bock, com ou sem filosofia. Só precisamos de manter a cacimba….
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Patricia Lousinha
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14/09/2004
Nova corrida, nova viagem!
Está quase aí. É já amanhã. 15 de Setembro!
Nova corrida, nova viagem na loucura do sistema judicial português...
Faz-me lembrar as esperanças que depositamos em cada Novo Ano que começa. Temos sempre esperança que desta vez vai ser diferente.
Que desta vez vamos sentir e respirar Justiça em tudo o que nos rodeia.
Que vamos trabalhar ainda melhor...
Que vamos devolver, a alguns, pelo menos, a confiança perdida na Justiça. Sendo certo que nesses "alguns" de quando em vez nos encontramos.
A esperança é sempre a última a morrer. Que o diga quem por cá anda.
Acredito neste novo Ministério. Quem por lá anda não me é de todo indiferente. Bem pelo contrário. Mas, com (quase) toda a imparcialidade, (é difícil, de facto) digo: tenho Fé!
Para bem da minha sanidade mental tenho esperança nesta nova corrida, nova viagem "2005".
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Patricia Lousinha
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